sexta-feira, outubro 12, 2018

O Cemitério Marinho - Paul Valéry - Trad. Eric Ponty

(Decassílabo versos com rima)
Μή, φίλα ψυχά, βίον ἀθάνατον
σπεῦδε, τὰν δ' ἔμπρακτον ἄντλει μαχανάν.
     Pindare, Pythiques, III.
Telhado tranquilo, onde marcham pombas,
Pulsa entre pinheiros, entre das tumbas;
Meio dia justo compõe-se destas luzes
O mar, o mar, firme tão renovar
Oh recompensa após pensamento ar
Um longo olhar para a calma dos deuses!

Pura labuta fins raios consuma
Diamante imperceptível mui d´escuma
E daquela paz sempre conceber
Quando sob o abismo sol repousa
Das Obras puras duma eterna causa
Tempo cintila e sonho é saber.

Erário firme, templo de Minerva,
Massa calma, visível e reserva
Soberba d´água, guarda de ti olhada
Como dormir sob um véu desta chama,
O meu silêncio ... edifício na alma,
Mas o ouro enche mil telhas, do telhado!

Templo Tempo, só suspiro resumo,
Neste ponto puro monte e acostumo,
Tudo cercado por meu olhar marinho;
Minha suma oferta aos deuses do aceno,
Semeiam de cintilação sereno
Altura aversão soberana ninho.

Quão fruto derrete apreciação essência,
Quão em delícia transforma na sua ausência
Numa boca onde forma morre alça,
Eu fumo meu futuro aqui fumaça,
Céu canta à alma consumida aduagem
Da mudança no rumor desta margem.

Céu belo, vero céu, olhe a mim mudança!
Após orgulho, tanta estranha andança
Ociosidade, mas cheio de poder,
Me rendo este espaço brilhante hortos
Nas Mansões de minha sombra vão mortos
Quem doma a sua mudança frágil ser.

A alma exposta às tochas deste solstício,
Apoio, justiça admirável início
Das Armas ligeiras sem da piedade!
Vós tendes seu lugar, primeiro, pura,
Olhes a ti! .... Mas faça-se à luz altura
Sombra eu me acho meio triste idade.

A mim, por mim mesmo, a eu mesmo fronte,
Com um coração, do poema a fonte,
Entre vácuo e do evento se fez puro,
Aguardo eco do meu brio interior
Acre, bruno sonora cisterna dor,
Tocando na alma sempre um oco futuro!

Sabes, falso cativo das folhagens,
Golfo comedor magras redes margens,
Meu olhar uno, fechos ofuscantes
Corpo me arrasta até fim preguiçoso
O que fronte chama chão óssea grosso?
Uma faísca não pensou meus ausentes.

Bento, uno cheio fogo sem matéria,
Fragmento terrestre oferta à luz séria,
Lugar gosto, dominado por tochas,
Composto d´ouro, pedra e cedros negros,
Onde tremor o mármor tantas sombras;
Mar fiel dorme em minhas tumbas rochas!

Cã esplêndida, descarta do idólatra!
Quando ao pastor Sorrir só andrólatra,
Eu pasto mui, misteriosas ovelhas,
Gado branco meus túmulos quietos,
Afastadas pombas prudentes retas,
Sonhos vãos, anjos intrusos aselhas!

Vim aqui, do futuro é preguiça.
Arranhão inseto claro seco caliça;
Tudo tostado, desfeito, torna ar
Já não sei da severa de tua essência
Vida é vasta, sendo bebeu ausência,
Expiação é doce mente, e claro ar.

Mortos ocultos estão bem nesta terra
Aquecer seca teu mistério que erra.
Meio-dia lá, meio-dia, do imóvel
Si pensa é certo si mesmo eleito ...
Cabeça finda e Diadema perfeito,
Eu sou secreta mudança novel.

Fez isso por mim teus medo ‘aceites!
A Minha pena, dúvidas, limites
São culpa de teu tão grande diamante ...
Mas, em sua grande noite toda em mármores,
Uma onda pessoas às raízes das árvores
Tomou o teu partido já lentamente.
Derreter ausência espessura rara,
Bebeu do tipo branco rubro barro;
O dom da vida passou para às flores!

