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quinta-feira, abril 06, 2023

Sonetos da Portuguesa - Elizabeth Barrett Browning - TRAD. ERIC PONTY

                                                             O POETA-TRADUTOR

De vez em quando aparece alguém que me diz: “Por que você não escreve conto, novela, romance?”. Costumo responder: A vida me levou a me especializar na poesia e, para isso, li muita crítica e comecei a gostar da crítica. Não sobrou mais tempo para nada. Sou o Poeta-Crítico, como escreveu Alceu Amoroso Lima, num belo ensaio publicado em O Jornal do Brasil (22.06.78). Mas não tem faltado também quem me cobra: “Por que você não faz tradução? É coisa da moda. Veja o Haroldo de Campos”. Respondo sempre: Já tentei traduzir Apollinaire, não gostei dos poemas que traduzi: prefiro lê-los no original. Para o livro Defesa da poesia, no prelo, fiz pequenas traduções, mas, como se dizia em Goiás: Fiz para o gasto. Nunca fui tocado por aquele enthusiasmós de que fala Demócrito e que encontro na grande atividade intelectual de alguns amigos, que leio e admiro.  

É o caso de ÉRIC PONTY (1968), o Poeta-Tradutor que reside em São João del Rei, e que, para o seu pseudônimo literário, soube combinar o nome próprio, tirado de algum ancestral escandinavo com o sobrenome de um dos fílósofos da fenomenologia, Merleau-Ponty que, no livro inacabado Le visible et l’invisible (1964), tenta escapar da visão tradicional de sujeito-objeto para mostrar que “o visível se dobra sempre no invisível”, paradoxo que lhe permitia evitar só um tipo de subjetividade. Apesar da possível herança francesa, penso eu que a pronúncia do sobrenome do Éric é mesmo Pônty (paroxítona) e não Pontý, à maneira francesa. Pelo menos eu o trato assim, e nunca me corrigiram.

 Sinto que a filosofia que o inspirou no pseudônimo tem muito a ver com a personalidade de ÉRIC TIRADO VIEGAS, o verdadeiro nome desse autêntico poeta-músico-tradutor que não se contenta com a face visível da leitura dos grandes, dos melhores autores universais, deseja ir além, buscar o invisível que se expressa na linguagem, na escrita de autores, que ele tem traduzido, como um alucinado em prol da Beleza. Nomes como Paul Valéry, Malherbe, Paul Verlaine, Jonh Keats, Calderón, Pablo Neruda, Petrarca, Cummings, Mallarmé, Shakespeare, Yeats, Pound, Joyce, Kavafis e  John Donne formam a mais alta galeria de notáveis poetas que tem sido alcançada pelo estilete tradutor de Èric Ponty, ansioso de os ler também em português, de os apresentar no idioma de Jorge de Lima, o da Invenção de Orfeu, num surrealismo poético que os nivela e os deixa à disposição do leitor paciente, e obstinado.

Esse exercício incansável o leva a estar continuamente às voltas com problemas de métrica, tentando dar ao texto em português o sentido retórico do poema estrangeiro, assunto na imensa maioria das vezes “esquecido” pelos tradutores de poesia que só pensam transpor a forma do conteúdo.  Gente tida como importante, mas que não “ligam” para o ritmo do poema na língua original, como já demonstrei certa vez em O Jornal do Brasil ou em O Globo, já não me lembro bem. 

Não é certamente o caso do poeta-tradutor (e músico) de São João del Rei que se esforça para recompor em português a harmonia rítmica dos Sonnets from the Portuguese, publicados em 1850, com quarenta e quatro poemas, ao contrário da primeira edição, de 1847, Sonnets of E.B.B., com quarenta e três. No soneto XLIII, a poetisa da Inglaterra, que terminou os seus dias na Itália, expressa no mais sublime lirismo a plenitude do sentimento amoroso pelo seu marido poeta. Leia-se o último soneto da série original, na tradução de Eric Ponty: 

                           XLIII 
Como eu te amo? Deixe-me contar caminhos.
Eu te amo à profundidade e largura e altura
Minha alma alcançar, quando sentir fora da vista
Para os fins do Ser e da Graça ideal.

Eu te amo ao nível do cotidiano dias
Precisão mais calma, pelo sol e vela-luz.
Te amo livre, quão os homens se lidam a o Direito;
Te amo pura, quão eles se demudam louvor.

Te amo com uma paixão colocada em uso
Em minhas velhas doenças, com fé minha infância.
Te amo com um amor que eu parecia perder.

Com meus santos perdidos, --- Te amo com alento,
Risos, choros, toda a minha vida! ---, Deus propor,
Eu vou te amar melhor ainda depois da morte.

A par deste trabalho meticuloso, o poeta-tradutor de São João del- Rei exercita-se constantemente na prática e no conhecimento do discurso poético, escrevendo poemas, muitos dos quais publicados em jornais e revistas do Brasil. 

                                                              Rio de Janeiro, 14 de fevereiro de 2016
Á presente tradução respeitou o contexto dos sonetos da Portuguesa (Sonnets from the Portuguese) onde foram consultadas três edições. Nós optamos pela versão da Complete Works of Elizabeth Barrett Browning (Delphi Classics). Sonnets from the Portuguese publicados em 1850 onde todos versos aparecem em maiúscula  em decassílabos com rima, mas nós deferimos da rima do original para o verso branco como ela fez em Aurora Leigh para não apagar às brilhantes metáforas de Elizabeth Barrett Browning que estavam no conjunto original seguindo um passo diferente dos outros tradutores que traduziram em decassílabos com rima, mas às metáforas originais foram apagadas ficando somente uma linha de trechos da poesia, coisa que não fazia jus a memória e grandiosidade destes sonetos. 

Traduzir à sintaxe de Elizabeth Barrett em português é impossível. Ela compôs os Sonetos da Portuguesa em decassílabos, mas ao vertê-los para nossa língua, pedir-se-iam muitas metáforas que são o estilo

pessoal da Poeta. O Tradutor optou pela recriação desta sintaxe só se valendo de transposições ou reescritas quando a literalidade se choca com a índole de nosso idioma, e vale à pena lembrar que a Poeta era fã de Luiz Vaz de Camões.  

A recriação é como se à Poeta estivesse escrevendo em português. Isso nos fez usar o metro em dodecassílabo que recuperou estas metáforas preciosas, pois o inglês e monolítico, e haviam versos que em português que transpostos chegavam há 17 silabas métricas, que não poderiam ser apagados de seu jardim poético, por isso a opção de um metro maior que dessa conta dessas metáforas destas silabas métricas. 

Éric Ponty 2016
   

I
Falei uma vez como Téocrito havia nos atraído,
De seus meigos anos, caro e mirado dos anos,
Cada um deles duma airosa mão me aparece
haver um dom dos mortais, quais velhos ou jovens.

E, como eu sopesei que na sua anosa língua,
Vi, à visão gradual em meio destes meus prantos
Meigo, dos tristes anos, magoados dos anos,
Pessoas minha azada vida, voltas tinham culta.

Logo tinha me cuidado, uma alma em mim
Soluçando, mística à forma eu fiz movê-la
Por trás de mim e ao meu cabelo se avocou.

Voz disse-me com mestria, enquanto eu lutava –
"Acho cá quem detém-te?" - "A morte", diz. Mas, não há
Suave prata em reposta- "Não há morte, mas o amor."

II
Mas tão-só os três em todos Deus que deste universo
Ouvimos termo tu disseste: - ele próprio, ao seu lado
Falar-te-ia, e a mim escutaria! E me rebateu
Dum de nós... É o que era Deus... Era do opróbrio.

Tão lustres sobre minhas pálpebras punidas,
Meus olhos vertei-a, - se eu tivesse morrido,
Da morte os pesos, postos ali, teriam sidos
Menos há absoluta exclusão. "Não", que é pior.

De Deus do que todos os outros, ó meu amigo!
Homens não podiam ir vida sensual da discussão,
Nem mares nos mudem, nem cheias nos dobrem;

Nossas mãos raiem todas serras ou será apenas:
Céus sejam esmagados dentre nós no final,
São débitos, mas votem mais veloz destino.
III
Ao oposto, nós, ao oposto, Ó principesco imo!
Ao oposto dos nossos usos, de nossos acasos.
Nossos provendo dois anjos olham-se admirados
Em uma doutra, são, por molde, bater-se contra.

As tuas asas passagem. Tu, te oraras, da arte
Dum hóspede de rainhas nos rituais sociais,
São códigos duma centena dos olhos vivos
Prantos podem ser meus, há tua parte à visão.

Deste mestre músico. De que tu tens de que não
Guina à partir do piso das luzes em mim,
Pobre, exausto, errante cantor, tu cantares lado.

No escuro, do encostado ramo dum cipreste?
Missa crismal estás em tua nuca, - meu, orvalho, -
Morte deve arraigar-se nível donde acordaram. 

