No trono de muitos matizes, Afrodite Imortal,
Filha de Zeus, tecendo artimanhas: peço-vos,
Não quebreis do meu espírito, ó Rainha,
Com dor ou tristeza.
Mas venha - se alguma vez antes de longe,
Ouviste a minha voz e escutaste,
E deixando a do seu pai,
Casa Dourada que você regressou.
A sua carruagem jungida com lindos pardais
Atraindo-o veloz sobre a terra escura
Numa nuvem rodopiante de asas debaixo
Do céu pelo meio do ar
de repente aqui. Abençoada, com um sorriso
no seu rosto imortal, pergunta
do que voltei a sofrer
e porque é que volto a juntar
E o que no meu coração selvagem eu mais desejo
Calharia: "Uma vez mais quem devo
convencer a regressar para o seu amor?
Safo, quem quis te enganar?
Se agora ela foge, em breve acossará.
Se rejeitar presentes, então ela lhe dará.
Se não amar, em breve vai amar-te
Mesmo contra a sua vontade.
SAFO - TRAD. ERIC PONTY
POETA, TRADUTOR, LIBRETISTA ERIC PONTY

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