A ópera minimalista de Philip Glass, Einstein on the Beach, estreou em 1976, em sua natureza peculiar, tanto na música como na ação no palco, forneceu forragem para um número de revisões, descrições e comentários. Por exemplo, no ano seguinte ao da estreia, David Cunningham publicou um artigo descrevendo os elementos temáticos em termos dos elementos identificáveis presentes em toda a ópera, tais como a estrutura do treinamento, do julgamento e o campo, assim como descrever as ações dos artistas deles mesmos.
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quarta-feira, dezembro 14, 2022
Einstein on the beach - Philip Glass - ANOTAÇÕES Á MARGEM DA ÓPERA - ERIC PONTY
terça-feira, dezembro 13, 2022
Andre Breton - POEMAS - TRAD. ERIC PONTY
André Breton (Tinchebray (Orne), 19 de fevereiro de 1896 — Paris, 28 de setembro de 1966) foi um escritor francês, poeta e teórico do surrealismo.
De origem modesta, iniciou sem entusiasmo estudos em Medicina sob pressão da família. Mobilizado para o exército na qualidade de enfermeiro para a cidade de Nantes em 1916, travou ali conhecimento com Jacques Vaché, filho espiritual de Alfred Jarry, um jovem sarcástico e niilista que viveu a vida como se de uma obra de arte se tratasse e que morreu aos 24 anos em circunstâncias bastante suspeitas (a tese do suicídio é controversa). Jacques Vaché, que não mais deixou do que cartas de guerra, teve uma enorme influência no espírito criativo de Breton: enfraquecendo a influência de Paul Valéry e, deste modo, determinando tanto a sua concepção de "Poète" (Le Pohète segundo Vaché) como a de humor e de arte.
Em 1919, Breton funda com Louis Aragon e Philippe Soupault a revista Littérature e entra também em contato com Tristan Tzara, fundador do Dadaismo.
Em Les Champs magnétiques (escrito em colaboração com Soupault), coloca em prática o princípio da escrita automática. Breton publica o Primeiro Manifesto Surrealista, em 1924.
Em articulados de ventos carregado com flores
Num carro fúnebre da crioula luz
De avestruz aéreo desproporcional
Feito de água todos os reflexos da savana
Dicas de vaga-lumes de energia que me atravessam por findo
à noite tropical ajusta todos sons militares num intervalo
Sempre vasos dum estilo modulam calmo perfume no fluxo de lava
Eu faço uma lâmpada do velho
São Pedro que ainda funciona
Da vida intermitente é o crepitar de um colibri verde
E me cedeu o teu mercado oceânico murmúrio
Da bancada
Que embora boa luminosa
Uma
Vamos nos esconder meus amigos
Nos cumprimentos do século passado
Especialmente denunciarem as raças inimigas alegadas
Para que minha fome se espalha na árvore de mil enxertos
Nesta tensão do alto-falante só
Segura há muito tempo para me reabilitar
Aqui das fontes de
Wallace atordoado que vinha dar uma aparência mitológica
Para esmero nada, mas sua rainha marcha acontecendo no outro lado
Sua garganta do crepúsculo clara de rosas do
Senegal
De sua jovem mão tocando junto dos portões do palácio.
Emily Dickinson - 3 - POEMAS - TRAD. ERIC PONTY
Emily Dickinson viveu uma vida principalmente introvertida e reclusa com sua próspera família em Amherst, Massachusetts. Depois de estudar na Academia Amherst por sete anos, ela passou um curto período no Seminário Feminino Mount Holyoke, antes de retornar à casa de sua família, conhecida como Homestead. Pensada como uma excêntrica pelos habitantes locais, ela ficou conhecida por seu grande gosto por roupas brancas e por sua relutância em cumprimentar os convidados. Nos últimos anos, ela muitas vezes não estava disposta a sair de seu quarto; portanto, muitas de suas amizades eram conduzidas por correspondência.
Nossa cota de manhã,
Nosso vazio em êxtase para preencher,
Nosso branco em desdém.
Sonnets from the Portuguese - Elizabeth Barrett Browning - TRAD. ERIC PONTY
Elizabeth Barrett Browning - TRAD. ERIC PONTY
AMADO NERVO - POEMAS - TRAD. ERIC PONTY
Se é bom
Se é bom, saberá todas coisasE as causas primeiras
Que há fatigado a Filosofia
Será para ti diáfano e modesto.
O mundo adquirirá para sua mente
Uma divina transparência, um claro
Sentido, e tudo em ti será envolto
Em uma imensa paz.
