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quarta-feira, agosto 17, 2022

EU E A SOLIDÃO DE UMA MULHER - ERIC PONTY

ERIC PONTY NA INFÂNCIA

Eu sozinho sem outro ser conquista,
Em minha infância já mui distante,
jazida em mim minhas memórias idas,
mas sem saber incerto virias lida.

Ficar quieto assim olhando viria lida,
Recordações mui doloridas idas,
Esteja um sofá junto a mim deitar,
Lembrar minhas feridas de alguma.

De cativas imagens mergulhando,
Das flamas um dia atear em nossas almas,
Doloridas erguerá chamas corpos.

Eu sozinho sem outro ser conquista,
Esteja um sofá junto a mim deitar,
Recordações mui doloridas idas.
ERIC PONTY

SOLDADO - Rupert Brooke - Trad. ERIC PONTY

SE eu morrer, pense apenas isto de mim:
Que há algum canto dum campo estrangeiro,
Isso é para sempre Inglaterra. Haverá
Naquela terra rica esconde-se um pó mais rico;
Um pó que a Inglaterra suportou, adaptou, fez cientes,
Deu, uma vez, suas flores pra amar, passagens pra vagar,
Um corpo da Inglaterra, respirando ar inglês,
Lavado pelos rios, abençoado por sóis de casa.
E pensem, neste coração, todo o mal se derrama,
Dum pulso no pensamento eterno, não menos
Dá em algum lugar retorno às ideias dadas pela Inglaterra;
Suas visões e sons; sonhos felizes qual seu dia;
E gargalhadas, saber dos amigos; e gentileza,
Em corações em paz, sob um céu inglês.
Rupert Brooke - Trad. ERIC PONTY
POETA,TRADUTOR,LIBRETISTA ERIC PONTY

terça-feira, agosto 16, 2022

A Visão dos Quatro arcanjos - Rupert Brooke - TRAD. ERIC PONTY

PARA NILO DE LIMA E SILVA
Montes silencio, borda alva do mundo,
Quatro arcanjos caíram contra céu sem luz,
Suportaram, passos tranquilos e iguais,
Em grandes asas forradas, de grandes asas forradas,
caixãozinho porco onde uma criança deve aleitar,
Tão pequeno. (entanto irreal, Deus nunca poderia,
Ter-lhes dado a volta da criança da buganvília à luz do sol,
E fechá-lo naquela carapaça solitária, pra cair pra sempre,
No desocupado e no silêncio, pra a noite....)
Então, no puro auge do rol, acudiram à sua queda,
Por meio em tristezas ignotas, àquele frágil caixão preto,
Pequeno pobre Corpo de Deus jaz, gasto e magro,
Qual floral ermo, jazido gasto e magro,
Até não fosse mais visível; após recuado inda,
Rostos tristes e calmos pra, debaixo, pra campo.
 Rupert Brooke - TRAD. ERIC PONTY
POETA,TRADUTOR, CRITICO IVO BARROSO LADEADO POETA,TRADUTOR ERIC PONTY

segunda-feira, agosto 15, 2022

KARINE - 2 - SONETOS -ERIC PONTY


Sonhei que dentre astros tão infinitos,
Andavas calmamente entorpecida,
Nas flamas espaço resplandecida,
Na carne, em flamas do infinito céu...

E me pasmava de azuis de surpresa,
Vendo um cortejo no infinito aceso,
Da tua pele clamando pela vida,
Dentre os ares flamejante lida.

E nestas senhas crivas deste azuis,
Serpente em redor maravilhado,
E por dentre os clarões do infinito.

Então, disto que em sonho absorto vida,
Me senti então alastrar absorta lida,
Toda desta infinita sensação...



Quando dentre as outras damas confortam,
Estejam elas tão alegres ou tão tristes,
Quando mais qualquer outra é menos certa,
Demais cresce o ensejo que me enamora.

E vem bendizendo que era lugar,
Em que meu alto meu olhar chega estar,
Falo: - Alma, por bem certa que desvela,
Se digna de honradez tu és que aflora.

Karine amoroso pensamento,
Que bem segues ao certo bem te envia,
Sem ao desejo bem humano dar.

E, Karine bem animosa envia,
E, podes céu te erguer do ser mundano,
Talvez eu de esperanças me acrescento.

ERICPONTY
POETA,TRADUTOR,LIBRETISTA ERIC PONTY

domingo, agosto 14, 2022

NOSSA SENHORA DA BOA MORTE - ERIC PONTY

Em um ensaio no The Spectator (setembro de 1712), recolhido neste volume, Joseph Addison observou que a alma humana, quando sonha, soltada do corpo, é ao mesmo tempo do teatro, dos atores e do público. Podemos acrescentar que é também o autor da fábula que está comparecendo. Existem lugares análogos de Petrônio e Dom Luis de Góngora. Uma leitura literal da metáfora de Addison poderia nos levar à tese perigosa atraente de que os sonhos constituem a mais antiga e não menos complexa dos gêneros literários. Esta curiosa tese, que não temos dificuldade em aprovar para a boa execução deste prólogo e para a leitura do texto, poderia justificar a composição duma história geral dos sonhos e de sua influência sobre as cartas. Este volume para a diversão do leitor curioso, ofereceria algum material como este:

Nestes portões Ocidental duma cidade, brincavam e riam virgens crianças tão ondulados e leves quais leves nuvens no inverno. Nem chego lhes observar porquê jazida uma Nossa Senhora Dorme, e, lhes noto seus encantos, pois jazida em seu manto sendo que seu vestido é branco e com seu véu denso, muito mais a galharda do que minha pobre adorada...



Pouco importo o perfume que têm, pois, em seu vestido e com seu manto espesso com joias cultas, o perfume de minha amada me é embriagada restando a recitar um poema trazido de muito longe:

Eu sou tão, feito dum jardim intenso,
Donde surge duma ramagem de breu,
Que debaixo de botões rosa um azul,
Sê ornar feito à primavera ilusória,
Eu sou tão, feito dum jardim intenso!


ERIC PONTY

POETA,TRADUTOR,LIBRETISTA ERIC PONTY

sábado, agosto 13, 2022

SONETO N1 - WILLIAM SHAKESPEARE - ERIC PONTY

Desejamos ver que os mais belos abundam,
Para que a beleza em flor não padeça,
até mesmo frutos pródigos sucumbem,
é justo que uma prole lhe suceda;

Mas em vós, teus belos olhos governam,
Como vós é o alimento de tua chama,
Semeia fome onde tudo está disponível,
E vós é sua própria presa agredida.

Vós que hoje enfeita o mundo com teu encanto,
E vós anuncia a primavera como nenhum outro,
E Vós se refere ao vigor do teu rebento.