IV
Tu tens tua aptidão de alguns palácios falidos,
Mais airoso poeta de altos poemas! Onde 
Dançarinos irão rescindir às bases, cuidadas
Verão dos teus mais grávidos lábios maiores. 

Sabes tu ergueres à casa do belho muito pobre,
Na mão de teus? Poderás tu pensar em teres,
Tua música faças daqui ser duma noção
Em dobras doiro à perfeição à minha porta?

Olhe alto e olhe do pivotante partido dos
Morcegos e corujinhas aninham no teto!
Um grilo morrendo contra o teu bandolim.

Silente clamando nenhum eco em meu juízo,
Em desolação! Não há duma voz de que dentro
Gemendo ... como tu saibas cantares ... só, só.

V
Erguido meu coração azarado de solene,
Duma Electra que duma sepulcral Urna,
Olhando em teus olhos, já eu já me quedei
As cinzas destes teus pés. Eis que ei de me ver.

Amplo monte lutos leigos oculto em mim,
São destruição vermelha hão de se exaltares,
Meio gris medial. Se do teu pé desprezado,
Podias pisar fora ao teu crepúsculo total.

Ele pode ser bom quiçá. Mas se em vez disso,
Tu esperavas além mim ao vento quererás soprar-me,
Pó cinzas ao alto…. Os louros de tua cabeça.

Ó meu amado, não irás me abrigar assim,
Nenhum de todas ustões devereis arder
Velo cá abaixo. Erga-se outra voz então. Parta.
VI
Vá por mim. Porém, sinto que irei acudir-me,
Doravante da tua sombra. Jamais deste mais
Sozinha sobre o limite desta minha porta
É a vida particular, da qual eu só governo.

Usos de minha alma, nem erguerei à mão,
São quietudes do sol era como fosse de antes,
Sem da compaixão da qual vós me calardes –
Teu toque na palma da tua mão. Foi maior terra.

Morte tem parte em nós, deixas teu peito ao meu,
Ungidos ao baterem duas vezes. O que faço
E o que eu enleio te incluir, como se dum vinho.

Que têm sabor próprias uvas. Quando eu orar,
Deus pôr mim, Tu escutarás o nome da tua
Verás dentro meus olhos prantos de nós dois.
  
VII
A face todo mundo está todo trocado, acho 
Primevo ouvindo dos teus passos da tua alma
Passarás, ainda, além de mim, quando se sonegam
Dentre mim do formidável abismo exterior.

De óbvia morte, donde eu, me ajuizava tão pia,
Pegado teu amor, de que nos educamos à toda
Vida num novo ritmo. Cálice desta esmola
Deus deu ao Batismo; estou nervosa ao bebê-lo.

Elogias candura, meigo, contigo quase
Nome do país, céu, são feitos dos ausentes
De donde tu és e hás de ser, de lá ou daqui.

E este ... deste alaúde que é música ... amei ontem,
(O hino dos anjos sabe) só são tão queridos
Pois teu nome mexias à destra, têm a falar.

VIII
O que posso te dar passado, liberal, 
Principesco dador, tu me causavas douro,
Roxo teu coração, casto, dos incontáveis,
E pô-los no lado de fora desta mureta.

Pôr tal quando ao aceitas ou deixareis vossas
Súbitas benfeitorias? Eu estou sendo fria,
Ingrato, com às afluências destes coletores,
Alta dos dons, hei-te dar nada ao teu passado?

Não, só frio, - mas são muito pobres doutra forma.
Peço a Deus acessão. Crebros prantos têm chorado,
Cores da minha vida, e da esquerda aos mortos.

As pálidas são coisas, não eram bem tratadas,
Darias mesmo travesseiro à essa tua nunca
Mais longe! Deixá-lo servir te vais pisoteá-lo.

IX
De que pode estar certo de que eu posso dar?
Deixar abancar abaixo queda meu pranto
Como sal meu que me ouço no pranto dos anos,
Re-suspiro meus lábios não são compreensivos.

Por meio dos raros sorrisos trocam à vida
São teus convites? Ó deste que meus medos
Poderias ser parco destro! Não somos pares
Ao sermos amantes; eu própria, sou ás dores.

De doadores tais dons meus, lhes são careceres,
Seres ditos poucos pródigos. Fora, infeliz!
Não quero que teu chão roxo fosse do meu pó.

Nem respiraras tóxico tua Veneza de vidro
Nem te dar alguns amores – se forem injustos.
Querido, eu só te amo! Tu o deixares passar.

X
Porém, o amor, apenas amor, lindo, aliás,
Digna aceitação. O brio é tão intenso fogo,
Deixará templo arder, ou linho; de igual à luz
Saltem chamas cederem prancha ervas daninhas.

Amor é fogo. E quando eu lhe digo à indigência,
Te amo ... nas Marcas! .... Eu te amo - em teus olhos
Eu ergo-me transfigurada, aclamada correta,
Sendo consciência dos novos raios jazidos.

Fora meu rosto em teu. Não há nada debaixo,
Amor, quando amor mais relês: maldosas criaturas,
Quem ama Deus, aceita-o quando te amando assim.

E o que sinto, por todo o inferior se apresenta,
Do que me faço veloz em si mesmo mostrando,
Ser grande obra do amor melhora à hierarquia.

XI
Portanto, do amor que poderá ser deserto,
Não me sinto digna. Os Logros tão pálidos,
Quão estes tu vês tremerem nos joelhos por não
Suportarem o peso dum coração pesado, -

Esta exausta harpista outrora vida zombeteira,
Ao subir Aornus, poderia raro proveito,
Da flauta, mas agora contrário vale rouxinol
são melancólica música – porquê aludir-me;

Nestas coisas? Ó querido, elas são tão simples,
Não sou tua montanha nem ao teu lugar!
E, ainda assim, porque te amo tanto, eu consigo.

Desde mesmo amor ao ressarcir à graça,
Ao viver no amor, que, no entanto, ser em vão, -
Ao abençoares, mas renunciar-te tua face.

XII
Verdade, deste amor ser deste meu orgulho,
Quando aumento do meu peito à minha fronte,
Acaso, coroavas num grande rubi certeiro,
Ao atrair olhares masculinos provam valor.

Este amor, de todo meu valor, que do ao extremo,
Não quero amor formoso, há menos que ao teu,
Ter-me-ia dum exemplo, que te mostrei quando
Destes ardentes olhos foram-me mirados.

E amor convoca amor. E assim, não alcanço a fala,
Amor, ainda é coisa boa minha sendo-me própria,
Tua alma arrebatou-me meus todos exaustos fracos.

E colocou-o pôr-te sobre um trono de ouro, -
E que eu adoro (Ó alma, devemos ser mansos!).
É, por ti só, há quem eu sou somente do amor.

XIII
E do que queres tu ao me disseste de moda,
Amor darias, aceitáveis achares os versos,
Ergueres tua à tocha dos ventos tão contrários,
Dentre nossos rostos, lançam à luz cada um? –

Ao largá-lo em teus pés. Não posso ensiná-lo,
Minha mão pegou-me à alma de tão distante,
Da minha – que eu devia trazer-te à prova,
Termos o amor oculto meu fora da apreensão.

Não deixe silêncio minha feminilidade,
Recomes minha mulher-amante em tua crença, -
Vendo não dou vencida, entanto cortejada.

E rasgaria o vestido da minha vida, em breve
Por mais destemida, sem à voz da fortaleza,
Não aconteça tom do seu imo seja lutuoso.

XIV
Se tu deverias me amar, deixe-o ser por vaidade,
Exceção amorosa apenas. O que não falo
"Eu adoro teu sorriso por olharas, teu caminho,
Falares suavemente, - dum truque do axioma.

Caído muito bem com meus, certamente trouxeram,
Percepção agradável simples num dia como este" –
Coisas de si mesmas, querido, possam ser
Mudadas, ao demudar a ti, - e amor, por isso fez.

Pode ser formas brutas. Nem me amares
Teus rostos penas limpas de minhas burlas secas, -
Qual criatura pôde olvidaras choro, que me abro.

De teu conforto perder-te teu amor assim!
Mas amar-me amor, cada vez é mais complexo
Tu podes amar, através do amor, o além.

XV
Não me denuncie, rogo-te, de que me gaste
Muita calma triste ao rosto na frente dos teus.
Nós dois daremos ares dois jeitos, não brilhantes,
Sendo mesma luz solar nosso velo sobrolhos.

Sobre mim quando tu olhaste atenção sem dúvida,
São duma abelha fechar-se num cristalino,
Certa à dor fechou-se segura ao amor divino,
No instante abrir asas e voar dentro do ar.

Foram mais estranhas falhas, se lidaram por mim,
Ao falhar. Mas eu olho para ti, em ti –
Olhando, mais à frente do amor, final do amor.