Onde estão frases familiares mortos,
A larva fia onde prantos formas hortos.
A Arte pessoal, almas singulares?
Gritos agudos moças incomodar,
Olhos, dentes, das pálpebras molhar,
Encantador brincar com deste fogo,
Lábios sangue brilhando que se rendem,
Últimas doações, dedos defendem,
Tudo vai terra e entra neste jogo!

A Grande alma, tu esperas um sonho
Que me deixará mentir cor risonha
Olhos claros onda ouro faz-se aqui?
Cantarmos vós quando vaporosas
Foi! Tudo feito! Minhas vistas porosas,
Impaciência santa até morre aqui!

Magra imortal tetra ouro, floreado
Consolador horrível laureada
Que a morte fez dum seio materno
Bela mentira e piedosa de astúcia!
Quem sabe, e de quem recusa fúcsia,
Crânio vazio e esse riso eterno!

Pais profundos, cabeças desertas,
Que, sob peso já tantas pás retas,
É terra e confundir os passos nossos
Correto roedor, verme irrefutável
Não sois dormem abaixo dormível,
Ele vive a vida, não me deixa passos!

Amor, talvez, ou tu que me odeias?
Dente fecho é perto de mim enleias,
Todos nomes ele pode anuir!
Seja qual for! Vê, quer, pensa, tocar!
Carne afaga, até minha cama a dar,
Viver eu vivo a pertencer abluir!

Zenão! Zenão cruel! Zenão Eléia!
Mas tu furas seta alada ideia
Que vibrar, voeja e não voeja mais passos!
Som gera-me seta me mata nuga!
Ah! O Sol .... Que sombra de tartaruga
A alma, Aquiles parado grandes passos!

Não, não .... Alçar! Em eras sucessivas!
Quebrar meu corpo, formas pensativas!
Beber, meu útero, o brotar do vento!
A frescura, do mar exalado
Faz-me minha alma ... Poder salgado!
Correr a onda jorrando viva lenta.

Sim! Grande Mar delírios dotados
Pele pantera clamíde vazadas,
Quilíades de mil ídolos do sol,
Hidra absoluta, beba carne azul,
Quem remorso cauda vivo miul
Num tumulto quão silêncio algol,

Vento erguer! .... Deve viver tentar!
Enorme abrir fechar meu livro ar,
A Onda em pó ousa brotar rochas delas!
Esvoaçar páginas que ofuscavam!
Rompam, ondas! Rompa água se alegram
Quieto teto onde picam destas velas!
PAUL VALÈRY

segunda-feira, setembro 24, 2018

Cemitério marinho - Paul Valéry - Tradução Eric Tirado Viegas 1997

(Tradução de 1997 restaurada em decassílabos com versos com rima)

Μή, φίλα ψυχά, βίον ἀθάνατον
σπεῦδε, τὰν δ' ἔμπρακτον ἄντλει μαχανάν.
     Pindare, Pythiques, III.

Teto calmo onde marcham pombas álbulos,
Entre palpitar pinheiro, entre túmulos,
Meio-dia justo compôs fogo arda.
Ô mar, ô mar do sempre reiniciar!
Ô laurel após pensamento olhar
Calmo na demora deuses resguarda! 

Qual lide pura fim chispa consuma,
Diamante imperceptível mui escuma
Que desta paz sempre se conservar
Quando no abismo sol que se repousa
Faz Obra pura duma eterna causa
Sonho é saber, Tempo cintilar.

Templo tempo, só anseio resume,
Ascender ponto puro me acostume,
Eu abarcar do meu olhar oceano,
Quais deuses minha oferta suprema enleia
Cintilação serena que semeia
Sobre altura desdém soberano.

Eterno ouro templo simples Minerva,
Massa da calma e visível reserva
Água impassível olho vigiar certo
Tanto sono sob véu flâmula calmo
Ô silêncio meu!... Edifício dessa alma
Saturam teto mil telhas! Do Teto!

