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domingo, dezembro 11, 2022

LAUDE - LACOPONE - TRAD. ERIC PONTY

Das queixas de Bondade,
Que do afeto não amava
A justiça seja apelada
Para essa ideia razão!

A Bondade à congrega,
com todas as criaturas,
Sim, é muita hesitação:
Que o infrator seja pego,
Grande vingança é feita,
Pois ofendeu tua amada,
na tua falsa deslealdade.

A justiça em nosso país,
Desta afeição tomada,
E a toda tua família,
Na prisão que o prendeu,
Pois deve ser condenado,
Que desta "niuria" feita,
Traição fora uma carta,
Que não podia contrariar.

O carinho pensou ensaiar,
Este lhe enviou pessoas,
Porque tinha liberdade,
Já cá conheço à Razão;
Bem tem compaixão disso,
Suculência que não morre,
De graça lhes dá uma lesca!

A Bondade se comporta,
Deste amor tão furtivo,
Pois com ele, se derrotar,
Este mundo tão sombrio:
Deste corpo lussuriano,
Retornar para a forja;
Perder tudo porão todo,
Que Isso o fez se deitar.

A bondade da afeição,
Do sabor do sentimento;
Intelecto, está na fronte,
Ao sair em tão completo,
Afeto viv'en tormento,
Do "Agente” que reclama,
Esse tempo dá-lhe poder,
Corruptos desejam fazer.

O intelecto porque gostou,
Neste sabor da Sapïenza,
Da tua grande complacência;
Com olhares da Inteligência,
Não quero ouvir mais nada,
Se está não está divertida.

Afeto não concorda conosco,
Pois ele quer ver mais!
Meu estômago está fenecendo,
Quer chegar às tomadas,
De tão fervoroso apetite,
E eu sentirei, que fugiu,
Desta plagne sem consular.

Intelecto diz: "Cale a boca!
Não me dê mais da molesta,
Sendo que pela glória que veio,
Então, o coberto é tão giro:
Não me incomode nesta festa,
Deve então estar contente,
Contentar para teu talento,
Apagarei a minha questão».

Não se agonie, se me vir,
Benefícios que se criam;
Sendo que para eles eu sei,
Desse Divino estado ósseo;
Não irá querer ir vê-los,
Mas é preciso namorar,
De todo esse meu fatigar».

LACOPONE - TRAD. ERIC PONTY
POETA, TRADUTOR, LIBRETISTA ERIC PONTY

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