Gertrude Stein's The Autobiography of Alice B. Toklas (1933) é uma autora emblemática na autobiografia lésbica, se não típica. Não sendo típica porque embora obedeça à maioria das convenções genéricas dessa autobiografia, está escrita na voz de outra: é A Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein publicado pela Cosac Naify (2009) com tradução de José Rubens Siqueira. Além disso, Alice B. Toklas não sendo apenas mais uma pessoa, não apenas Gertrude Stein, sendo a consorte de vida de Gertrude Stein, sua amante - esposa.
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terça-feira, outubro 25, 2022
Tender Buttons - Gertrude Stein - Uma Leitura - ERIC PONTY
segunda-feira, outubro 24, 2022
EXEQUIAS ELETIVAS PELO SUÍCIDIO DE JEAN LUC GODARD - ERIC PONTY
Das minhas experiências de salvação em outros endereços Leitor-Crítico não sabia nada, por isso também não podia saber nada dos entendimentos que me haviam levado a essa disposição de me suicidar; precisava tentar adivinhá-los e, de acordo com avaliação geral que tinha a meu respeito, me indicou o que há de mais abjeto, áspero e burlesco. E não hesitou um só instante em me dizer isso precisamente daquela maneira. o embaraço que assim me causou não era nada em comparação com a vergonha que, na sua opinião, eu iria infligir ao seu nome com esse ato de suicídio até traduzi o soneto vinte e dois de Shakespeare:
O meu espelho não me envelhecer face,UM SONETO DE PAUL VERLAINE E DUMA EXPLICAÇÃO - ERIC PONTY
O estorvo eficaz, porém — excepcionalmente autônomo em afinidade ao caso singular —, era que, do ponto de vista devoto, sou manifestamente inábil de me questionar. Isso se revelada no fato de que, a partir da ocasião em que decido me censurar, não arrumo repousar, a cabeça abrasa dia e noite, isto já não é existência, fico arfando desesperado de um lado para outro. Não são propriamente as apreensões que importunam isso, no fato correm juntas inúmeras apreensões, de acordo com a minha tristeza e meticulosidade, mas não são elas o crucial; na veracidade elas desvirtuam a fio, como os inseto nas tarefas do poema; o que me aborda de modo crucial é outra coisa. É a pressão generalizada do receio, do temor, do autodesprezo, e, demonstrar isto aqui minha isotopia de Paul Verlaine:
3 anos antes
Após empurrar a porta estreita e frágil,sábado, outubro 22, 2022
DESEJOS - Paul Verlaine - TRAD. ERIC PONTY
Gaspara Stampa – Rime - XI - Trad. Eric Ponty
sexta-feira, outubro 21, 2022
QUINTO POEMA - POETA SAFO - TRAD. ERIC PONTY
SEGUNDO POEMA - POETA SAFO - TRAD. ERIC PONTY
PRIMEIRO POEMA - POETA SAFO - TRAD. ERIC PONTY
Ao Leitor - Charles Baudelaire - Spleen et idéal - Trad. Eric Ponty
Ocupando nossos espíritos e corpos,
Que nos alimentam nossos amáveis remorsos,
Quais mendigos nutrem seus parasitas.