Na mais pequena gota de amargura
Deus te livre Poeta
De interceptar seguir com sua mão
A luz que sol ilumina há uma criatura.
segunda-feira, dezembro 12, 2022
SONETTOS DE SHAKESPEARE - FAÇA VOCÊ MESMO - VII - TRAD. ERIC PONTY
Percorra! Quando a luz suave renasce,
E está tua pluma espreita desse Leste,
Todos os olhos prestam homenagem,
CORREPONDÊNCIAS - CHARLES BAUDELAIRE - TRAD. ERIC PONTY
PARA DR.PROFESSOR CLAÚDIO LEITÃO
Às vezes, dá e traz voz de palavras confusas;
O homem passar por florestas de símbolos,
Que olham para ele com olhos entendedores.
Quais ecos longos que se misturam na distância,
Que em duma unidade profunda e tenebrosa,
Vastos qual a sombra da noite e qual a luz do dia,
Que se correspondem perfumes, sons e cores.
Há perfumes tão frios quanto a carne de infantes,
E tão doces feito oboés, verde qual das sebes,
Tais com poderes de extensão para infinito,
Quais o âmbar e incenso, almíscar, benjoim,
Que cantam o êxtase da alma e dos sentidos.
ESTUDO POÉTICO DO POETA JUNTO DA JANELA - ERIC PONTY
domingo, dezembro 11, 2022
LAUDE - LACOPONE - TRAD. ERIC PONTY
sábado, dezembro 10, 2022
Marinheiro da Terra - Sonho do Marinheiro - Rafael Alberti - TRAD. ERIC PONTY
sexta-feira, dezembro 09, 2022
SONETTOS DE SHAKESPEARE - FAÇA VOCÊ MESMO - SONETTO VI
Não deixe que inverno rigoroso apague,
TUMBA DE IVO BARROSO (Elegia) - ERIC PONTY
quarta-feira, dezembro 07, 2022
Theory of the Lyric de Jonathan Culler - DICA DE LEITURA - TRAD ERIC PONTY - PROMOCIONAL
A LUA ROXA - Robert Art - LIBRETO ACHADO - TRAD E ADAPT - ERIC PONTY
(Em cena os cantores devem estar vestidos com roupas comuns, porém entre alguns cantores devem criar a impressão que são funcionários públicos, empresários, artistas. Na cena todos devem caminhar como se estivesse, numa rua, agir naturalmente para dar a impressão de um dia comum.)
Coro:Entre praças e avenidas todos caminham,
numa nova amanha de claras esperanças
todos nós caminhamos homens e funcionários.
Nosso caminhar é para o futuro; É um salto para o devir,
Em nossos lares escutamos nosso Tango, ouvimos nosso blues.
Nossas casas por fora representam nosso interior, alegremente;
observamos pares amorosos a se beijarem nas praças,
e nos bancos homens fazem seus negócios,
selando destinos;
enfim é um dia como qualquer outro,
uma manhã como qualquer outra,
Daqui podemos ouvir cada passo dado em qualquer lar,
observamos qualquer coisa, que se passa e entreolha;
nos nossos olhares. Como podemos ser tão felizes!
Seu olhar é um brilhante no meio do caos,
que me olha para bem, dentro do meu olho,
Um doce olhar de primavera.
Ela:
Seu olhar é uma manha de pombas
que pulsa em meu pulso num só tom
Como posso eu ser tão feliz?
( Um funcionário fecha contrato com um outro. )
Funcionário:
Meu banco que desbanca qualquer outro banco,
senhor ganhou rendimentos financeiros; poderá
descansar como qualquer outro poupador; não é qualquer
banco que se banca tal milagre.
Sem qualquer empecilho financeiro.
um pó que faz emagrecer cinco quilos numa semana,
quem vai querer um pó tão bom assim; É só pedir!
flores e rosas se espalham. pelos canteiros primaveris,
sol está tão festivo; ontem foi um dia de lua cheia,
hoje de um belo amanhecer;
Como podem ter surgido maravilhas como estas,
são esplêndidas como estas.
Um dia assim, vai ficar ainda
na história; como somos felizes;
não há razões para estarmos tristes!
que dia é este que a lua avermelha-se?
Lua no cosmo cintila feliz perseguida por estrelas.
Meu coração valsava uma valsa,
e por um triz quase perdi o amanhecer.
Como flutua no mar cósmico e ilumina
em nosso horizonte.
Eis que agora golpeada triste sina
de um satélite lunar avermelha-se.
terça-feira, dezembro 06, 2022
MAGRITTE E A BORBOLETA BRANCA - POEMA EM PROSA - ERIC PONTY
O PINTOR PODERIA ENGANAR-SE, ACREDITANDO QUE É BELEZA ESTÁ NOS SEUS QUADROS, COMO AS MULHERES SE ENGANAM QUANDO PARA TODAS ELAS OLHAM, PORQUE NA VERDADE OLHAM BASTANTE. SEI QUE NÃO SE TRATA DE BELEZA E SIM DE OUTRA COISA, SIM OUTRA COISA.
