terça-feira, junho 13, 2017

Soneto de Orfeu 3 - Rainer Maria Rilke - Tradução Eric Ponty



3
Um deus pode fazê-lo. Mas quão, diga-me, deve
Um homem o segue por meio da lira acanha?
Sua mente é clivagem. No encontro dos dois
O coração não concebe um templo para o Apolo.

A canção, quão você ensina, não é desejo,
Não lavrando por algo ainda no final alcançado;
A música é existência. Fácil para o deus.
Mas quando existe? E, mas quando ele,

Passar a terra e as estrelas sobre o nosso ser?
Juventude, não é isso, de seu amor, mesmo
Se, então, sua voz forçasse sua boca aberta – olhe

A olvidar sua música brusca. Isso acabará.
O canto real é uma respiração diferente.
Um sopro por nada. Um voejar no deus. Um vento.
Tradução Eric Ponty

segunda-feira, junho 12, 2017

Para Leitor - Charles Baudelaire - Tradução Eric Ponty



Estupidez, erro, pecado e pequeno vicio
Preocupam nossas mentes e agita nossa carne,
E nutrimos nosso amável remorso no peito,
Quão os mendigos se preocupam engordar piolhos.

Nossos pecados são acintosos, nosso pesar é fraco;
Nós vendemos nossas confissões por soma pronta,
E alegremente retornam à lama e à escória,
Confiando com vis lágrimas a lavar a mancha.

No coxim do pecado Satanismo Trismégistro
Quem acalma suas almas em encantamento,
E o metal rico da nossa vontade intencional
É total evaporado por este hábil químico.

É o Diabo que puxa as cordas nos fazem dançar!
Achamos atrações em coisas que repelem;
Cada dia, damos outro passo em direção ao Inferno,
Através cheiro e da sombra quão jaz em transe.

Quão um pobre beato vai abjeto e raiz
No peito há muito achacado duma velha puta,
Nós roubamos o prazer adepto dum secreto
Que esprememos como uma toronja velha.

Embalado, pulando quão um milhão de vermes,
Nossos cérebros são da orgia bestas arrasadas,
Quando respiramos, morte nos nossos pulmões
Descende, rio escuro de gemidos e torcidos.

Se nem estuprar vencer atinar disparar
Já acrescentou que deste seu bordado alegre
À tela banal feita com de nosso destino,
Nossa alma carece, hélas, da força de seu desejo.

Entre os chacais, as panteras, os linces,
Os macacos, escorpiões, abutres, cobras, iguanas,
A latirem, gritar, gemer, rastrear a fauna,
Em nossa infame coleção feita de vícios,

O mais feio, mais mal, o mais repelente
Embora não faça grandes gestos ou gritos altos,
Congratular-se-ia com esmagarmos a Terra
E, bocejando, engula todo este planeta;

Tédio! - Seu olho úmido com fúcsia não pode conter,
Ele sonha com andaimes ao fumar seu cachimbo.
Você conhece ele, leitor, esse monstruoso humor,
-Oh! Leitor hipócrita, meu amigo, meu irmão!
Tradução Eric Ponty

domingo, junho 11, 2017

Antes de Apolo - Rainer Maria Rilke - Tradução Eric Ponty



Karl und Elisabeth von der Heydt in Freundschaft
Quão muitas vezes pelo meio ainda sem folhas
De Ramos uma manhã pelo feitio, da muita
Pela Primavera está: nele estando em sua cabeça
Nada poderia impedir este o seu brilho.

Todos os poemas que nos encontrarmos são
Quase fatais; porque nenhuma sombra está seu olhar,
Muito bom para Laurel ainda são seu templo
E só mais tarde está fora da vista escura.

Altivo originou o ascensor jardim de rosas,
A partir das quais as folhas, arrebentadas
Protegidas, induzirá longe no terremoto boca.

Agora ainda é silencioso, e pisca sem correr
De beber algo e só feito com o de seu sorriso
Como ele se o inspirou-se neste seu canto.
Tradução Eric Ponty