Pra seguir quem em voo é recusado,
E que dos cordões do Amor Luz e solto,
Voar antes minha corrida lenta.
Que quanto mais recordar do envio,
Na estrada segura, menos me ouve,
Nem vale pena estimulá-lo ou dar-lhe,
Pois o Amor, pela sua natura, torna;
Depós, quando força reúne a si própria,
Sendo contínuo em senhoria dele,
Que me faz transportar até à morte;
Só para vir loureiro onde é recolhido,
Fruta não madura, que as feridas doutros,
Do sabor afligem mais do que conforta.
FRANTESCO PETRARCA - TRAD. ERIC PONTY
POETA, TRADUTOR, LIBRETISTA ERIC PONTY
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