Memória auditiva desde olvido no além.
De alguém que se assentou, que, olhando do alto,
Ao longo dos rios neste mar de tão amargo.

XVI
Entanto, duma vez que tu sujeitarás assim,
E por que tu és mais que um nobre que um rei,
Tu poderás abusar contra meus medos e pares,
Teu roxo ronda-me, até o meu cerne crescer.

Perto demais contra teu imo passaste a saber
Tremetes quando só. Por que razão, conquistas
Ao pudeste provar ser príncipe, findar às coisas,
Erguendo-as ao alto esmagando-as debaixo.

Soldado dos frutos conquistados teu gládio,
São duma pessoa que se ergueu cruel à terra,
Contudo, amados, eu no último comentário.

Finda aqui minha contenda. Convidas ao ocorrido,
Ergo-me acima, da palavra de humilhação;
Teu amor maior aumentarás minha autoestima.

XVII
Meu poeta, tu poderás tocar todas às notas,
Que Deus fica dentre seu passado e futuro,
De golpear a golpear geral se fez rugido,
Estrondoso mundo da melodia flutuante.

Em dum sereno ar puro. Para dos antídotos,
São medicadas músicas, que responde pela
Caridade humilde hás usou, tu podes deitaste
Dali em seus ouvidos. Vontade ao Deus retorna.

Teus tais fins, se são meus ao confiar no teu,
Caríssimos, queres que a maioria lhes usaste?
Duma esperança, cantaras por prazer? Ou boa.

É triste lembrança, teus cânticos ao unirem-se,
À sombra, na qual o cantar – da palma ou pinho
Duma tumba, sobre a qual resta canto? Opção.


XVIII
Nunca dei madeixas de cabelo de presente,
Aos homens, queridos, exceto este de ti,
Agora os meus dedos cuidadosamente,
Fazes madeixas marrons ao poder falar.

"Levá-las." Meu dia da juventude foi-se ontem.
Velo não tem bornes indo ao pé rastejando,
Nem de planta eu desta rosa ou que desta murta,
São meninas não mais: que dela só poderias.

Cá sombra duas pálidas burlas marcam prantos,
Educam no declino de a cabeça pairar além
Dores do truque. Pensai em fúnebres guilhotinas.

Amaria valer primo lugar, mas amar remido, -
Se és tu, - achados tão puros, todos dos anos,
Beijo minha mãe aqui deixou quando morreu.

XIX
Desta alma Rialto tem desta sua mercadoria,
Trocando friso do friso sobre tua feira,
Do meu poeta, da fronte ao meu coração,
Ganho bloqueio supera os navios mercantes.

Púrpura preto está jazido deste Píndaro,
Sombria púrpura trança entristecida contra,
Nove Musas brancas frontes. A este contrapeso,
Baía da testa, à sombra, prezado, eu implico.

Ainda resististe ao teu friso, que deste tão negro!
Assim, com dum filete bom-hálito de beijos,
Quero te atar sombras salvas voltas passadas.

Leigos mortais donde continham sobre nada.
Aqui meu coração, é tua fronte, é a falta,
Calor natural cresce até há mais fria morte.

XX
Querido, amado meu, de quando eu acho que
Tu estavas no mundo já há quase um ano,
Na hora estava sentada aqui só sobre neve,
Vendo nenhum sítio, ouvirás o silêncio pio.

O período à tua voz, mas, de elo pelo elo,
Dizendo-lhes todos os meus cursos, se fossem desses
Nunca poderiam cair em qualquer dum dos golpes,
Atônito com tua crível mão da qual eu embebi. 

Da vida é ótimo cálice de susto! Prodigioso,
Nunca a sentir-te emoções dos dias ou das noites,
Ato pessoal ou fala - nem nunca abatida.

Alguma presciência de ti são flores brancas,
Tu hás viste crescer! Ateus são de tão cegos,
Não é possível sentir à vista Deus ausente.

XXI
Dizer mais uma, mais uma vez mais uma vez,
Tu iras me amar. Ainda que à palavra crebra,
Parecer-vos "ave de canto", fosse tratá-la
Lembra-te, nunca ao outeiro foi de tão simples.

Vale e madeira, sem a tua estirpe de cuco,
Vem novo maio, em todo livro verde findo teu,
Querido, em meio destas trevas da cortesia,
Por dúbia alma-voz, medida duvido da dor.

Grita, "Vez mais – tu me amas!" Quem pode temeste,
Muitas sinas, ainda uma ao céu devam rolar-te,
Muitas flores, das quais uma delas coara-lhe ano?

Dizer tu irias me amar, amar, me amar – portagem,
Prata cópia! - Apenas conserva, destes caros
Amando-me também neste silêncio da tua alma.

XXII
Quando nossas duas almas eretas e fortes,
Face a face, mudas, acercadas figuras unas,
São há extensão das asas quebradas do fogo,
São curva, - que cada qual amargurou de errado.

Pode à terra há nós, que não tivemos tempo,
Estar aqui agradáveis? Pensar. Edição acima,
Dos anjos que primam sobre nós nos aspiram
Soltar-vos alguns ouros orbe canção feita.

Na nossa densa, de cara paz. Vamos manter-nos,
À terra da vez, amado, - donde deste impróprio,
Humores dos homens resguardados distantes.

E isolarmos puros gracejos, e permitirmos,
Dum lugar ao ficarmos de o amor pôr um dia,
São trevas mortais-hora em que foi passada.
XXIII
É fato isso? Se me ponho aqui morta que nos
Fazias de quaisquer vidas perdeste às minhas?
E sol há ti mais friamente destes brilhantes
Solenes, quedam serenando ronda minha nuca?

Abismei, meu valioso, quando eu vos ler,
Teu pensamento está nesta carta. Sou tua –
Mas .... Tanta coisa de ti? Posso pôr teu vinho
Quando minhas mãos tremerem? Então, minha alma.

Sonhos de morte, abrevia vida humilhado círculo,
Então me ame, amor! Olharias a mim, respire em mim!
Quanto mais sábias donas não contam é curioso.

Ao amor, dar-lhes os hectares e que deste grau,
Me levando à tumba onde estás teu nome, em troca,
Adjunto doce vista ao céu, à vista do chão contigo!

XXIV
Deixaras o mundo à nitidez, sendo uma faca presa
Cerrada para não prejudicaste próxima 
Desta tua mão amada, que ora tão suave e quente,
Não vamos ouvir nenhum som conflitos humanos.

Após o clique da clausura. A Vida à vida.
Inclino-me sobre ti, querido, sem alarme,
Sofrendo salvando aguardar me deste meu charme,
Contra à prova mundanalidade prolifera.

São fracos ao ferir. Muito branquelos ainda,
São lírios de nossas vidas possam acalmar,
São flores cujas raízes, de tão acessíveis. 
 
Perdido celeste orvalhos quedam não menos,
Cultura reta alheios homens, topo da colina,
Só Deus, nos faz ricos, faz-nos mais pobres.

XXV
Cerne pesado, querido, tenho sofrido
Ano após ano, até que eu vi teu rosto,
Após agonia desgosto tomou o lugar,
Em alegrias naturais docemente findas.

As cordas pérolas, são cada uma erguidas entorno,
Imo batendo dança-tempo. Esperaste pressa,
Trocadas longos desesperos, até Deus graça
Mal podias alçar acima mundo largado.

Meu imo pesado. Então, tu mandavas levar,
Deixá-lo cair abaixo de tua grande calma,
Profundo ser! Veloz esvaecerá quando coisa.

Que à sua própria casta porventura afoita,
Eram acasos cerrarem supra, mediando,
Dentre os astros do destino não foi cumprido.

XXVI
Eu que vivi das visões desta minha empresa,
Os homens e as moças, que são há alguns anos,
Acho-os suaves teus amigos, nem pensei serem,
Há mais doce música foi ao tocarem em mim.

Mas logo tua saída roxa não me eras livre
Mundo, poeira, alaúdes fazem silêncio arder,
Crescias ligeiro sendo lhe cega debaixo
Sumiço teus olhos, então fizeste entrar a ser.

Amados, pareciam. As luminosas frentes
Músicas, os luxos (melhor, no entanto, a mesma,
São d´água dos rios santificado em fontes),

Reuniram-se em ti, e, que de ti superaste
Minha alma em alegria de todos os desejos
Dons Deus pôs homens melhores sonhos de infâmia.

XXVII
Ô meu amado, tu tiveste de que estar me levantando
Sombrio plano terreno donde estava deitada,
Por dentre dos lânguidos cachos, soprados
Fôlego da vida, até a testa, ansiaremos.

Brilha mais uma vez, são todos anjos vistos,
Antes do teu beijo! O Meu, deste meu próprio
Vinhas há mim, quando do mundo se finou
Olhei-o apenas como Deus, eu encontrei-te!