Como fruta fundida do prazer,
Como delícia troco ausência ser,
A Boca donde forma assassinar
Fumar cá minha futura fumaça
Céu canta alma consumir minha faça
Mutação de o rumor margem focar.

Belo céu, vero céu meu olhar trocar,
Após tanto orgulho, tanto estranhar
Ócio mais plena probabilidade
Me desamparo este brilhante espaço,
Casas dos mortos minha sombra passo
Doma frágil móvel igualdade.

Exposta alma solstício dessas tochas,
Justiça admirável, sustento rochas
Luz das armas de sem piedade arde!
Me rendo puro espaço primeiro tarde
Olhar-me! Entrego-te luz que me farde
Suposta sombra morta meio alarde!

Me abdico minha solidão mim mesmo
Perto imo, fonte poema afim mesma
Entre evento oco me traço tão puro
Acatando ao meu tão grande eco interno
Amargor sombra sonora cisterna
E daqui sempre eu recrio um futuro!

Fôreis vós cativas falsas folhagens,
Golfo comilão tísicas ramagens,
Sobre meu olhar cerros tão secretos,
Meu corpo puxe lerdo fim idade
Rosto atire a carcaça terra igualdade
Chispa penso meus ausentes retos.

Cerro, sacro, cheio ardor sem matéria,
Fragmento terrestre oferta à luz féria
Este lugar pleno domina archote
Compôs ouro, pedra árvores sombrias
Onde tal mármo vibrar sombra´ egérias
Mar fiel dormir sobre covas morte

Cã esplêndida me afaste os idolatras,
Quanto só pastor Sorriso andrólatra
Apascento misteriosos carneiros
Branco rebanho das calmas das tumbas
Afastem-se ajuizadas dessas pombas
Sonhos vãos, anjos curiosos parceiros.

Aqui vindo a lentura é futura,
O claro inseto raspou a secura,
Tudo inflamar desmuda asila ar
E não sei qual a sua ríspida essência
Vida é larga, está livre de ausência,
Amargor doce, espirito se aclarar.

Estes Mortos jazidos aqui a terra,
Que aquecer seca mistério encerra
Alto do Meio-Dia dia sem movimentos
Se pensa persuadir para si feito
Rosto findo com o diadema perfeito
Eu sou o mais oculto movimento.

Não tem só a mim refrear os medos
Lamúrias, dúvidas, constrições credos
Seu absurdo que de seu grão do diamante...
Mas seu ocaso é duns grosseiros mármores,
Povo vagar entre raízes das árvores
Já tomaram partido já lentamente.

Fundiram cerrada ausência do ter
Barro rubro bebeu alva casta do ser
Dom Vida passou às flores alento!
Onde estão mortos, frases familiares
Arte pessoal, almas singulares
A Larva fia onde formada em lamentos.

Gritos argutos moças irritadas,
Olhos, dentes, as pálpebras molhadas,
Aprazíveis seios brincar com fogo
Sangue faiscar dos lábios se renderam
Extrema dádiva, dedos defenderam
Tudo vai sob a terra fundiu ao jogo.

Vós grande alma esperas um sonho ar,
Não tenham as cores calúnia a dar,
Olhos carne faz aqui fonte ouro sim
Cantarás ainda fores vaporosa
Vá! Foge de tudo! Aspecto é poroso
Santa sofreguidão morreu assim.

Magra eternidade breu doirada,
Consoladora horrível laureada,
Da morte fez um seio maternal,
Bela calúnia piedosa artimanha
Quem não conhece não recusa manha
O Crânio vazio este riso eternal.

Pais profundos, cabeça inabitada,
Que já são peso de tantas pazadas
Terra confundir seus passos largos
Vero roedor um verme irrefutável
Não mais hão dormem tábua dormível
Vital a vida não quita mais amargos!

Amor talvez mesmo mim raiva certo
Seu Secreto dente está tão por perto
Que algum nome venha lhe convir!
Que implica! Vê! Almeja! Sonha! Toca!
Minha carne manta espera leito oco
Ao vivente escravizado caibo vir!