E não gastando com tuas reservas:
Tenha piedade e não deixe tua gula,
O pão do Mundo é partido com tumba.
WILLIAM SHAKESPEARE - TRAD ERIC PONTY

POETA,TRADUTOR,LIBRETISTA ERIC PONTY

sexta-feira, agosto 12, 2022

PARA UMA IMITAÇÃO EM SPENCE - JOHN KEATS - TRAD. ERIC P0NTY

Hoje veio a manhã de sua câmara do oriente,
E primeiros passos tocaram uma colina verde;
Coroando sua crista com a chama âmbar,
Que, puras dos leitos musgosos, destilavam pra baixo,
E após a separação dos canteiros de flores simples,
Por muitos riachos, um pequeno lago se encheu,
Que ao redor de sua orla refletiam arqueiros tecidos,
E, em seu espaço médio, um céu que nunca desce.
Lá o rei-pescador viu sua plumagem viva,
Tingir com peixes de corante intenso aquém,
Cujas nadadeiras de seda, e escalpes sapés leves,
Lançam para alto, pelo meio das ondas, um brilho rubi:
Lá viu o cisne com seu pescoço de neve arqueado,
Faiscou seus olhos de cais; seus pés demostraram,
Sob as ondas como o ébano da África,
E de costas, um feno reclinado voluptuosa,
Ah! eu poderia contar maravilhas duma ilha,
Que naquele lago mais justo tinha sido assentado,
Eu poderia ter Dido de sua dor beguile;
Ou roubar do velho Lear seu amargo adolescente:
Com certeza, um sítio tão justo nunca foi visto,
De todo esse sempre sedutor olhar romântico:
Parece uma esmeralda no brilho prateado,
Das águas intensas; ou como quando em alto,
Por meio de nuvens do alvo pulguento, ri-se do céu "árido".
E ao seu redor mergulharam luxuosos,
Declives de verdura por meio da maré cheia de brilho,
O que, por assim dizer, é uma amizade suave,
Encantado com o lado florido em pétalas das rosas 
Como se pra colher lamentos rubras, tentou ele,
Que caiu numa profusa do caule da árvore da rosa!
Haja vista foi o modo de funcionamento de seu orgulho,
Em luta para lançar duma joia sobre a costa,
Exceder todos botões do diadema da Flora.
JOHN KEATS-TRAD ERIC PONTY
O POETA,TRADUTOR,LIBETRISTA ERIC P0NTY LADEADOS PELOS FIÉIS

quinta-feira, agosto 11, 2022

SLEEP AND POETRY - JOHN KEATS - TRAD. ERIC PONTY

 SLEEP AND POETRY

“As I lay in my bed slepe full unmete
Was unto me, but why that I ne might
Rest I ne wist, for there n’as erthly wight
[As I suppose] had more of hertis ese
Than I, for I n’ad sicknesse nor disease.”
CHAUCER.