Achaste; estou segura e forte, e alegre 
Aquele avulta coberta de orvalho asfódelo.
Olha atrás no indigesto tempo ele viveu.

Vida superior - por isso, é com peito ótimo,
Dão testemunho, daqui, dentre bons e os maus,
Que o Amor, tão forte quão à morte, cobriu, bem.

XXVIII
Minhas cartas! Todos mortos, mudos e brancos
Porém, semelham estar vivos e vibrando
Contra minhas mãos urgem colher soltas cordas,
Ao deixá-las cair no meu joelho hoje à noite.

Dizendo isto, - ele quis ter-me em teus olhos
Duma vez, um amigo: estava em dia de maio
Veio tocando em minha mão ... uma coisa simples;
Ainda não chorei por ele! - Este ... foi papel da luz ...

Disse, querido, eu te amo; sendo caí e cedi,
Se amanhã Deus atroasse sobre do meu passado
Falei-te, sou tua – que tinta não jaza recalcitrante.

Deitado em meu coração ao bater muito célere
E este... Amor, tuas letras foram mal consagradas
Se, o que disse, ousou repetir-te foi à última!

XXIX
Penso em ti! - Meu ditado cordel, e botão
Sobre ti, videiras selvagens, sobre à árvore,
Postas grandes folhas, não serão vaidade olhar-te
Exceto de seguidas relvas, ocultas à madeira.

Porém, minhas palmeiras, sejam elas raiadas
Não vou ter o meu pensamento em vez de ti
Quem és querido, melhor! Em vez disso, célere,
Restauraste tua vista; ao cedro forte deverias ser.

Me arrume tua ramagem pondo tronco todas nuas,
E deixe destas faixas cerradas te circulem
Caídas fortes – soltas partidas todo lado.

Porque, nesta densa alegria te ver ouvir-lhe-ei
E respirar-te-ei nesta tua sombra dum novo ar,
Não creio em ti - estou muito perto de ti.
 
XXX
Vejo tua efígie por meio meus prantos à noite
Porém, hoje eu lhe vi sorrindo. Foi quando
Consultei-te há causa? - Querido, é tu foste
Ou eu, de que me deixaste triste? Qual acólito.

Em meio à alegria cantaram gratos ao rito,
Podem tudo ir, lívidas insensatas frontes,
Sobre o altar da escada. Quero ouvir tua voz e voto,
Perplexos, incertos, duma vez tu és ausentas.

Como ele, em comas ouvidos, do coro Amém,
Amado, teu amor? Ou eu vereei-te de todas
Das glórias, que eu sonhei, de desmaiar quando.

Muito merecido há minha ideal luz ampla
Minha alma aos olhos? Será à luz retornou
Partir desses choros agora - quentes e reais?

XXXI
Tu vens! Tudo é dito sem disseste da voz.
Sinto-me sob teu aspecto, fizeram às crianças
Meio-dia ao sol, feitas almas tremidas por meio
Felizes pálpebras dumas não foram acesas.

Pródigo ainda dentro alegria. Eis me desviei
Última dúvida! Ainda assim não consigo à sorte
Pecado maior, mas à ocasião - que nós dois
Por um momento de apoio inadiministrado.

Presença recíproca. Ah, mantiveste próximo,
Pomba ajuda! E, quando meus receios não somarem,
Teu grande imo tranquilamente arbitrados:

Ninhada abaixo com tuas divinas suficiências
Reflexões, tremerem quando ficam órfãs quem
Das quais imberbes aves deixam desertos céus.

XXXII
Primeira vez sol subiu sobre teu juramento,
Ao me amar, olhei para alto para a lua
Aliviei-me todas junções queriam ser muito breves
Céleres amarrados fazeres orlas morosos.

Célere-amoroso imo, pensei, podias odiaste
Veloz olhando em mim, parecia de que não aos 
Homens amores! - Mais quando alheias melodias,
Desgastado alaúde, bom cantor seria irado.

Ao estragar seu cântico, ti arrebatou à pressa,
Foram previstas primeiras malsonantes notas
Sentes mal por isso, mas tenho-me posta.

Mal de ti. Perfeito às cepas poderiam flutuar,
Cuidadoso mestre mãos partidas órgãos adúlteros,
Grandes almas, curso, possam fazer-se cultos.

XXXIII
Sim, chame meu nome muito amado! Deixaste ouvir
Nome usado ao executar, quando uma criança,
Inocente, ao deixaste lábios trigueiros seguros,
Olhastes dalguns caros saírem sê-me, caros.

Com olhar seus olhos. Sinto saudades claras,
Gostavas das mil vozes que seriam compostas
Quais músicas divinas sem máculas que não
Chamar-me agora. No silêncio deste esquife.

Quando chamo a Deus - convite Deus! – Assim tua boca
Serás herdeira daqueles agora são depressivos,
Reuniram-se ao norte flores embebecidas ao sul.

E apanharem do início amor até no final
Sim, me chamaste por esse nome, - que eu, de fato
Mesmo do coração, irei responder; não esperar.

XXXIV
Mesmo deste cerne, disse, vou responder-te-ei
Daqueles quando tu me avocaste meu nome –
Eis promessa vã! É mesmo, sendo-me mesma
Perplexa irritada estratégia desta minha vida?

Quando recebi convite antes, disse às pressas,
Deixei minhas flores ausentes voz brincadeira
Cantarem respondidas num sorriso que veio,
Derradeiro tempo, depois se dirigiste a mim.

Minha submissão. Quando eu lhe respondi agora
Deixando te um grande ditado, quebrei à solidão
Porém, ainda há no meu cerne vai a ti - pondera –

Não há um único bem, mas todos são meus bons,
Pões à tua mão sobre ela, melhor, permitir-lhe 
Qualquer guria corra mais veloz feito este sangue.



XXXV
Se deixastes tudo por ti, do que quiseste trocar,
E ser tudo por mim? É de que nunca me perca
Conversa caseira das bênçãos comuns dos beijos
Vindos cada um, seu turno, nem contar a estranha.

Quando olhaste ao alto, cairias numa nova gama,
Paredes e pisos, doutros numa casa que está?
Não quiseste tu encher este lugar por mim que é
Cheio destes olhos mortos aos saberes mudar?

Que é mais difícil. Conquistares o amor, tem tentado
Conquistas à dor, tentar mais, todas coisas confessas.
A tristeza é de fato o amor e o luto estão ao lado.

Infeliz, tenho magoada, sou difícil de amar,
Mas amar-me, queres? Abra teu coração grande
Dobrarem-se nestas molhadas asas da tua pomba.

XXXVI
Quando reunimos prima vez amei, não construí
Sobre teu evento marmóreo. Nem poderia ser
Do último, amor conjunto de oscilar dentre
Dores e agonia? Não, eu nem um pouco comovida.

Não confiei em cada luz que pareceste a dourar
Caminho unida, temiam encima deste apego
Dum dedo sequer. E, ainda ter crescido serena
Desde então, tenho-o em mim, do que foi que Deus quis.

Renováveis ainda ao medo ... Amor, Ó registro dos ...
Não sucederas envoltas mãos nunca devias brandir
Destes mútuos beijos dados dentre nós dois.

São coisas sem dono, uma vez, lábios sendo frios,
Do amor, sendo falso! Se ele, manter-lhe juramentos,
Perdem à alegria, por sua vida da estrela anunciada.

XXXVII
Ô Perdão, oh, perdão, minha alma deveria fazer,
De todos os que às fortes divindades que sei
Teu e- dei-te, duma efígie só será ser tua assim
De culta areia, há se apor por mudaste e anular.

Ela é tão distante dos anos que nós não teríamos
De tua soberania, que recolhê-lo dum golpe,
Têm forçado à minha digressão sofrimento
Nestas dúvidas medonhas, tão cegas e sós.

De tua pureza semelhante quase ao se distorcer,
Teu amor mais credor duma inútil corrução
Quão se náufrago pagão, seguro deste teu porto.

O seu guardião deus-mar que nos fazias comemorar,
Feito escultura porco-do-mar de guelras pulsadas
Vibrantes desta cauda, na porta deste templo.

XXXVIII
Prima vez ele me beijou, mas somente beijada,
Dos dedos das mãos das quais estas eu lhe escrevo.
Então, cresceram mais limpas e mais alvejadas
Lentas ao mundo-saudações, tão célere com "registro".

Quando os anjos nos falam. O Anel desta ametista
Não poderia usá-lo aqui, mais simples aos meus olhos,
Seja primeiro beijo. O segundo passou na altura
Primeira, procurou à fronte, outro meio perdido,

A metade do cabelo. O mais além da raça!
Esta missa crismal amada, da própria coroa
Quão santificar-se candura, que há fez preceder.