Zenão cruel eleito Zenão d´Eléia!
Mas tu sentes passagem seta ideia,
Vibrar voeja e não voeja mais aos laços 
Som me renasce seta me mata fuga
Ah! O sol... Qual a sombra de tartaruga
Alma Aquiles imóvel grandes passos!

Não! Não!... De pé em eras consecutivas!
Arder meu corpo formas pensativas!
Beber meu seio renasce desse vento,
Um fresco dum mar de tão exaltado
Chega minha alma... ô pujança salgada!
Correr onda irromper que viva alento!

Sim! Grande mar delírios ambíguos 
Tez pantera clâmide poro exíguos
Quilíades mil ídolos mar do sol!
Hidra total livre azul dessa carne
Morder sua cauda chamejar do farne
Tumulto silêncio igual deste sal!

Vento se içar!...Breve viver tentar
Abrir e refechar meu livro imenso ar,
Pó tentou desmudar rocha aduela
Esvoacem páginas que ofuscadas
Rompam vagas! Rompam águas alegradas
Teto tranquilo onde picam as velas!

Eric Tirado Viegas

domingo, setembro 23, 2018

Vista do horizonte - Eric Ponty


Por sobre os fantasmas, os rios orvalhados, 
As montanhas, as brenhas, as nuvens, os mares,
Para além do ígneo caos e do éter que há nos ares,
Para além dos por fins dos tetos fantasmais,


Nadas, meu coração, fibrar peregrino,
E, como um voador que nas águas engula,
Alegras festivamente a vastidão profunda
Com um lascivo e austero gozo masculino.

Vai mais, vai mais além do lodo repelente, 
Vai te purificação onde o ar se faz mais afável,
E solve, qual vigor transparente e divino,
Puro fogo que enche o sítio transparente.

Depois do tédio e das aflições das penas
Que registram com sua atração vida dorida,
Ditosa daquele a quem uma asa possante
Pode difundir várzeas claras e atenuas;
Eric Ponty 

quarta-feira, setembro 12, 2018

Sonata muda - eric ponty


Abrindo destas nuvens plenos vapores,
fechado nos flancos – deserto de cores,
Passeiam-se no teto afetiva razão;
São muitas suas aves, forçosos desvãos,
Tangíveis na terra, quais plenas das partes
retesam dos planos da imensa vastidões.
São aves, extensas, intensas de fúria,
Tão Meigas excitam, refazem finórias,
Tão leigas aprendem luz do esplendor:
dolosas empinam, domínio contentes!

Doido langor que toa no pico das crentes,
Pendão de rodízios, marmor do condor!
As sebes sozinhas, sem laços, com trilho,
As aves se alçando, abraçando-as ao frio.
Do intenso respiram de aragens das marcas:
Salsugem das serras das tíbias descendem,
Vultosas memórias inglórias lá fendem,
Ao puro herdeiro doído que se jaz ausente.
Domar pascer sebe desdobra-se dolente,
Doído conjuga a morada envolvente
Á Dolosa penhora, das nuvens gentis:
Os tenros montados domáveis afora
Das margens inglórias, que atestam embora,
À Dolência contorno da pomba feliz.

Destoa? – ninguém dobra: seu timbre tão longe,
À margem enfim tão: – de um pouso adiante
Se pretende por perto – repouso cinzel.

A Estátua da inércia pressente do plano
O Estático grito do surdo anteplano
Nestas curvas honestas do dobre gentil.
Atrasos da terra pariu do escrutínio
Nos chãos das estátuas de brusco domínio
Retesam do pleno, que obteve em lição;
Domínios das sebes do céu de esplendor,
Ciosas pertencem no plano do ardor,
Dos domos terrestres finórias função.
Acercam-se a pedra de casto marmóreo,
Do Dorido da forja passagem arbóreo
Ornada do nada com cenas tão grátis:
O justo, das sagas do crivo da serpente
transita marmor, reflui a sebe pressente,
Dormência dos dobres do bronze matriz.
Enquanto das estátuas com Letes vingança,
Inertes contritas da cândida das danças,
Do chão puro tecem furtivas no altar:
As pombas lhe cortaram, os dorsos que atingem,
Marmóreas das dívicias curvas ramagem,
Divina desta fonte tão límpido ar.
A Medusa das lápides marmo pendores,
Cercado de pedras — cobertos destas dores,
volteiam-se com os fardos altiva ilusão;
São muitos seus charmes, nos ânimos fortes,
Temíveis nesta terra, que em densos dos cortes