Mais suave do que um vento no verão?
Mais suave do que o belo zumbido,
Isso jaze um momento em uma flor aberta,
Vibra alegre caramanchão em caramanchão?
Que é mais quieto do que sopro de rosa almiscarada,
Em uma ilha verde, longe do saber todos os homens,
Mais benfazejo do que a frondosidade dos homens?
Mais secreto que um ninho de rouxinóis?
Mais serenar do que semblante Cornelia?
Mais cheio visões do que clássicos romances?
Quê, mas dormir? Suave mais perto nossos olhos!
Debaixo murmuradores canções de ninar!
Leve pairar ao redor de nossos coxins felizes!
Espiráculo de papoulas e salgueiros chorões!
Silencioso entrave das tranças dum encanto!
Ouvinte mais feliz! Quando a manhã abençoa
Daquele para animar todos os olhos alegres,
Esse olhar é tão aceso ao novo nascer do sol.
Mas o que é demais alto do que se pensar?
Fresco mais frutas silvestres da árvore do cerro?
Mais estranho, mais belo, mais suave, mais régio,
Do que dessas asas dos cisnes, das pombas, 
Do que dessa águia vista antes dum covarde?
O que é isso? E ao deverei compará-lo?
Tem uma glória, Nada mais podes partilhar:
O seu pensamento é horrível, doce e sagrado,
Afastar toda a loucura e mundanizarão;
Vindo às vezes aplausos receosos trovões,
Ou das regiões debaixo do ronco da terra;
E às vezes fosse um suave sussurro,
De todos segredos de alguma coisa prodigiosa,
Do que respirando sobre nós no ar liberto,
Pra que olhemos à nossa volta com olhar curioso,
E pegando boias suaves dum hino ouvido por som fraco;
Para ver-lhe a coroa de louros, em alta suspeita,
Isso é pra coroar nosso nome quando a vida abolir.
Às vezes dá uma glória à voz, dá glória à voz
E do coração pra alto, regozija-te! regozija-te!
Os sons arranjarão a moldura de todas as coisas,
E morrem em murmúrios ardentes,
Ninguém que uma vez glorioso sol tenha visto,
Ninguém que uma vez o glorioso sol tenha visto,
E todas as nuvens, e sentiu seu peito prezado,
Pela presença Mestre Criador, mas deve saber,
O que quero dizer e sentir seu ser brilhar:
Portanto, nenhum insulto darei a seu espírito,
Dizendo o que ele vê do mérito nativo.
Ó Poesia!  Por você eu seguro minha pena,
Isso ainda não é um glorioso habitante,
Do teu amplo céu - Devo preferir ajoelhar-me,
No topo de alguma montanha até eu me sentir,
Rodeado esplendor brilhante sobre mim pendurado,
E ecoar mais vens da voz da sua própria língua?
Rende do teu santuário um pouco de ar puro,
Alisado para a embriaguez pela respiração,
De baías floridas, pra eu possa morrer uma morte,
De luxuoso, e meu jovem espírito seguirá,
Dos raios de sol da manhã para o grande Apollo,
Como um novo sacrifício; ou, se eu puder suportar,
Visões de todos lugares: sendo recanto de flores,
Será um Elysium - um livro escrito eterno,
Donde posso copiar mui ditados encantadores,
Sobre as folhas, e flores - sobre a adivinha,
De ninfas em bosques, e fontes; e a sombra,
Manter um silêncio em torno Bela Adormecida,
E muitos um verso de influência tão estranha,
Que devemos sempre nos perguntar como, e donde,
Também a imaginação vai pairar
Ao redor do meu lado do fogo, e acaso lá achar,
Vistas de beleza solene, onde eu vagueava,
Em silêncio feliz, como o meandro claro,
Por meio de vales solitários; donde achei uma mancha,
Duma sombra mais terrível, ou de uma grama seduzida,
Ou uma colina verde com o vestido axadrezado,
De flores, e temeroso por seu encanto,
Escreva em minhas fichas tudo que foi permitido,
Tudo isso foi para nossos sentidos humanos,
Então, eventos deste vasto mundo que apreenderia,
Como um gigante forte, e, meu espírito brinca,
Até que, seus ombros, ela deva ver com orgulho,
Destas asas para deparar uma imortalidade,
Pare e avalie! A vida é apenas por um dia;
Frágil gota de orvalho em sua perigosa passagem,
Do alto duma árvore; do sono dum índio pobre,
Enquanto barco se apressou pra a colossal escarpa,
De Montmorenci. Por que um lamento tão triste?
Vida é a espera rosa enquanto ainda não foi soprada;
A Leitura de um conto em constante mudança;
A leve ascensão do véu qual duma donzela;
Um pombo a cair no ar claro do verão;
Garoto-escola risonho, sem luto ou acurado,
Cavalgar os ramos de abeto de um olmo.
O por dez anos, que eu posso derrotar,
Mesmo na poesia; pra que eu possa fazer a obra,
Que minha própria alma tem a si mesma decidido,
Então passarei pelos países que eu vejo,
Em uma longa perspectiva, e continua,
Saboreie fontes puras. Inicial reino vou passar,
Da Flora, e do velho Pan: dormir na grama,
Alimentam-se de maçãs vermelhas, e morangos,
E escolher cada prazer que minha fantasia vê;
Pegue as ninfas mãos brancas em sítios sombrios,
Para atrair beijos doces dos rostos evitados, -
Brincar com dedos, tocar os ombros de branco,
Em um belo recuo com uma mordida,
Tão duro quanto os lábios podem fazer: 
Até chegarmos para um acordo entrem olhos,
Lindo conto de vida humana que vamos ler.
E se ensinará a pomba domada qual melhor,
Possa ventilar o ar frio gentil pra o meu descanso;
Outro, dobrar a sua ágil banda de rodagem,
Irá botar manto verde flutua ao redor de sua cabeça,
E ainda dançará com casos sempre variados,
Sorrindo sobre essas flores e das árvores:
Outro me seduzirá, e em suas epifanias,
Por meio amendoeiras em flor da canela rica;
Até no seio de um mundo de folhas,
Descansamos silêncio, qual duas pedras preciosas,
Nos recessos de uma concha perolada.
E posso alguma vez me despedir destas alegrias?
Sim, devo passá-los para uma vida mais nobre,
Onde eu posso achar estás agonias, as lutas,
De corações humanos: para! Eu vejo de longe,
Eis velejando no azul da fúria, qual o carro,
E corcéis com crinas de crina - o cocheiro,
Olha para os ventos com um medo glorioso:
E agora numerosos passeios tremem leves,
Ao longo de um enorme cume de nuvens;
Rodas para abaixo chegam a céus mais frescos,
Dá gorjeta esfera com prata olhos vivos do sol.
Ainda para abaixo, com giro capcioso, deslizam,
E agora eu os vejo do lado duma colina verde,
Repouso brusco entre caules acenam com a cabeça.
O cocheiro com gestos de maravilhas falar,
Pra árvores e montanhas; lá logo brotam,
De formas de deleite, de mistério e de medo,
Passando diante de um espaço sombrio,
Feitos alguns intensos carvalhos: qual eles caçariam,
Algumas músicas sempre mais animadas varrem,
Como eles murmuram, riem, sorriem e choram:
Alguns com as duas mãos e a boca rígidas;
Alguns com a face abafado até a ouvido,
Entre seus braços; alguns, claros que são jovens,
Vá alegre e sorridente, e não tenha medo;
Alguns olhando passado, outros com olhar para alto;
Sim, quilíades em quilíades de maneiras distantes,
Adiantar-se - agora uma linda grinalda de meninas,
Dançando cabelos lisos em caracóis enredados;
E agora com asas largas. Em mais terrível intenção,
Cocheiro, desses corcéis, está abaixado pra a frente,
E parece ouvir: Sendo do que eu poderia saber,
Tudo o que ele escreveu com brilho tão intenso,
Visões são todas fugidas - Do carro é fugido,
Às luzes vindas do Paraiso, em os seus versos,
Sensação coisas reais vem duas vezes mais forte,
E, como tal dum riacho lamacento, suportaria,
Minha alma ao nada: mas vou me esforçar,
Contra todas as dobras, e se manterá viva,
