PARA DR.PROFESSOR CLAÚDIO LEITÃO
Às vezes, dá e traz voz de palavras confusas;
O homem passar por florestas de símbolos,
Que olham para ele com olhos entendedores.
Quais ecos longos que se misturam na distância,
Que em duma unidade profunda e tenebrosa,
Vastos qual a sombra da noite e qual a luz do dia,
Que se correspondem perfumes, sons e cores.
Há perfumes tão frios quanto a carne de infantes,
E tão doces feito oboés, verde qual das sebes,
De outros são corruptos e ricos e triunfantes.
Tais com poderes de extensão para infinito,
Quais o âmbar e incenso, almíscar, benjoim,
Que cantam o êxtase da alma e dos sentidos.
CHARLES BAUDELAIRE - TRAD. ERIC PONTY
POETA-TRADUTOR-LIBRETISTA ERIC PONTY

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