quinta-feira, outubro 20, 2022
SONETO SEIS - FRANTESCO PETRARCA - TRAD. ERIC PONTY
ERIC PONTY POR ERIC PONTY - ADVERTÊNCIA SOBRE AUTORIA DESTE BLOG
10. O Nome do Senhor é uma torre fortíssima: a ele mesmo se acolhe o justo, e será exaltado. - Livro dos Provérbios
quarta-feira, outubro 19, 2022
SONETO CINCO - FRANTESCO PETRARCA - TRAD. ERIC PONTY
IRMA VEP DO REMAKE DO REMAKE - ERIC PONTY
Sacerdócio da Poesia – O caso da tradução do soneto de duas poetisas - Eric Ponty
Meu prezado Leitor-Crítico,
Eis que o meu material era tão alheio um ao outro, quando me censurar por falta de atenção intelectual, para mim, sempre foi misterioso esta total carência de impressionabilidade em relação à consternação e à embaraço que poderia me cominar com palavras e juízos: era como se Leitor-crítico não tivesse a menor noção de sua força crítica sobre qual material continham sua isotopia, por exemplo, este poema de Elizabeth Barrett dos Sonetos da Portuguesa:
XLIII
Quão é te amo? Deixa contar passagens,terça-feira, outubro 18, 2022
SONETOS DE SHAKESPEARE - FAÇA VOCÊ MESMO - ERIC PONTY
Se olhar relógio e ver que o tempo voa,
Deixar dia se demude, uma noite turva;
Há pêlos cinzentos soíam ser loiros;
Sacerdócio da Poesia – O caso da tradução do soneto de Paul Valéry – Eric Ponty
Meu prezado,
Mas não assentei essa questão, e sim a vivi desde meti a fazer métrica. De início certamente testei a mim mesmo diante de fazer métrica, mas de qualquer ninharia; e diante de qualquer ninharia Leitor-crítico me convencia, pelo exemplo, e, pela sua instrução — tal como tentei descrevê-la —, da minha inaptidão; e o que era válido em qualquer ninharia e lhe dava razão tinha, de ser claro, de ser monstruosamente válido diante da coisa mais formidável, ou seja: diante da tradução. Até os meus experimentos de tradução, cresci mais ou menos como um homem de interesses que de fato vivi o dia a dia com inquietações e maus presságios, mas sem um documento carece. Tudo é registrado, mas nunca submetido a uma análise. Chega porém o momento em que o balanço é forçoso no esforço, ou seja: a tentativa de tradução como este poema da Abelha de Paul Valéry dedicado a Francis de Miomandre:
O quê, e tão fino, e tão mortal,segunda-feira, outubro 17, 2022
A ABELHA - PAUL VALÉRY - TRAD. ERIC PONTY
O quê, e tão fino, e tão mortal,
Deixe levar, abelha loira,
Não tenho, meu cesto de compras,
Apenas um sonho de renda.Colhi ao peito a bela cabaça,
Em quem o Amor morrer ou desce,
Sacerdócio da Poesia – Soneto Quarto – Petrarca - Oficina da Isotopia - Eric Ponty
Meu prezado,
Poderei sempre contrapor isso quando me censurar por falta de atenção intelectual. Para mim, sempre foi inexplicável sua total carência de impressionabilidade em relação à angústia e ao embaraço que podia me cominar com palavras e juízos: era como se você, Leitor-crítico, não tivesse a menor conhecimento da sua força. Também eu com certeza muitas vezes o magoei com a maneira do fazer literário, mas a seguir sempre o distingui, isso me fazer sofrer, mas eu não podia me conter, refrear a palavra, já me arrependia enquanto a fazia. Mas você Leitor-crítico desferia sem mais as suas, não se apiedar-se de ninguém, nem durante nem depois, contra você Leitor-crítico estava-se totalmente sem defesa crítica, que, permite ao menos que eu dê um exemplo, do meu fazer literário como este quarto soneto de Petrarca cuja minha isotopia se deu desta maneira:
Que’ ch’ infinita providenzia et arte,domingo, outubro 16, 2022
SACERDOCIO DA POESIA - ERIC PONTY
sábado, outubro 15, 2022
AZUL BABEL - ED. LARANJA ORIGINAL - RODRIGO PETRONIO - SÂO PAULO
O presente trabalho de seleção e tradução de poetas de línguas e nacionalidades diversas, levado a cabo pelo poeta e tradutor Eric Ponty, amplia o horizonte da poesia brasileira e da poesia de língua portuguesa em diversos sentidos. Em primeiro lugar, embora alguns dos poetas traduzidos sejam conhecidos do público, parte destes poemas nunca fora traduzida ao português ou encontra-se há muito fora de circulação.
É o caso de Paul Èluard, Petrarca, Shakespeare, John Keats, Ezra Pound, Soror Juana Inés de la Cruz, George Seferis e Paul Verlaine. Os poemas selecionados por Ponty se somam ao repertório de traduções destes poetas realizadas por Onestaldo de Pennafort, Péricles Eugenio da Silva Ramos, Jamil Almansur Haddad, Guilherme de Almeida, Josely Vianna Baptista, José Paulo Paes, Haroldo de Campos, Augusto de Campos e Dirceu Villa, entre outros poetas-tradutores, antigos e atuais. Desse modo, este trabalho de Ponty contribui não apenas para a formação de um cânone nacional da poesia de língua portuguesa, mas para a formação de um cânone transnacional de poesia em língua portuguesa.





