Adágio dessa mesma carruagem, do estranho,
A viagem foi.
Existindo numa distância de tão pequena,
Na atual força da masculinidade, que a alta,
Possa imaginação não pode voar livremente,
Quão ela não era de antiga... preparar seus corcéis,
Sobre as nuvens? Será que ela não nos deixou a todos?
Desde o espaço livre do éter, até os
sopros novos botões se abrem? Partir do sentido,
Da grande sobrancelha de Jove, ao terno verde,
Dos prados de abril? Aqui seu altar brilhava,
Nesta ilha; e quem poderia ser o modelo,
coro fervoroso que ergueu um ruído de harmonia,
Seu poderoso eu de som convoluto,
Enorme como um planeta, e como aquele carrossel,
Eternamente em torno de um oco vertiginoso?
Sim, naqueles dias as Musas estavam quase encobertas.
Com honras; nem teve qualquer outro cuidado,
do que para cantar e acalmar cabelos ondulados,
Nutrido pelo espanto e pela barbárie,
Fez o grande Apollo corar por esta sua terra,
Homens eram acatados sábios que não conseguiam apreender,
Suas glórias: com a força de um bebê que puxa,
E pensei que era Pegasus. Ah alma desolada!
Os ventos do céu sopraram, o rolar do oceano
Suas ondas de encontro - não o sentiram. O azul,
Barrados teu seio eterno, e o orvalho,
De noites de verão angariadas ainda a fazer,
A manhã preciosa: a beleza estava acordada!
Coisas que você não aceitava, - estavam muito casados,
A leis mofadas alinhadas com uma regra miserável,
E bússola vil: para que você ensinasse uma escola,
De bonecos pra alisar, incrustar, prender e enfiar,
Até quais as certas varinhas da sagacidade de Jacob,
Seus versos são contados. Na tarefa era fácil:
Mil artesãos usavam a máscara
De Poesias. Raça impiedosa e infeliz!
Isso blasfemou o intenso Lírico na cara dele,
E não o saberiam, - não, que eles andavam por aí,
Mil artesãos usavam a máscara
De Poesias. Raça impiedosa e infeliz!
Isso blasfemou o brilhante Lírico para sua fronte,
E não o saberiam, - não, eles andavam por aí,
Sê mantendo um padrão pobre e caduco,
marcados com os lemas mais frágeis, e em grande
O nome de um Boileau!
Ó vós, de quem se cobram,
É para pairar ao redor de nossas amenas colinas!
Cuja majestade aliada se encheu assim,
Minha reverência, que eu não posso,
E seus nomes consagrados, neste lugar profano,
Tão perto daquelas pessoas comuns; não se acanharam,
Afeta você? Nosso velho lamentando do Thames,
Encanta você? Você que nunca se acaudilhou,
E chorar? Ou você fez um adieu completo?
Para regiões onde não cresceu mais o louro?
Ou você ficou para dar uma recepção
Para alguns espíritos sós que poderiam orgulhoso cantar,
O abril deles está longe, e morrem? Foi mesmo assim:
Mas deixem-me pensar em tempos de tristeza:
Agora é uma estação mais justa; você respirou,
Ricas bênçãos, ricas rezas para nós; vós tendes,
Grinaldas frescas: pra música doce tem sido ouvida,
Em muitos lugares; - alguns têm sido
De sua morada cristalina em um lago,
Por uma conta de cisne; dum freio grosso,
Aninhado e tranquilo em um vale suave,
Bolhas em um cachimbo; sons finos flutuam livres,
Sobre a terra: felizes sois vós e ledos.
Estas coisas são sem dúvida: mas na verdade nós tivemos,
Estranhos trovões da potência do canto;
Misturado de fato com o que é doce e forte,
De majestade: mas em clara verdade os temas,
São clubes horríveis, os Poetas Polyphemes,
Perturbando o grande mar. Um banho sem dreno,
Da luz é a poesia; 'isto é o supremo do poder';
Próprios arcos de seu encanto de pálpebras,
Mil agentes dispostos a obedecer,
E ainda assim ela governa com a mais branda destreza:
Mas apenas a força das Musas nascidas,
É como um anjo descaído: árvores nascem do alto,
Dessas trevas, e vermes, e mortalhas, e sepulcros,
E espinhos da vida; esquecendo o grande fim,
de poesia, que deve ser como um amigo,
Pra acalmar cuidados e chegar pensamentos do homem.
Mas eu me alegro: uma miríade mais justa do que
cresceu em Páthos, a partir de ervas daninhas acres,
Levanta sua cabeça doce para o ar, e se alimenta,
Lugar silencioso com um verde sempre brotando.
Todas aves mais tenras ali acham uma tela agradável,
Rastejar pela sombra com o agitar alegre,
Mordiscar pequenas flores em forma de xícara e cantar.
Então deixe-nos limpar os espinhos asfixiantes,
De volta de seu caule gentil; deixemos jovens bravos,
Pra quando nós somos voados, ache uma nova frente sob ela,
Descubra uma nova frente sob ela, crescida em excesso,
Mais tumultuoso do que o joelho dobrado dum amante;
Nada mais indelicado do que o ar plácido,
De alguém que se inclina sobre um livro fechado;
Nada mais acirrado do que as encostas gramíneas,
Entre duas colinas. Todos saúdam esperas sedutoras!
Como ela não tinham, nenhuma imaginação,
Que simples contam coisas, mas agradam ao coração.
Que estas alegrias estejam maduras antes de eu morrer.
Não dirão alguns que eu presunçosamente,
Falaram... isso faz de acelerar a desgraça,
Aquele menino chorão deve com deferência fazer um arco,
Será que do raio do pavor poderás chegar? Como!
Se eu mesmo me camuflar, com certeza será,
Na própria decadência, a luz da Poesia:
Se eu cair, pelo menos eu serei assentado
Sob o silêncio de um sombreado de álamo;
E sobre mim a grama deve ser raspada suave;
Mas, muitas vezes, desânimo! Miserável desdita!
Não devem te conhecer, quem tem sede de ganhar
Dum fim nobre, estão com sede a cada hora.
Embora eu não seja rico no país,
De sabedoria compreensiva; embora eu não saiba,
As mudanças dos poderosos ventos, que nos sopram,
Aqui e ali, todas essas mudanças de pensamento,
Do homem: embora não haja uma grande razão doiro,
Dos mistérios sombrios das almas humanas,
Pra deixar claro a intuição: mas sempre há rolos,
Uma vasta ideia diante de mim, e eu recolho
Para partir da minha liberdade; daí,
Uma dobra do manto dessa lei que Nada,
Beira do banho, mantém suave abalo,
Cristal que subsidia: De quando o oceano,
Acalmar calmamente amplo poder de edema,
Da margem rochosa, e equilibrar mais uma vez,
Ervas daninhas do paciente; que agora,
Não são apresentadas por uma espuma.
Sinta tudo sobre sua casa ondulada.
Cabeça mansa de Sapho estava lá meio sorrir,
Como se o franzir da cara de pensar demais, 
Sendo momento tinha desaparecido,
Pensar demais, esse era tinha de ofuscar-se.
De fora de sua fronte, e a deixou total só.
Como se ele sempre escutasse suspiros,
Do mundo ébrio; e está afundado piras,
Por horrível sufoco - extremo desesperado,
Petrarca, indo mais longe do verde sombrio,
Tudo sê abriu com a visão duma Laura;
Teus olhos de doce face. Mui felizes eles!
Pois sobre eles foi vista exposição gratuita,
De asas soltas, dentre elas brilhavam,
A face da Poesia: de fora de teu trono,
Ignorou coisas que eu pouco podia dizer.
Do próprio sentido de onde eu estava,
Mantinha sono longe: mas mais do disso,
Pensamento após pensamento pra nutrir Flama,
Dentro do meu peito; pra que à luz da manhã,
Admirar até mesmo duma noite sem dormir;
E subi pra rosa refrescar-me, e feliz, e alegre,
Resolvendo começar naquele mesmo dia,
Estas linhas; e como quer que sejam feitas,
Eu os deixarei tal qual um pai faz com seu filho.
JOHN KEATS - TRAD. ERIC PONTY
POETA,TRADUTOR,LIBRETISTA ERIC PONTY 