O terceiro sobre meus lábios dobrados aquém,
Perfeito, estado púrpura; quando, de fato duma vez
Tive orgulho ao dizer: "Meu amor, meu amor tão próprio."
XXXIX
Porque tu tens todo poder desta toda tua à graça
Vês através por trás de mim desta máscara minha
(Contra qual anos bateram assim foram acuando
Às chuvas); eis que minha alma do exato rosto.

Sombrio cansado testemunho vida corrida, -
E porque tu tens minha fé de amar me ao de querias ver-te,
Por meio desta mesma alma distraída da letargia
Dum paciente anjo ficou na espera dum lugar.

Novo céu - porque nem pecado nem os aís,
O abuso nem Deus, nem desta morte dos vizinhos
Nem tudo os outros viram, transformam para irem.

Nem todos me fazias cansados toda, auto visão,
Nada repele a ti .... Caros, ensinai-me tão
Derramadas gratidões, como tu sabes, boa!

XL
Oh, sim! Adoravam há todos neste nosso mundo,
Não desmentirei amor, convite amor esperávamos
Tenho ouvido amor falado em minha juventude
Duma vez não há muito tempo atrás, do jardim, mas flores.

Então juntos, cheiros ainda. Muçulmanos e giaures,
Deitavam véus sorrisos, não tenham nenhuma pena
De quaisquer choros. Do Dente branco de Polífemo,
Resvalam-se sobre à porca, após das crebras chuvas.

A concha está excessivamente boa, - que nem tanto,
Vais virar uma coisa chamada amor, além de odiada,
Ou então, de esquecimento. Mas tu não és quão.

Amante, meu caro amado! Tu pudeste esperar
Dor e a doença, levarem nossas almas os estes toques
Acho são breves quão outros bramidos "Tarde demais".

XLI
Agradeço todos aqueles amaram em teus cernes,
Gratidão e amor meus. Mais fundas gratidões todos
Quando quem aos poucos perto muro deste cárcere
Ouvirem minha música na sua mais alta expressão.

Não crerão entrou diante, de cada uma desta feira,
Do templo de ocupação, que foi além deste convite.
Tu, porém, em minha voz de tão pia de decaída
Quando verter-te prantos, tuas divindades da Arte.

Tu próprio instrumento está suspenso em teus pés,
Ouvias eu diria dentre dentro das minhas lágrimas....
Forme agradecer-te! Quem me dera, eternizá-las.

Minha alma plena de sentido dos anos futuros,
Deveriam prestar há pronunciação, saudações,
Amor perdura, mas vida é que desaparece!

XLII
"O Meu futuro não vais copiar justo meu passado"-
Escrevi certa vez; o pensamento está comigo.
Minha ministrada vida angelical se justifica
Palavra no seu aspecto atraente exaltação.

Ao trono cândido de Deus, me dirigi este último,
Não há, em vez disso, via, não está incluído,
Anjos são tua alma! Então, muito tempo tentados
Por males naturais, recebeu conforto célere.

Quando rebento, dele à vista, meu vagante bordão,
Deram folhas verdes manhãs dos orvalhos pérolas, 
Não sinto agora quão copiar vida primo meio.

Deixe aqui páginas longas árias enredadas,
Nova brancura da minha futura epigrafia,
Novos anjos meus inesperados no mundo!  

XLIII
Como eu te amo? Deixe-me contar caminhos.
Eu te amo à profundidade e largura e altura
Minha alma alcançar, quando sentir fora da vista
Para os fins do Ser e da Graça ideal.

Eu te amo ao nível do cotidiano dias
Precisão mais calma, pelo sol e vela-luz.
Te amo livre, quão os homens se lidam a o Direito;
Te amo pura, quão eles se demudam louvor.

Te amo com uma paixão colocada em uso
Em minhas velhas doenças, com fé minha infância.
Te amo com um amor que eu parecia perder.

Com meus santos perdidos, --- Te amo com alento,
Risos, choros, toda a minha vida! ---, Deus propor,
Eu vou te amar melhor ainda depois da morte.

XLIV
Meu amado, tu tens me trouxeste muitas destas flores,
Defloradas no jardim, todos Verões por meio
Do inverno, pareciam quão elas si cresciam mais vivas,
Próximas ao quarto, nem perderam sol e chuvas.

Por isso, nome disso é do amor que é nosso,
Terão volta dos ditos aqui desenrolados,
E que em dias quentes e frios, quais retirei-me
Meu coração. Fato, desses leitos sombreiros.

Cobertas amargas ervas daninhas e arrudas,
Confias tua capina; mas, aqui madressilvas
Veja hera! - Levá-las, quão costumava fazê-los.

Mantê-las vivas flores sempre não definham,
Olhais atento nas tuas cores vivas destas rosas,
Diga à tua alma às raízes foram deixaste na minha.
Elizabeth Barrett Browning - TRAD. ERIC PONTY

Escritos de 1845 há 1846; Os Sonetos da Portuguesa foram publicados pela primeira vez em 1850 e são compostos de 44 sonetos de amor nos anos crónicos do período antecederam a ela desde 1846 ao casamento até o falecimento. A coleção foi comercialmente bem-sucedida e ganhou grande aclamação da crítica, permanecendo entre os Barrett Browning mais populares aclamados até hoje. Ela foi inicialmente hesitante em publicar os poemas, sentindo que eles estavam demasiado pessoais para leitura pública. No entanto, o marido insistiu que eles foram a melhor sequência de sonetos da língua inglesa desde os sonetos de Shakespeare e insistiu para que ela publicasse os sonetos na sequência. Por isso, ela decidiu publicá-los como pretensa traduções estrangeiras de sonetos, por razões do anonimato. Ela escolheu o idioma português devido à sua admiração por Camões e As Letras Portuguesas. Os sonetos da Portuguesa contêm uma das mais famosas linhas de literatura inglesa, que começam com o Soneto 43, "Como é que eu te amo? Deixe-me contar as maneiras." O poema é uma bela e sincera declaração poética da poeta do amor sem limites ao seu marido e, desde então, passou a ser um dos mais antagônicos poemas da história literária. O namoro e o casamento entre Robert Browning e Elizabeth Barrett foram realizados secretamente quando ela e os seus irmãos foram convencidos de que seu pai iria desaprovar. Seis anos mais velha e inválida, ela não podia acreditar que o vigoroso e mundano Robert Browning realmente amava tanto como ele professava.
O casal veio a conhecer um grande círculo de artistas e escritores incluindo William Makepeace Thackeray, escultor Harriet Hosmer (quem escreveu sobre ela que parecia ser a "perfeitamente uma mulher emancipada") e Harriet Beecher Stowe. Em 1849 ela encontrou Margaret Fuller, e o sexo feminino o romancista francês George Sand em 1852, quem tinha por muito tempo admirada. Entre os seus amigos íntimos em Florença foi o escritor Isa Blagden, quem ela incentivou a escrever romances. Encontraram Alfred Tennyson em Paris, e John Forster, Samuel Rogers e o Carlyles em Londres, posteriormente aliando Charles Kingsley e John Ruskin.

Declínio e Morte

Após a morte de um velho amigo, G. B. Hunter, e depois do seu pai, da saúde de Barrett começou a deteriorar-se. Os Brownings mudaram de Florença a Siena, residentes na Villa Alberti. Anda na política italiana, ela publicou um pequeno volume de poemas intitulado Poemas políticos perante o Congresso (1860) "A maioria dos que foram escritos para manifestar a sua solidariedade para com a causa italiana depois do surto de combates em 1859". Poemas causaram um furor na Inglaterra e a revistas conservadoras Blackwood e o sábado revisão deste fanatismo. Dedicou este livro ao marido. Seu último trabalho foi um instrumento musical, publicado postumamente.
Barrett da irmã de Henrietta morreram em novembro de 1860. O casal passou o inverno de 1860-61 em Roma onde Barrett piorou ainda mais a saúde e voltaram para Florença no início de junho de 1861. Ela se tornou mais fraca, utilizando morfina gradualmente para facilitar a sua dor. Faleceu em 29 de junho de 1861 nos braços do marido.  Ele disse que ela morreu de desgosto" conta sorrindo, felizmente, e com um rosto como uma menina na.... Sua última palavra foi... "beleza". 
Ela foi sepultada no Cemitério Protestante Inglês de Florença. "Na segunda-feira 1 de julho as lojas na área em redor da casa Guidi foram fechadas, enquanto o enterro de Isabel teve manifestações incomuns de choro". A natureza de sua doença ainda é incerta. Alguns modernos cientistas especulam a doença dela pode ter sido insuficiência de Paralisia periódica, uma desordem genética que causa fraqueza e muitos outros sintomas descritos.
ERIC PONTY - POETA-TRADUTOR-LIBRETISTA