Espantam-se  nos corvos a imensa fusão. 
ERic ponty


domingo, setembro 09, 2018

Pegam um poeta - Eric Ponty


Às vezes, por prazer, os homens desta cidade,
Pegam um poeta, imensa ave sem pares,
Que escolta, indolente sócio traquinagem,
A urbe a singrar por glaucos e vis altares.

Tão logo o estendem sobre as tábuas d altares,
O pateta do azul, canhestro e envergonhado,
Deixa pender, qual par de termos junto aos pés,
As asas em que fulge um branco imaculado.


As penas em que fulge um branco imaculado.
Antes tão belo, como é naif na desgraça
Esse viajante agora flácido e apoucado!
Um, com cachimbo, lhe enche a boca de fumaça.

Outro, coxear, imita o enfermo outrora pastado!
O Poeta se compara ao príncipe da cultura
Que enfrenta os vendavais sorri seta no ar;
Exilado no chão, em meio à turba obscura,
As penas de gigante impedem-no de andar.
Eric Ponty

A morte pode ser o sono - John Keats - Eric Ponty


A morte pode ser o sono, quando a vida
são apenas um sonho, E cenas de felicidade
passam como um fantasma pelos prazeres
transitórios como uma visão parece
E ainda assim achamos maior dor é morrer. 

Quão estranho é que o homem na terra andasse,
e levasse uma vida de aflição, mas não
abandonasse Seu caminho acidentado;
nem se atreveu a ver sozinho Sua futura
desgraça que é apenas certo despertar.
John Keats - Eric Ponty

epigrafe - ERiC Ponty


Pássaros da agonia ativem minha 
alma para minha morte.

IMPACTO - Manolis TRAD ERIC PONTY


E desde que a nova realidade estava sobre nós verdadeiramente nós

aceitei: nosso Deus estava morto. Enterrado ele ontem

na tarde sem canções, sem paus nem lamentações 

se nos sentimos muito mais leves. Nada era tão delicado quanto

o humor do dia sombrio enquanto eu diria medo 

estava escondido no fundo de nossos corações. A tristeza reinou no preto

escritório funerário enquanto apenas fora mendigos lagar

 esticado suas mãos pedindo o que não pudemos poupar, decência

da nova serpente que apareceu sem presas,

magnólia febril floresceu suas flores roxas sobre

nossa cama nupcial e em um eyrie nós enchemos nosso cálice

com coragem e nós mandamos para os quatro cantos

o universo e prometeu nunca mais ficar preso igualmente

na idiotice de um sistema.

O condor andino declaramos herdeiro da carne.

O vento e a chuva proclamamos nossa catarse.

Evole, oh, elementos livres, evoe.

"Multiplique e conquiste a terra"

alguém disse. E foi bom.

Manolis
TRAD ERIC PONTY

sexta-feira, setembro 07, 2018

William Carlos Williams, - Eric Ponty


          É acordar  o arqueiro 
          O cisne está voando!
          Ouro contra azul

               Uma flecha está mentindo.
          Há caçar no céu
          Durma seguro até amanhã.

                Os ursos estão no exterior!
           A águia está gritando!
            Ouro contra azul
            Seus olhos estão brilhando!
            Dormir!
            Durma seguro até amanhã.

               As irmãs mentem
                Com os braços entrelaçados;
                Ouro contra azul
                O cabelo deles está brilhando!
          A Serpente se contorce!
         Órion está ouvindo!

          Ouro contra azul
          Sua espada está cintilando!
          Dormir!
          Há caça no céu
             Durma seguro até amanhã
 William Carlos Williams,
Trad. ERIC PONTY