segunda-feira, agosto 08, 2022

DAS CONVERSAS COM GILBERTO DE MENDOÇA TELLES

Gilberto Mendoza Telles: Manda dizer, que eu, Gilberto Mendoza Telles, te considero o melhor Poeta da vertente sanjoanense.
Eric Ponty: Mestre Gilberto Mendoza Telles se não gostarem de minha poesia?


Gilberto Mendoza Telles: Isto é coisa fácil para aqueles que não gostarem de sua poesia, manda dizer: Sabia que é filho de uma emérita estupida filha duma puta. E corta o comentário. Fui eu que botei na Coleção dos Cinquenta Melhores Escolhidos da poesia.


domingo, agosto 07, 2022

PARA PAZ - John Keats - TRAD. ERIC PONTY

Ó Paz! e bendizei com vossa presença,
Moradias desta ilha em volta da guerra;
Calmante com olhar quieto em nossa tortura tardia,
Fazendo o reino triplo sorrir aceso?
Me alegro-me com a tua presença; e saúdo,
Que doces companheiros que te esperam;
Completar minha alegria - não deixe
Que aparte em meu primeiro desejo falhe,
Deixe a doce ninfa do cerro ser a sua preferida,
Alegria da Inglaterra, aplaudir a alvedrio da Europa.
Ó Europa! Não deixemos tiranos céticos vejam,
Que você deve abrigar em teu estado anterior;
Mantenha tuas correntes abertas, e,
Diga-me ousadamente que esteja livre;
Dê seus reis a alvedrio de sair sem mover os amplos;
Assim, com os horrores do passado,
Ganharás teu destino esteja mais feliz!

John Keats - TRAD. ERIC PONTY
POETA, TRADUTOR, CRITÍCO IVO BARROSO LADEADO POR ERIC PONTY

NÓS OS DEVOTOS - ISOTOPICO DA FÉ EM CRISTO - ERIC PONTY


SÃO MIGUEL ARCANJOLO QUE ESTAVA,
TRAVAR PRA BATALHA DAS ESTÁTUAS,
CONTRA UM EXÉRCITO LESBOL DE ANJOS,
REVOLTO COM TUA ESTADIA COMARCA.

SÃO MIGUEL ARCANJOLO QUE ESTAVA,
SÊ AGUARDAR NAS PORTAS DO PARADISO,
ENQUANTO TEU POVO ORAVA CONTRITO,
ERAM ELES SIMPLES DEVOTOS LAVRA.

A PALAVRA DE NOSSO SENHOR JESUS,
FESTEJAVAM COM CORES OS ARDORES,
NUM MURAL QUE SÃO RÉSTIAS PRÓPRIO TEMPO.

SÃO MIGUEL ARCANJOLO QUE ESTAVA,
TRAVAR PARA BATALHA COM ORGULHO,
DONDE REVOLTADOS ANJOS CÁ PASSAVAM.
ERIC PONTY




PAVANA PARA UMA MUSA FENECIDA - ERIC PONTY

Encanto feminal, fraquezas, mãos pálidas,
faz bem às vezes, podem fazer todo mal,
Àqueles olhos, afastam só da besta fera,
Apenas quanto basta pra "dar" à ira do homem!

Sempre, caçadora maternal da renúncia,
Mesmo mentindo, a voz! Nota matinal,
Doce canto vésperas, sinal fresco, ou adorável.
Dos soluços que mortos nas dobras dos xales.

Homens duros! Vida atroz, feia e terrena!
Ah! que ao menos, longe do beijo e da luta,
Nas montanhas, algo jazerá por um tempo.

Sendo algo chegou do coração infantil e sutil,
Bondade, respeito. Porque, quando a Morte acha,
O que de nós já verdadeiramente nos restará?


Me lembro, me lembro, que está buscar? Outono,
Por meio de um céu vago, ele fez o tordo voar,
Enquanto Sol lançava os dardos monótonos,
Sobre brenhas douradas onde cervos assobiam.

Ela e eu caminhamos, sós e em nossos sonhos,
Vento, os sentimentos, os cabelos ao ar,
Virando-se pra mim, com olhos cheios d´alma,
"Qual foi seu dia mais cheio?", perguntou ele.

Sua voz é sonora, doce timbre fresco angélico, 
Meu sorriso discreto foi a resposta dela,
Então, cheio de unção, beijei sua mão alva.

Que fragrância à primeira floração traz!
Como se espalha, em um lindo murmúrio,
Embora esteja nos lábios tumba jazidos!
ERIC PONTY
POETA, TRADUTOR, LIBRETISTA ERIC PONTY GRAVANDO A VOZ DO POETA

sábado, agosto 06, 2022

ISOTOPIA DA VIDA E DA MORTE - TRAD. ERIC PONTY

Eis a hora quieta em que os rebanhos se dirigem para o poço. Eis que esmoreceu. Espero a Bem Iluminada sentado as almofadas que um dia conservam onde recolhem a impressão de tua forma. Marcando a hora da aurora de segunda feira, já botei a janela entreaberta para que possa ouvir tua voz. 


A janela entreaberta guardará a impressão estou vivo, e, já que me achares morto deitado nas almofadas...


sexta-feira, agosto 05, 2022

Nossa Senhora da Boa Morte jaz - SONETOS - ERIC PONTY

Nossa Senhora da Boa Morte jaz,
Em teu leito mortal que já jazida,
Por que morreste para estar vida,
Nós que mortais rezamos teu deleite.

Nossa Senhora da Boa Morte jaz,
Por esta cruel e tristeza cópia,
Corria apavorada espera benção,
Jazer num esquife donde jaz leito.


Dentro serpentes, maranha mortal,
Numerosos em tipos tão diversos,
Que tal memória sangue inda arruína.

Não sei que disse, embora estivesse,
E aís topo arco que aqui passou altivo,
Das cabeças de caudas na cintura. 

No coração disponde de alegria,
De que vizinha tinhas tão serena,
O seu rosto enaltecia delicados,
Como só amor encerra olhos;

Na maior abundância que sofria,
Campo em formosa doutras flores, cá,
E pintava mil cores figurado,
Cativos amarrados nos laços.

No esquife já configura, aparta,
Como no esquife jazia em vivia,
De que em torno rodeadas instâncias.

Enquanto foi a maior abundância,
Que pintava a vitória e demonstravas,
No coração que dispõe só alegria.



De tez branca segue alvorada alva,
Agora é a Glória ressuscitada,
Duma vez jazida neste cortejo,
Chegaram então anjos celestiais.

De tez branca segue alvorada alva,
Distante o esquife adormecido,
Ressuscitada é prova que está viva,
Saúdam os anjos celestiais Maria.

Foste levada de a vida apartar,
Nossas pungentes almas de erguidas,
Senhora de que es Morte reunida ida.