PARA O OUTONO - WILLIAM BLAKE - TRAD. ERIC PONTY

 Á MOEMA

O Outono, carregado de frutas, e colorido,
Com o sangue da uva, não passe, mas sente-se
Sob meu teto sombrio, aí você pode descansar,
E afine sua voz alegre ao meu cachimbo fresco,
E todas as filhas do ano dançarão!
Cantarão agora o canto robusto das frutas e flores.
"O rebento estreito abre suas belezas para
"O sol e o amor correm em suas veias tocantes
"As flores ficam penduradas nas sobrancelhas da manhã,
"Desabroche na bochecha brilhante da modesta véspera,
"Até que o verão se transforma em canto,
"E nuvens de penas espalharam flores em torno de sua cabeça.
"Os espíritos do ar vivem dos odores,
"De frutas; e a alegria, com luz de pinhões, gira ao redor,
"Os jardins, ou senta-se cantando nas árvores".
Assim cantava o alegre outono enquanto se sentava;
Então levantou-se, cingiu-se sobre a sobriedade.
Colinas fugiram de nossa vista; mas deixaram carga dourada.
 WILLIAM BLAKE - TRAD. ERIC PONTY
ERIC PONTY - POETA-TRADUTOR-LIBRETISTA





ANDRE BRETON-TRAD.ERIC PONTY

André Breton (Tinchebray (Orne), 19 de fevereiro de 1896 — Paris, 28 de setembro de 1966) foi um escritor francês, poeta e teórico do surrealismo.

De origem modesta, iniciou sem entusiasmo estudos em Medicina sob pressão da família. Mobilizado para o exército na qualidade de enfermeiro para a cidade de Nantes em 1916, travou ali conhecimento com Jacques Vaché, filho espiritual de Alfred Jarry, um jovem sarcástico e niilista que viveu a vida como se de uma obra de arte se tratasse e que morreu aos 24 anos em circunstâncias bastante suspeitas (a tese do suicídio é controversa). Jacques Vaché, que não mais deixou do que cartas de guerra, teve uma enorme influência no espírito criativo de Breton: enfraquecendo a influência de Paul Valéry e, deste modo, determinando tanto a sua concepção de "Poète" (Le Pohète segundo Vaché) como a de humor e de arte.

Em 1919, Breton funda com Louis Aragon e Philippe Soupault a revista Littérature e entra também em contato com Tristan Tzara, fundador do Dadaismo.

Em Les Champs magnétiques (escrito em colaboração com Soupault), coloca em prática o princípio da escrita automática. Breton publica o Primeiro Manifesto Surrealista, em 1924.

Um grupo se constitui em torno de Breton: Philippe Soupault, Louis Aragon, Paul Éluard, René Crevel, Michel Leiris, Robert Desnos, Benjamin Péret. No afã de juntar a ideia de « Mudar a vida » de Rimbaud e a de « Transformar o mundo » de Marx, Breton adere ao Partido Comunista em 1927, do qual fora excluído em 1933.

Viveu sobretudo da venda de quadros em sua galeria de arte. Sob seu impulso, o surrealismo torna-se um movimento europeu que abrange todos os domínios da arte e coloca profundamente em questão o entendimento humano e o olhar dirigido às coisas ou acontecimentos. Inquieto por causa do governo de Vichy, Breton se refugia em 1941 nos Estados Unidos da América e retorna a Paris em 1946, onde permaneceu até sua morte a animar um segundo grupo surrealista, sob a forma de exposições ou de revistas (La Brèche, 1961-1965).

Há antiga rua da liberdade

O grande industrial preto apresenta uma toalha na pele de Iguana branca
Em articulados de ventos carregado com flores
Num carro fúnebre da crioula luz
Avestruz aéreo desproporcional 
Feito de água todos os reflexos da savana
Dicas de vaga-lumes de energia que me atravessam por findo
A noite tropical ajusta todos sons militares num intervalo
Sempre vasos dum estilo modulam calmo perfume no fluxo de lava
Eu faço uma lâmpada do velho
São Pedro que ainda funciona
Vida intermitente é o crepitar de um colibri verde
E me cede o seu mercado oceânico murmúrio
Bancada
Embora boa luminosa
Uma
Vamos nos esconder meus amigos
Nos cumprimentos do século passado
Especialmente denunciarem as raças inimigas alegadas
A que minha fome se espalha na árvore de mil enxertos
A tensão do alto-falante só
Segura há muito tempo para me reabilitar
Aqui das fontes de
Wallace atordoado que vinha dar uma aparência mitológica
Para esmero nada, mas sua rainha marcha acontecendo no outro lado
Sua garganta do crepúsculo clara de rosas do
Senegal
Sua jovem mão tocando junto dos portões do palácio.

Fort-de-France, maio 1941.


Barlavento

Camisola
Guernsey no escuro se ilustra
Restaura o dilúvio dois cortes cheios de melodia
Aquele cujo nome está na boca de todos
O outro era o que nada era profanado
E descobre uma mesa de canto inocente família
Sob a luz de um adolescente está lendo para uma
Mulher idosa
Mas o fervor de ambos os lados dos transportes
Nele
Para alguns, tem sido um amigo de
Fabre d'Olivet
E é chamado para decorar chamado
Saint-Yves
De Alveydre
E polvo em sua toca cristalina
O ornato em forma de arabesco faz rimas
Dum alfabeto hebraico 'Eu sei o que as indicações poéticas de ontem”
1.
Então, sim certa grandeza apesar do que pode

[. Tenha em dificuldade
Um lado do personagem exterior do Marquês
Este reserva também é bom para o
Polvo do ator

[Parafernálias indesejáveis
Sua rocha de suas plataformas giratórias sentiu-se tomou pelo pé
Mas eu passo mais do que nunca bastante o sabor
Elas não se aplicam a partir de hoje
Cantigas vão morrer de morte natural
Exorto-vos a cobrir-se antes de sair
Será melhor não apenas o caldo
Piscando capaz irritar-se nos quartos
Enquanto a justiça é servida por três quartos

Carne
Uma vez por todas a poesia deve ressurgir das ruínas
Na elegância e glória de Esclarmonde
E reivindicar alta a quota de Esclarmonde
Pois não pode haver paz para a alma de Esclarmonde
que morre em nossos corações e as palavras que não são boas estaladas do casco do cavalo Esclarmonde
Antes do precipício onde respiração de edelvais guardam
Esclarmonde
Visão noturna é algo que ele está
Agora para expandir o físico ao moral
Onde vai o seu império sem limites
As imagens que eu gostava era da arte
O errado caluniado para queimar a vela em ambas as extremidades
Mas tudo é bem mais cumplicidade dum pavio
São dramáticas e de outra forma erudita
Como vai eu só vi numa máscara de Esquimó
É uma cabeça renas cinzentas na neve
Realisticamente esta concepção a fechar entre a orelha e os direitos dos olhos e emboscar o caçador-de-rosa pequeno quão é suposto para aparecer na besta
Na distância
Mas cedro equipado e de metal puro
A lâmina maravilhosa
Ondulado cortar egípcia
Em um reflexo da AD século XIV
A única expressa
Por figuras animadas de dias de tarô

Virá
Mão no ato de tomar junto
Lançamento
Mais ágil que o jogo de par ou impar
E o amor


Claro para todos
Para
Benjamin Peret


No coração do território indiano de Oklahoma
Um homem sentado
Incluindo o olho é como um gato que gira em torno de um pote enganos
Um homem calhado
E por meio de sua janela
Onde conselheiras divindades enganosas inflexíveis
Quem se içam todas as manhãs no maior número de
Nevoeiro
De fadas amofinadas
Virgens para os espanhóis entrarem em um triângulo estreito
Isósceles
Cometas fixos no vento descolorem o cabelo
Óleo como o cabelo Eleanor
Bolhas acima dos continentes
E na sua voz transparente
Excelente vista, há exércitos que estão assistindo
canções que viajam sob a asa de uma lâmpada
Há também a esperança de partirem tão velozes
O que nos seus olhos
Misturem-se sobre a folhagem de vidro e luzes
No cruzamento das rotas nômades
Um homem
Em torno do qual nós temos desenhado um círculo
Como em torno de uma galinha
Enterrado vivo na reflexão das toalhas das mesas azuis
Empilhados infinitamente em seu guarda-roupa
Um homem com uma cabeça costurada
Na parte inferior do sol
E cujas mãos estão numa lata de sardinha

Este país é como uma enorme discoteca
Com as mulheres vindas do fim do mundo
Cujos ombros montam os rolos de todos os mares
Agências norte-americanas não se esqueceram de preencher

Estes líderes indígenas
Em cuja terra foi perfurada por poços
E quais são livres para se mover
Dentro dos limites impostos pelo Tratado de guerra
Da riqueza desnecessária

