Exercício 174.
Ninguém fala a exceção. Todos falam a regra. Ninguém fala a exceção. Ela não pode ser falada.
Jean Luc Godard
Jean Luc Godard
I
Godard, estou a te escrever desse poema. Tem de saber dessa minha regra, e, da minha exceção. É natural os pássaros murmurarem. Esconderem-se entre à folhagem. Com tantos cantos não se percebe qual o mais intimo. Não tem nada mais a dizer. Mas para quê? Se a regra quer abolir a exceção? Não tendo nada haver com nosso canto, então calamos agoniados, dispersar entre às folhagens.
A poesia não poderia continuar sem às imagens. As imagens são as regras, a poesia sua exceção. Por que tudo no fim tem de morrer? Também existem movimentos aéreos pulsando dentro do poema, e, quando o pronunciamos lendo às imagens, é como se a percebêssemos conosco, de que houvesse exceção. Mas não há. É como se em nossa austeridade gritássemos até os confins desse mundo. Nada mais, percebemos, um dia sonhamos, entre os pequenos arbustos, entre às veredas das serras, que um pássaro em seu canto se olvidou. Nada. É natural os pássaros murmurarem.
II
Lesionados do poema; olhamos a aurora surgindo de nossas janelas. O que, diz ela em doce encanto? Mas nem sempre entreouvimos os sinos, e, não sabemos mais a quem nos reportar. Entre as vogais, as imagens demonstram sentimentos fortes, sentimos de nossa garganta esvair-se por um fio.
É no silêncio, que se fez a regra do encanto. Do silêncio, conseguimos apegar todo o significado? Se percebesse assim, então se pronuncie entre á folhagem. É o silêncio, já não podemos culpar de nossa sofreguidão.
Godard, estou a te escrever desse poema. Tem de saber dessa minha regra, e, da minha exceção. É natural os pássaros murmurarem. Esconderem-se entre à folhagem. Com tantos cantos não se percebe qual o mais intimo. Não tem nada mais a dizer. Mas para quê? Se a regra quer abolir a exceção? Não tendo nada haver com nosso canto, então calamos agoniados, dispersar entre às folhagens.
A poesia não poderia continuar sem às imagens. As imagens são as regras, a poesia sua exceção. Por que tudo no fim tem de morrer? Também existem movimentos aéreos pulsando dentro do poema, e, quando o pronunciamos lendo às imagens, é como se a percebêssemos conosco, de que houvesse exceção. Mas não há. É como se em nossa austeridade gritássemos até os confins desse mundo. Nada mais, percebemos, um dia sonhamos, entre os pequenos arbustos, entre às veredas das serras, que um pássaro em seu canto se olvidou. Nada. É natural os pássaros murmurarem.
II
Lesionados do poema; olhamos a aurora surgindo de nossas janelas. O que, diz ela em doce encanto? Mas nem sempre entreouvimos os sinos, e, não sabemos mais a quem nos reportar. Entre as vogais, as imagens demonstram sentimentos fortes, sentimos de nossa garganta esvair-se por um fio.
É no silêncio, que se fez a regra do encanto. Do silêncio, conseguimos apegar todo o significado? Se percebesse assim, então se pronuncie entre á folhagem. É o silêncio, já não podemos culpar de nossa sofreguidão.
Eric Ponty