ERIC PONTY
POETA, TRADUTOR, LIBRETISTA ERIC PONTY

quarta-feira, agosto 03, 2022

SLEEP AND POETRY ( INICIO E TRECHO FINAL) - John Keats - TRAD. ERIC PONTY

Mais suave do que um vento no verão?
Mais suave do que o belo zumbido,
Isso jaze um momento em uma flor aberta,
Vibra alegre caramanchão em caramanchão?
Que é mais quieto do que sopro de rosa almiscarada,
Em uma ilha verde, longe do saber todos os homens,
Mais benfazejo do que a frondosidade dos homens?
Mais secreto que um ninho de rouxinóis?
Mais serenar do que semblante Cornelia?
Mais cheio visões do que clássicos romances?
Quê, mas dormir? Suave mais perto nossos olhos!
Debaixo murmuradores canções de ninar!
Leve pairar ao redor de nossos coxins felizes!
Espiráculo de papoulas e salgueiros chorões!
Silencioso entrave das tranças dum encanto!
Ouvinte mais feliz! Quando a manhã abençoa
Daquele para animar todos os olhos alegres,
Esse olhar é tão aceso ao novo nascer do sol.
Mas o que é demais alto do que se pensar?
Fresco mais frutas silvestres da árvore do cerro?
Mais estranho, mais belo, mais suave, mais régio,
Do que dessas asas dos cisnes, das pombas, 
Do que dessa águia vista antes dum covarde?
O que é isso? E ao deverei compará-lo?
Tem uma glória, Nada mais podes partilhar:
O seu pensamento é horrível, doce e sagrado,
Afastar toda a loucura e mundanizarão;
Vindo às vezes aplausos receosos trovões,
Ou das regiões debaixo do ronco da terra;
E às vezes fosse um suave sussurro,
De todos segredos de alguma coisa prodigiosa,
Do que respirando sobre nós no ar liberto,
Pra que olhemos à nossa volta com olhar curioso,
E pegando boias suaves dum hino ouvido por som fraco;
Para ver-lhe a coroa de louros, em alta suspeita,
Isso é pra coroar nosso nome quando a vida abolir.
Às vezes dá uma glória à voz, dá glória à voz
E do coração pra alto, regozija-te! regozija-te!
Os sons arranjarão a moldura de todas as coisas,
E morrem em murmúrios ardentes,
Ninguém que uma vez glorioso sol tenha visto,
Ninguém que uma vez o glorioso sol tenha visto,
E todas as nuvens, e sentiu seu peito prezado,
Pela presença Mestre Criador, mas deve saber,
O que quero dizer e sentir seu ser brilhar:
Portanto, nenhum insulto darei a seu espírito,
Dizendo o que ele vê do mérito nativo.
Ó Poesia!  Por você eu seguro minha pena,
Isso ainda não é um glorioso habitante,
Do teu amplo céu - Devo preferir ajoelhar-me,
No topo de alguma montanha até eu me sentir,
Rodeado esplendor brilhante sobre mim pendurado,
E ecoar mais vens da voz da sua própria língua?
Rende do teu santuário um pouco de ar puro,
Alisado para a embriaguez pela respiração,
De baías floridas, pra eu possa morrer uma morte,
de luxo, e meu jovem espírito seguirá,
Dos raios de sol da manhã para o grande Apollo,
Como um novo sacrifício; ou, se eu puder suportar,
Visões de todos lugares: sendo recanto de flores,
Será um Elysium - um livro escrito eterno,
Donde posso copiar mui ditados encantadores,
Sobre as folhas, e flores - sobre a adivinha,
De ninfas em bosques, e fontes; e a sombra,
Manter um silêncio em torno Bela Adormecida,
E muitos um verso de influência tão estranha,
Que devemos sempre nos perguntar como, e donde,
Também a imaginação vai pairar
Ao redor do meu lado do fogo, e acaso lá achar,
Vistas de beleza solene, onde eu vagueava,
Em silêncio feliz, como o meandro claro,
Por meio de vales solitários; donde achei uma mancha,
Duma sombra mais terrível, ou de uma grama seduzida,
Ou uma colina verde com o vestido axadrezado,
De flores, e temeroso por seu encanto,
Escreva em minhas fichas tudo que foi permitido,
Tudo isso foi para nossos sentidos humanos,
Então, eventos deste vasto mundo que apreenderia,
Como um gigante forte, e, meu espírito brinca,
Até que, seus ombros, ela deva ver com orgulho,
Destas asas para deparar uma imortalidade,
Pare e avalie! A vida é apenas por um dia;
Frágil gota de orvalho em sua perigosa passagem,
Do alto duma árvore; do sono dum índio pobre,
Enquanto barco se apressou pra a colossal escarpa,
De Montmorenci. Por que um lamento tão triste?
Vida é a espera rosa enquanto ainda não foi soprada;
A Leitura de um conto em constante mudança;
A leve ascensão do véu qual duma donzela;
A leve ascensão do véu qual duma donzela;
Um pombo a cair no ar claro do verão;
Garoto-escola risonho, sem luto ou acurado,
Cavalgar os ramos de abeto de um olmo.
O por dez anos, que eu posso derrotar,
Mesmo na poesia; pra que eu possa fazer a obra,
Que minha própria alma tem a si mesma decidido,
Então passarei pelos países que eu vejo,
Em uma longa perspectiva, e continua,
Saboreie fontes puras. Inicial reino vou passar,
Da Flora, e do velho Pan: dormir na grama,
Alimentam-se de maçãs vermelhas, e morangos,
E escolher cada prazer que minha fantasia vê;
Pegue as ninfas mãos brancas em sítios sombrios,
Para atrair beijos doces dos rostos evitados, -
Brincar com dedos, tocar os ombros de branco,
Em um belo recuo com uma mordida,
Tão duro quanto os lábios podem fazer:
Até chegarmos para um acordo entrem olhos,
Lindo conto de vida humana que vamos ler.
E se ensinará a pomba domada qual melhor,
Possam ventilar o ar frio gentil pra o meu descanso;
Outro, dobrar a sua ágil banda de rodagem,
Irá botar manto verde flutua ao redor de sua cabeça,
E ainda dançará com casos sempre variados,
Sorrindo sobre essas flores e das árvores:
De outro me seduzirá, e em suas epifanias,
Por meio amendoeiras em flor da canela rica;
Até no seio de um mundo de folhas,
Descansamos silêncio, qual duas pedras preciosas,
Nos recessos de uma concha perolada.
E posso alguma vez me despedir destas alegrias?
Sim, devo passá-los para uma vida mais nobre,
Onde eu posso achar estás agonias, as lutas,