Os mil olhos de água parada
O curador gasta cada mês
Ele coloca a cartola na cama coberta com um véu de flechas
E seu saco de selo
Espalhando das últimas fábricas de catálogos
Lado alado que se abriu e fechou-os quando éramos crianças
Uma vez especialmente quando
Era um catálogo dum carro
Expondo o Carro de casamento
Que motorista imprudente se estendia por dez metros
Para tombar
num carro de um grande pintor
Esculpido a partir de um prisma
Governador, pois, que
Como um ouriço-do-mar de que cada coluna é um lança-chamas
Não era especialmente
Carro preto veloz
Das águias coroadas Nacre
E esculpidas em todas as facetas da folhagem
No salão de lareiras
Como as ondas
De um treinador não possa ser causado por um raio
Como aquele em que os olhos estão vagando está fechada
Princesa
Acanto
Num carrinho de uma mão gigante cheia de lesmas de cinza
E línguas de fogo como o que parecem
Horas fatais no jardim da torre
Saint-Jacques
Um peixe veloz preso em algas e dividindo
Os traços do galo
Num cerimonial num carro grande e de luto
Para a última caminhada de um imperador santo
Virá de
Fantasia
Quem sairá da moda como no fim da vida
O dedo nomeou sem fotografia gelada hesitação
E desde então
O homem no auge de triton
Na sua roda de pérolas
Todas as noites, apenas se puxarem a deusa da cama, mas
Eu me importo com a história poética
O nome do líder deposto, que é um pouco o nosso
Este homem envolvido no grande circuito
Este homem bem enferrujado em uma máquina
Nova
Isso coloca-o o vento a meio mastro
Seu nome
Ele tem o nome de flamboyant
Durante todos eles
A vida para a morte tanto durante as duas lebres
Durante a sua chance é uma celebração sinos e vôlei
Alarme
Durante as criaturas de seus sonhos que fraco enganador
Suas saias brancas
Durante o anel de dedo livre
Durante a cabeça da avalanche

Números e constelações em amor com uma mulher
A glóbulos de vida têm toda a sorte e para que sejam amontoados para si mesmo como muitas vezes como a queda de chuva na folha e o vidro, de acordo com as parcelas não anteriormente decididas que a falta que ele mantém o segredo e isto faz em muito sentido que indicam os raios do sol. 

É como as pérolas destas pequenas caixas redondas de infância de brinquedos porque existe já não vê que não deixa enquanto o preço de uma longa paciência não tínhamos pontuado até a última célula na boca um sorriso. 

A cabeça de Ogmios encimado dos javalis sempre tocará também claro pela trovoada: para nunca ela nos oferecer um rosto atingido pelo mesmo canto como dos céus. No centro, a beleza original, obscura das vogais, servido um comando improvisado do supremo em números.

Do Sonho

Mas a luz regressa
Do prazer de fumar
O azul-aranha de fadas cinzas e pontos rubros
Nunca está alegre com as suas casas
Mozart
A ferida cicatriza tudo se esforçou para ser grato e falo na sua cara transforma a imagem da sombra do fundo do mar convocado de pérolas
As pálpebras dos lábios farejam o dia
Na arena que está vazia
Um dos pássaros está voando
Tem sido cuidadoso para não olvidar a palha e arame
Dificilmente se é bom de um enxame de patim
A mão da seta
Uma estrela perdida estrelas em nada além de uma noite de pele
New York, outubro 1943.
ANDRE BRETON-TRAD.ERIC PONTY
ERICPONTY-POETA-TRADUTOR-LIBRETISTA

Gaspara Stampa - TRAD. ERIC PONTY

 (1523 - 23 de Abril de 1554) foi uma poeta italiana. Ela é considerada como tendo sido a maior mulher poeta do Renascimento italiano, e ela é considerada por muitos como o maior poeta italiana de qualquer idade. 

Nascida em Pádua, Stampa seu pai, Bartolomeu, originalmente de Milão, foi um comerciante com joias e ouro em Pádua. Quando a Stampa tinha oito anos, seu pai morreu e sua mãe, Cecília, movida a Veneza com seus filhos Pascoli Giovanni, o Cassandra, e Baldassarre, a quem ela educara para a literatura, a música, a história e a pintura. Pascoli Giovanni e Cassandra se destacou ao cantar e tocar o alaúde, possivelmente, dois para a formação pela Tuttovale Menon. No início, os Stampa das famílias se tornou um clube literário, visitada por muitos bem-conhecido Venezianos escritores, pintores e músicos. Quando seu irmão morreu em 1544, a fez sofrer muito, e teve à intenção de se tornar uma freira. No entanto, depois de um longo período de crise, ela veio para "la dolce vita" (a doce vida), em Veneza, e se acreditava ter sido envolvido em um caso de amor com Collaltino di Collalto. Era a ele que ela eventualmente dedicou a maior parte dos 311 poemas ela é conhecida por ter escrito. A relação terminou em 1551, aparentemente resultante do arrefecimento do interesse, e, talvez, em parte devido às suas muitas viagens para fora de Veneza. Stampa ficou devastada. Stampa entrou em uma prostração física e a depressão, mas o resultado deste período é uma coleção de belas, inteligentes e assertivos poemas em que ela vence a Collaltino, criando para si uma reputação duradoura. Pode-se notar, de passagem, que Collaltino só é lembrado por causa da Stampa. Ela deixa claro em seus poemas, que ela usa o sofrimento para inspirar a poesia, daí a sua sobrevivência e a fome. Depois Collaltino, Stampa teve outro amante e pode não ter sido uma cortesã ousada e como alguns acreditam. Há evidências de que ela era uma musicista que realizou madrigais de sua própria composição. Em 1550 Stampa tornou-se membro da Academia de céticos sob o nome de "Anaxilla." Para o final do ano Collaltino retornou a Veneza, e Stampa durante ficou um tempo com ele no seu verão, mas até o final do ano, profundamente deprimida, ela retornou à Veneza, marcando o final de seu relacionamento com Collaltino e o início de um novo relacionamento com Bartolomeu. Entre 1551 e 1552, a Stampa teve um período de relativa tranquilidade. Mas no ano seguinte a sua saúde piorou, e ela passou alguns meses em Florença na esperança de que o clima mais ameno pode cura-la. Então, ela retornou a Veneza, ficou doente, com febre alta, e depois de quinze dias, faleceu em 23 de Abril de 1554. O registo da sua paróquia nota que ela morreu de febre e cólica, e do mal de mare (Veneziana para "doença do mar”). Em outubro de 1554, Pietrasanta publicou a primeira edição de Stampa à poesia, editado pela sua irmã Cassandra. Seus poemas foram publicados postumamente como Rimas. 

I

Vós que escutais daquela triste rima
daquele triste, aquele bruno acento
flanco algum amoroso meu lamento
E o pênis meu entre os outros em primeiro.

Onde fiam valentes e apreço, glória
não que perdões, de meu lamento espero
Encontre-os dentre os de bem-nascidos,
Depois que o reaprender é sublime.

E espero seja a dizer umas delas.
– Felicíssima lei, qual se sustenta
Clara te causar danos sendo claro!

Abrace tant'amor, tanta dita por
Você nobil. Senhor a mim não foi.
que não andei com tanta mulher lavar?

II

Ele foi próximo ao de que o Criador, que
Nem a sua altura ao tolo se retarda
Em forma humana vem se demonstrar
Do ventre virginal saindo a frente.

Quando digno, de meu ilustre senhor,
tantos prantos esparsos ele pode
achar um lugar maior no meu ninho,
Fazer ninho abrigo da minha essência.

Onde eu sou rara e de alta ventura
Acolhi prazer dormi só mais tarde
Tenho fé digna do eterno cuidado.

Ainda aqui pensamentos e olhares volta
Para ele, símbolos de cada medida
Claro e gentil, só quando gira e guarda.

III

O caso vulgar pastor gado e apático, 
O garfo férreo da fé eis que poeta,
Ele, então, virtude é louvado meado,
de quase todos outros fama tolhe.

Que maravilha fia se alça e fracassa,
Basta na vida escrever tanta piedade
pode ser mais estudo, nosso planeta,
O meu verde, valioso e outeiro alto?

Cuja sagrada, honrada e sombra fatal
minha dor, quase sofreu tempestade,
Cada estupidez, pouca altura clara.

Lugar baixo é elevado, questão minha
Renova o silêncio, da veia ofusca.
Tanta virtude na alma imporá eu viva!

IV

Quando senhor entrou meu conceito todo,
planetas em céu, todas às estrelas
lhes der à graça, talentos daqueles
Pois que foi entre nós apenas perfeito.

De Saturno dessa altura do intelecto.
Júpiter a buscar coisas dignas e belas.
Marte certo ele fez aceso outro homem
Febo o ímpio estilo e astúcia que peito.

Vem e diz que beleza é legendária,
eloquência Mercúrio; mas que a lua
a fé mais gelada que não veria.

Desta muita rara à graça toda mim,
A chama de apagar o meu fogo,   
E para relaxar-lhe meu descanso.