PARECER AQUILO QUE QUER PARECER, SENDO UMA CANÇÃO, BONITINHA, BONITINHA, POR EXEMPLO, PARA UM QUADRO QUE ESTÁ A SER PINTANDO, ISSO É SOMENTE, TUDO O QUE QUEREM QUE POSSO SER É NOVA.
PARA NOVA, O ÚNICO CÚMPLICE ERA PINCEL. SE DIZ PINCEL, ENCANTADOR COMO TODOS AQUELES QUE DIZIAM DE NUM QUADRO ÉBRIO
DESDE HÁ MUITO, MUITO TEMPO OCORRIDO, VAREI-LHE UMA CONFIDÊNCIA, ANDAMOS A DEBATER-NOS COM O LUAR. É MUITO RARO QUE A LUZ, SUAVE, ELA NOS PAREÇA CONTENTE. E NEM É COISA QUE SE DURE. DI-LO O SEU JEITO DE LUAR, ALIÁS, UM JEITO A POBRE (NÃO FORA SUA AMARGURA).
DEVERIA-LHE EXPLICAR-TE AGORA O CASO DOS BRILHOS DO LUAR. INCRIVILMENTE COMPLICADO, E A LUA... POR FAVOR, CONFIA EM MIM. ALGUMA VEZ QUERIA ENGANAR-TE? O LUAR NÃO PASSA DUMA SIMPLES ILUSÃO. NÃO PASSA MEDO. EXISTE, JURO QUE EXISTE; ESTAMOS CONTASTEMENTE A VÊ-LO.
QUEM? NÓS, CLARO, NÓS ESTAMOS A VÊ-LO. CHEGA DE MUITO TEMPO A METER-SE CONOSCO E ASSUSTAR-NOS. QUANDO VIERES HÁS-DE VÊ-LO, TAMBÉM TU, E FICARAS MUITO ESPANTADO. “OLHA SÓ”, DIRÁS POR QUE LUA ASSOMBRA.
HAVEMOS UM DIA DE VÊ-LA JUNTOS. JULGO QUE DEIXAREI DE TER RECEIO. OU ACHAS, DIZ-ME LÁ TU, QUE ISSO NUNCA VAI NOS ACONTECER?
A RUA — DUM OCRE ORIENTAL - ERIC PONTY
EM SEU ATELIE SOBRIO DE RENDA,
ETERNAL E NU — ONDA BANAL,
NA FATURA PARVA NOITE FATAL.
PINTOR PINTA SEU RUMO, FUNDO,
E COM TEMOR, OLHAR, MUNDO
A RUA — OCRE ORIENTAL FENDA
EM SEU ATELIE SOBRIO DE RENDA,
TROVEJA CHEIO DA PAISAGEM,
JULGOU PERDER SENSO, ESVANECEU MARGEM
E CAIR: SE ILUMINA EM LOUVOR IDEAL,
EM SEU DESVELO SENTIR FRIO MORTAL
DA RUA - DUM OCRE ORIENTAL.
PALPITE DAS 3 - ERIC PONTY
TINHAM DEIXADOS TORMENTOS
NO TEU SONHAR
DEPOIS PERDEU A LICENÇA
PORQUE A ILUSÃO TAMBÉM CESSA
DE ILUDIR A RAZÃO.
TEM SEMPRE UMA HORA QUE A VISÃO TRAIR
POIS VOU CURTIR MINHA ILUSÃO, MAS
VOU DEIXAR A LUZ QUE ME ILUMINAR
SE ALGUM DIA A BELEZA IR FALAR,
QUISER ENTRAR NA MINHA RAZÃO!
É UM ASENTO POR PERTO
PORQUE ESTIVERES CERTO
QUE TU VAIS IGNORAR LAMENTOS!
PINTOR — MINHA EFÍGIE! - ERIC PONTY
QUE SE DESPEDAÇOU!
TEU RISCO TE FEZ ASTRO:
ME DEIXOU — ME DEIXOU!
DO ALTO ESCALASTE
TEM TEU CONTORNO.
PINTOR! MINHA EFÍGIE
QUE SE DESPEDAÇOU!
Ó! POR ISSO INVOCO,
MESTRE DAS SANHAS,
Ô PIVÔ DAS TARDES,
SENHOR DAS RUAS,
PINTOR — MINHA EFÍGIE!






















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