De corações humanos: para! Eu vejo de longe,
Eis velejando no azul da fúria, qual o carro,
E corcéis com crinas de crina - o cocheiro,
Olha para os ventos com um medo glorioso:
E agora numerosos passeios tremem leves,
Ao longo de um enorme cume de nuvens;
Rodas para abaixo chegam a céus mais frescos,
Dá gorjeta esfera com prata olhos vivos do sol.
Ainda para abaixo, com giro capcioso, deslizam,
E agora eu os vejo do lado duma colina verde,
Repouso brusco entre caules acenam com a cabeça.
O cocheiro com gestos de maravilhas falar,
Pra árvores e montanhas; lá logo brotam,
Dessas formas de deleite, de mistério e de medo,
Passando diante de um espaço sombrio,
Feitos alguns intensos carvalhos: qual eles caçariam,
algumas músicas sempre mais animadas varrem,
Como eles murmuram, riem, sorriem e choram:
Quando, pela primeira vez, meus sentidos,
Apanharam-se que essa tua tenra queda.
E com estes ares vêm formas de elegância,
Parando os ombros de um cavalo,
Sem cuidado, e belo - dedos macios e redondos,
Dos caracóis luxuriantes; - e os laços rápidos,
De Baco de sua carruagem, quando seu olho,
Fez da bochecha da Ariadne parecer corada,
Assim eu me lembro de todo o prazer fluxo,
De palavras ao abrirem-se um portfólio.
Coisas como estas são sempre presságios
Aos trens de imagens pacíficas: os rixosos
Do pescoço dum cisne não visto entre juncos:
Um linnet começando tudo sobre os arbustos:
Uma borboleta, com asas douradas largas arredias,
Acolhendo rosa, fazendo convulsões fossem espertas,
De luxos: mas não posso esquecer,
Dormir, em silêncio com sua coroa papoula:
Pelo que pode haver de digno nestas rimas,
Eu lhe devo em parte: e assim, os sinos,
De vozes amigas tinham acabado dar-me lugar,
Pra um silêncio tão doce, quando "faço um retrato
O dia agradável, sobre um sofá à vontade.
Era a casa de um poeta que guardava as chaves,
Do templo do prazer. Em torno foram pendurados,
Gloriosas características dos bardos que cantaram,
Em outras épocas - bustos frios e sagrados
Sorriram um para o outro. Feliz aquele que trouxe,
Para limparem o Futuro sua querida fama!
Depois houve faunos e sátiros tomando pontaria,
Ao incharem as maçãs com dum salto frisado,
De folhas de videira. Depois subiu para ver um,
De mármore de linho, e para isso um trem,
Ninfas que se aproximam bastante das ninfas:
Uma, mais adorável, segurando sua faixa branca em
deslumbrante nascer do sol: duas irmãs doces!
Por meio amendoeiras em flor da canela rica;
Até no seio de um mundo de folhas,
Descansamos silêncio, qual duas pedras preciosas,
Nos recessos de uma concha perolada.
E posso alguma vez me despedir destas alegrias?
Sim, devo passá-los para uma vida mais nobre,
Onde eu posso achar estás agonias, as lutas,
De corações humanos: para! Eu vejo de longe,
Eis velejando no azul da fúria, qual o carro,
E corcéis com crinas de crina - o cocheiro,
Olhar para os ventos com um medo glorioso:
E agora numerosos passeios tremem leves,
Ao longo de um enorme cume de nuvens;
Rodas pra abaixo chegam a céus mais frescos,
Dá gorjeta esfera com prata olhos vivos do sol.
Ainda para abaixo, com giro capcioso, deslizam,
E agora eu os vejo do lado duma colina verde,
Repouso brusco entre caules acenam com a cabeça.
O cocheiro com gestos de maravilhas falar,
Pra árvores e montanhas; lá logo brotam,
De formas de deleite, de mistério e de medo,
Passando diante de um espaço sombrio,
Feitos alguns intensos carvalhos: qual eles caçariam,
Algumas músicas sempre mais animadas varrem,
Alguns com as duas mãos e a boca rígidas;
Alguns com a face abafado até a ouvido,
Entre seus braços; alguns, claros que são jovens,
Siga alegre e sorridente, e não tenha medo;
Alguns olhando passado, outros com olhar para alto;
Sim, quilíades em quilíades de maneiras distantes,
Adiantar-se - agora uma linda grinalda de meninas,
Dançando cabelos lisos em caracóis enredados;
E agora com asas largas. Em mais terrível intenção,
Cocheiro, desses corcéis, está abaixado pra a frente,
E carece ouvir: Sendo do que eu poderia saber,
Tudo que ele escreveu com brilho tão intenso,
Visões são todas fugidas - Do carro é fugido,
Às luzes vindas do Paraiso, em os seus versos,
Sensação coisas reais vem duas vezes mais forte,
E, como tal dum riacho lamacento, suportaria,
Minha alma ao Nada: mas vou me esforçar,
Contra todas as dobras, e se manterá vivo, 
Adágio dessa mesma carruagem, do estranho,
Uma dobra de manto dessa lei que Nada,
Beira do banho, mantém suave abalo,
Cristal que subsidia: De quando o oceano,
Acalmar calmamente amplo poder de edema,
Da margem rochosa, e equilibrar mais uma vez,
Ervas daninhas do paciente; que agora,
Não são apresentadas por uma espuma.
Sinta tudo sobre sua casa ondulada.
Cabeça mansa de Sapho estava lá meio sorrir,
Como se o franzir da cara de pensar demais, 
Sendo momento tinha desaparecido,
Pensar demais, esse era tinha de ofuscar-se.
De fora de sua fronte, e a deixou total só.
Como se ele sempre escutasse suspiros,
Mundo ébrio; e está afundado piras,
Por horrível sufoco - extremo desesperado,
Petrarca, indo mais longe do verde sombrio,
Tudo sê abriu com a visão duma Laura;
Teus olhos de doce face. Mui felizes eles!
Pois sobre eles foi vista exposição gratuita,
De asas soltas, dentre elas brilhavam,
A face da Poesia: de fora de teu trono,
Ignorou coisas que eu pouco podia dizer.
Do próprio sentido de onde eu estava,
Mantinha sono longe: mas mais do disso, 
Pensamento após pensamento pra nutrir Flama,
Dentro do meu peito; pra que à luz da manhã,
Admirar até mesmo duma noite sem dormir;
E subi pra rosa refrescar-me, e feliz, e alegre,
Resolvendo começar naquele mesmo dia,
Estas linhas; e como quer que sejam feitas,
Eu os deixarei tal qual um pai faz com seu filho.

