sexta-feira, julho 21, 2017

Não vá alegre naquele boa noite - Dylan Thomas – Trad. Eric Ponty



Não vá alegre naquele boa noite,
A vetustez carece de queimar e delirar ao fim do dia;
Ira, ira contra a morte da luz.
Apesar os homens sábios, no fim,
Saibam que a noite é certa,
Porque seus termos não tinham nenhum raio.
Eles não vão gentis naquele boa noite.
Bom homem, a última onda, lendo quão intensos.
Suas ações frágeis haviam dançado em uma baía verde,
Ira, ira contra a morte da luz.
Homens brutais apanharam e cantaram o sol em voo,
Aprendem, muito tarde, eles magoaram a passagem,
Não se mexeram naquele boa noite.
Homens graves, perto da morte,
Veem com visão cegadora. Os olhares deslumbrados
Poderiam inflamar quão meteoros ao ser alegres,
Raiva, raiva contra a morte da luz.
E você, meu pai, lá no alto triste,
Abençoe-me agora com seus lamentos ferozes, rezo.
Não vá gentil naquele boa noite.
Ira, ira contra a morte da luz.
Dylan Thomas – Trad. Eric Ponty

terça-feira, junho 13, 2017

Soneto de Orfeu 3 - Rainer Maria Rilke - Tradução Eric Ponty



3
Um deus pode fazê-lo. Mas quão, diga-me, deve
Um homem o segue por meio da lira acanha?
Sua mente é clivagem. No encontro dos dois
O coração não concebe um templo para o Apolo.

A canção, quão você ensina, não é desejo,
Não lavrando por algo ainda no final alcançado;
A música é existência. Fácil para o deus.
Mas quando existe? E, mas quando ele,

Passar a terra e as estrelas sobre o nosso ser?
Juventude, não é isso, de seu amor, mesmo
Se, então, sua voz forçasse sua boca aberta – olhe

A olvidar sua música brusca. Isso acabará.
O canto real é uma respiração diferente.
Um sopro por nada. Um voejar no deus. Um vento.
Tradução Eric Ponty

segunda-feira, junho 12, 2017

Para Leitor - Charles Baudelaire - Tradução Eric Ponty



Estupidez, erro, pecado e pequeno vicio
Preocupam nossas mentes e agita nossa carne,
E nutrimos nosso amável remorso no peito,
Quão os mendigos se preocupam engordar piolhos.

Nossos pecados são acintosos, nosso pesar é fraco;
Nós vendemos nossas confissões por soma pronta,
E alegremente retornam à lama e à escória,
Confiando com vis lágrimas a lavar a mancha.

No coxim do pecado Satanismo Trismégistro
Quem acalma suas almas em encantamento,
E o metal rico da nossa vontade intencional
É total evaporado por este hábil químico.

É o Diabo que puxa as cordas nos fazem dançar!
Achamos atrações em coisas que repelem;
Cada dia, damos outro passo em direção ao Inferno,
Através cheiro e da sombra quão jaz em transe.

Quão um pobre beato vai abjeto e raiz
No peito há muito achacado duma velha puta,
Nós roubamos o prazer adepto dum secreto
Que esprememos como uma toronja velha.

Embalado, pulando quão um milhão de vermes,
Nossos cérebros são da orgia bestas arrasadas,
Quando respiramos, morte nos nossos pulmões
Descende, rio escuro de gemidos e torcidos.

Se nem estuprar vencer atinar disparar
Já acrescentou que deste seu bordado alegre
À tela banal feita com de nosso destino,
Nossa alma carece, hélas, da força de seu desejo.

Entre os chacais, as panteras, os linces,
Os macacos, escorpiões, abutres, cobras, iguanas,
A latirem, gritar, gemer, rastrear a fauna,
Em nossa infame coleção feita de vícios,

O mais feio, mais mal, o mais repelente
Embora não faça grandes gestos ou gritos altos,
Congratular-se-ia com esmagarmos a Terra
E, bocejando, engula todo este planeta;

Tédio! - Seu olho úmido com fúcsia não pode conter,
Ele sonha com andaimes ao fumar seu cachimbo.
Você conhece ele, leitor, esse monstruoso humor,
-Oh! Leitor hipócrita, meu amigo, meu irmão!
Tradução Eric Ponty