 John Keats -  TRAD. ERIC PONTY
O POETA,TRADUTOR,LIBRETISTA ERIC PONTY




VIZINHA DO PRÉDIO EM FRENTE A MINHA CASA - ERIC PONTY

Mas o momento se foi, há mulher nova,
Sentindo nervo enrijecer mãos,
Este infinito sonho afinal morrer, 
Duma passante há me libertar.

Outra musa virá. Sê primavera,
É mulher, amor, seiva vitral, lua,
Quando ser vivente estar entre à gente,
Unir-se à Morte no mundo viver.

Importará nunca por quê? Avante,
Meu verso translúcido, e, jaz de longe,
Da palavra concebeu o Mundo essência...

Não terá saudade ou contentamento,
E sendo simples Mortal da existência,
Ao Ser, dessa Graça Ideal, Fundura.

ERIC PONTY
POETA, TRADUTOR, LIBRETISTA ERIC PONTY


ISOTOPIA DUMA MUSA – 2 – SONETOS - FRANCESCO PETRARCA - TRAD. ERIC PONTY

Aqueles que, das minhas rimas soltas,
O som se ouve dum suspiro alimentava,
Ao coração jovem que delirava,
Homem em que mais tarde me tornei;

Dos vários estilos, quais me magoei,
Quando me entreguei a esperanças vãs,
Sê alguém de conhecer o amor se elogia,
Peço-lhes piedade bem qual perdão.

Tenho estado em boca pessoas que sinto,
Muito tempo e, portanto, tão frequentes,
Advirto-me embaraçado e doente;

Isto, vergonha, sentir de loucura,
Fruto do meu amor e claramente,
Breve sonho, tanto quanto Mundo quiser.
Foi no dia em que o sol parou silente,
Do raio, do que seu autor piedoso,
Quando fui pego por algo de surpresa,
Olhares, Senhora, me apreenderam.

Nessa estação, o meu não entendeu,
Pra defender do Amor: ser protegido,
Me julgou; e minha tristeza. meu gemido,
Princípio na dor comum que eles tinham.

Amor me achou completo desarmado,
Aberto ao coração encontrou a passagem
Meus olhos, porta chora até navio:

Mas, em minha visão, não foi mais honrado,
Me ferindo com uma flecha nesse caso,
E vós, armado, não mostrar seu arco.

POETA, TRADUTOR, LIBRETISTA ERIC PONTY

segunda-feira, agosto 01, 2022

ISOTOPIA DA MOÇA - ERIC PONTY

Moça, não advenha sem antes me haver idolatrado. Sendo bela ainda, noturna; verás quando for o meu outono sendo ainda mais quente que duma primavera por outra primavera.
Não busques no amor das virgens. Amor é uma arte muito difícil, na qual são poucas peritas as moças. Passei a existência toda para compreendê-la para ofertar o meu vero amor. Minha derradeira esteja tu, bem que eu sei. Te ofereço meus lábios da minha boca, pela qual todo um povo empalideceu. Eis meus cabelos ofertados, e, mais o poema:

Moça ou Espectro formam-te adorno,
Para quem tem paixão ofertado amor,
Quanto a ti surges lírica paisagem,
Só se deixa no céu então já olvidada.

Então vem se unir uma melodia,
Sendo então é preciso ser florista,
É que existência dessa tão perfeita,
Porque devo andar ao Sol mais plano.

Sendo Moça que é que é própria apartar,
Tão gentil que só espalha nas estrelas,
Da música um sentimento ao ar.

De perto já é duma moça aparta,
Pertences ao luar que jaz marinho,
Tão lívido pudor que vive adorno.

Reunirei, por ti, Todo que já juventude perdidas; sendo que arderei minhas obras. 
ERIC PONTY
POETAS E TRADUTORES IVO BARROSO E ERIC PONTY

domingo, julho 31, 2022

DOIS CANTOS PARA AMADA INFANTA MORTA - ERIC PONTY





Vento, de que bate a montanha, sopra,
Mais suave em torno da dobra aberta,
E mundo vem suavemente pra àqueles,
Que são moldados em moldes tão suaves.

E a mim está ciência mais arrojada,
Ou então não me tinha atrevido a fluir,
Nestas palavras pra consigo, invadir,
Mesmo com um verso seu santo disgra.

Deus dá-nos amor. Algo para amar
Empresta-nos; mas, quando amor cresce,
Caindo, e, o amor então deixado em paz.

Mais uma vez. Dois anos cadeira é vista,
Sendo perda é mais rara; pra está estrela,
Nunca nasceu na terra. Pra apartar...

Grande Natura é mais sábia que eu,
Não vos direi para não vós chorarem.
Meus próprios olhos enchem de orvalho,
Que luto seja ainda a sua própria amante.

Isto tira um pensamento nobre.
Memória viverá mui tempo sozinha,
Em todos nossos corações, luz triste,
Que se reproduz acima Sol decaído.

Vaidoso consolo! Memória em rocha,
Que atirada pelos olhos, na garganta,
Pois também era uma amiga pra mim:

O lugar daquela que dorme em paz.
Dormir doce, coração terno, em paz:
Dormir, alma santa, d´alma benção.

POETA,TRADUTOR,LIBRETISTA ERIC PONTY NA SUA BIBLIOTECA


O TRABALHO DE GERTRUDE STEIN - GERTRUDE STEIN - TRAD. ERIC PONTY

PARA KAREN

UM EVENTO No Inverno, há alguns anos atrás, o meu irmão veio aos meus quartos na cidade de Chicago trazendo consigo um livro de Gertrude Stein.

O livro chamava-se Tender Buttons e, exatamente nessa altura, havia uma boa diversão a ser feita por causa disso nos jornais americanos. Eu tinha já tinha lido um livro de Miss Stein chamado Three Lives e tinha pensado nisso contendo alguns dos melhores escritos alguma vez feitos por um americano. Eu estava curiosa sobre este novo livro.

O meu irmão tinha estado numa espécie de reunião de pessoas literárias sobre a noite anterior e alguém tinha lido em voz alta o novo livro de Miss Stein.

A festa tinha sido um sucesso. Depois de algumas linhas, o leitor parou e foi saudado por gritos de gargalhadas. Foi de regra aceitar que o autor tinha e eu fizemos uma coisa a que nós, americanos, chamamos "fazer passar algo" - o significado sendo que ela, por uma estranha atuação esquisita, tinha alcançado atrair atenção a si própria, ser discutida nos jornais, tornar-se para um tempo uma figura na nossa vida abreviada, antecipada.

O meu irmão, como se verificou, não tinha ficado satisfeito com a explicação do trabalho de Miss Stein então em curso na América, e por isso comprou os Tender Buttons, e, trouxemo-lo até mim, e ficámos sentados durante algum tempo a ler as frases estranhas. "Ele dá às palavras para um estranho novo sabor íntimo e, ao mesmo tempo, faz palavras familiares parecem quase estranhas, não é", disse ele. O que o meu irmão fez, como vêem, foi para pôr a meu pensamento no livro, e depois, partir-se sobre a mesa, ele foi-se embora.

GERTRUDE STEIN - TRAD. ERIC PONTY

O POETA,TRADUTOR,LIBRETISTA ERIC PONTY E O WILLY