V

Eu assimilo, meu senhor Céu, assimila,
Muitas vezes. O seu belo rosto e o sol.
olhos e as estrelas, e o som dos versos
E a harmonia, o que torna senhor de Delo.

Dilúvios, chuvas, trovões, gelos sou eu,
o seu ser irritado, quando irar só,
bondade e o sereno e, quando quiser,
rasgar-me da ira benigna do véu.

A Primavera germinar florindo,
quando ela florir na minha esperança
pretendendo terminar este estado.

A ravina inverno e, então, quando mudar,
ameaça novos pensamentos e quarto,
Despindo-me dessas mais ricas honras.

VI

Um intelecto angélico e divino,
real natureza, real valor,
um desejo vago de fama e honra
um falar sábio, grave e peregrino.

Um sangue ilustre, o alto rei perto, uma
dita poucas guimbas, fase menor,
Justiçosa e verdadeira flor,
dum ato honesto, que gentil e curvo.

Um rosto mais brilhante sol intenso,
Da Beleza e graça Amor reaplicado,
nunca mais vistas ou ouvidas humor.

Para correntes legaram a mim,
os fãs dos honrados e Doces  guerra,
mesmo como ao Amor tender sempre!

VII

Quem quer saber, mulheres, meu senhor,
senhor de jovem aspecto poucos anos,
que é tão antiquado deste intelecto,
efígie de glória e deste valor.

De cabelos loiros, e de vivas cores,
uma Pessoa alta de espaçoso peito,
é finalmente dum homem perfeito,
Fora um pouco (não és tu!) Ímpios no amor.

Quem quer que, então, conhecer-me, admirável,
Senhora do efeito no seu semblante,
Imagem da morte e deste martírio.

Um albergue de fé salda e constante,
Um, que, se eu chorasse, arda e suspiros.
Não faz tão piedoso cruel amante.

VIII

São como coisas desprezeis e covardes,
Mulher, não posso tirar erguido foco,
Por isso não incluo, pelo menos, pouco,
Resgatá-lo ao mundo e a veia e estilo?

Se só Amor com novo, incomum, arqueiro,
Ao tolo não me alçou a este local, porque,
Não pode nem com os jogos usados
pena de morte e a pena em mim como essa?

Não for crível por força da natura,
para um milagre, que de muitas vezes,
vence penetra e quebra cada medida.

Como este é não posso dizer expresso,
Sinto-me bem minha grande ventura,
Sinto-me a cor do novo estilo impresso.

IX

Um dia amor de mim desvirar-me, e eu,
me fez retornar esse ímpio senhor,
que teme e que não gostaria do cerne,
Esta alegria penar o seu par a tomar.

Pode chamar invadir meu admirável,
Da Fé, e do imenso e infinito amor,
desta sua crueldade, deste seu erro,
tarde arrependeu, ninguém entenda.

E eu vou cantando a minha liberdade,
da coisa dura de laços crus e soltos,
Eu sou grata para o futuro verdade.

Se direito pregar no céu se escuta para,
daqui a pouco, talvez o anco no homem,
vida desta minha vingança envolta. 

X

Outeiro Alto, afável e encantador,
novo Parnaso meu nova Elicona,
Quando em pouso, aguardo com dor coroa,
Desta afadiga meu doce repouso:

Quando está entre nós claro e é famoso,
quando sei das essências deste cravo,
digo rima alta dizer me estimula,
mas que obra é desta qual não me atrevo.

Na verdade, a assera nunca nem em músicas,
Fia pura sombra de ver, assim, que o vero,
Vai junto afeições outros admirados.

A tua fronte e o teu jugo verde inteiro,
conserve o céu albergado digno amante,
amigo belo digníssimo d'império.

XI

Árvore feliz, ousada é claro.
Dois ramos são do mundo natural.
Devem estar topo, já estão a surgir,
raros outros ramos unem levantam.

Ramos vão ao grande Scipi igual,
outros pelos de que nunca elogiou,
(Sabe bem meus olhos estão felizes
Que para um velado um d'eles olharia.)

Tu, troncos, vós ramos, sempre o céu,
fortes chuvas, rocio, não lhes ofendeis,
efeitos adversos tempo quente ou gelo.

Folhagem sua é a sombra se abre e greve
verde por tudo, de honorável zelo,
Odor e flor, frutos ainda Itália faz.

XIII

Quem vai dar penas d'águia ou da pomba
que meu baixo estilo quer tomar voo,
Do Indus ao Mouros e d'um no outro polo,
Onde estava os possíveis raios sombra?

E, quase amarga e ressonante trompa,
beleza e valor ao mundo tão só,
Que belo rosto, que suspiro e colo,
Descreve-la, que desta obra não perde?

Mas, então, seja movida, e eu descanso,
eu não consigo se for caso disso,
é que a desta Obra estilo é igual.

O ouvir sol destas felizes arenas,
Este d’Adriático feliz e mar claro,
deste Porto de meu amado e meu pênis.

XIV

Que maravilha foi, no primeiro assalto,
jovem só aperto à porta de acordo,
Amor e, então, com suas barbas e Arco,
E ferindo para média ou baixa, ou alta.

Então senhor que rime ornato dela,
medida possível, meu dizer sombrio,
dois olhos, fato, mui vezes adie encargo,
que no sol e com uma cor de esmalte?

Se dum lado também ardil, que vós,
forma nenhuma racha da defesa,
que virtude é clara e convidável. 

Para tantos inimigos resta presa,
Também não me deu par a minha graça,
me ganharam, não arcam outro tipo de coisa.

XV

Tu estás buscando-me ornar louro às crinas,
via de estilo, do belo monte apoiado,
com quanta fé nunca solda pedante,
Almas sábias, douto e peregrino.

Naquele mar que não vai fundo ao fim,
Boas velas antes de mim explicaram,
E das honras e graças a um cantar,
Se do meu senhor é raro e divino.

Porque este assunto é sublime e único,
Com certeza outra feliz ingenuidade,
Pode por si mesmo se alçar ao voo.

Eu, por mim, para mostrar nem com base,
Como amo um, como fosse no pescoço,
Mas louvor não que me leva ao sinal.

XVI

É como tente lhe imporá novo amado,
meu amor, e as alegrias não utilizadas,
juntam fazer ver em  angélica graça,
Sempre novos milagres e os efeitos.

Por isso, amaria ter nomes e disse,
Palavras tantas obras apreciadas,
sentiram de mim escrito e cantado,
contar uns mil altos intelectuais.
E escutar do outro, de que será com
quanta inveja eles assim erram alteram
De amoroso do meu mais feliz dano;

E também ver a minha glória certa,
quanto os lindos olhos luz e força têm
ser benditos d´outros embora Pêra.  

XIX

Como aquela busca no céu às estrelas,
sempre algum novo nem pode ser visto,
não é mais vista prima, entre mui sobe,
clara confissão do mundo, ao menos chamas.

Mirando fixo altos dotes, bela vossa,
Senhor, alguns avisos às vistas minhas,
que nova, da matéria se apresenta,
onze que vós escreveis  e vós dizeis.

Mas, não é, como podem olhos céus todos, 
porque o olhar vigia, quero dizer,
língua mortal e discreta humanos véus.

Não posso dizer bem o seu alvo, mas
maioria deles segundo oco e cela,
porque língua é uma obra não parece. 

Gaspara Stampa - TRAD. ERIC PONTY

ERIC PONTY - POETA-TRADUTOR-LIBRETISTA

Emily Dickinson - TRAD ERIC PONTY

Emily Dickinson nasceu 10 de dezembro de 1830 viveu principalmente introvertida e solitária vida com a sua família próspera em Amherst, Massachusetts. Depois ela estudou na Academia de Amherst aos sete anos, ela passou um tempo curto em Seminário Feminino Mount Holyoke, antes de voltar para a casa de sua família, conhecido como proprietária. Pensada como uma excêntrica pelos moradores, ela se tornou conhecida por seu profundo agrado vestuário branco e a sua relutância em saudar os hóspedes. Nos últimos anos, ela foi muitas vezes disposta a sair de seu quarto; portanto, muitas de suas amizades foram conduzidas por correspondência.

Em torno de Emily, construiu-se o mito acerca de sua personalidade solitária. Tanto que a denominavam de a “Grande Reclusa”. É importante que se diga, que este comportamento de Emily se coadunava com o modelo de conduta feminina que era apregoado no Massachusetts de Oitocentos. Emily, em raros momentos, deixou sua vida reclusa, tanto que em toda sua vida, apenas fez viagens para a Filadélfia para tratar de problemas de visão, uma para Washington e Boston. Foi numa destas viagens que Emily conheceu dois homens que teriam marcada influência em sua vida e inspiração poética: Charles Wadsworth e Thomas Wentworth Higginson.

Emily conheceu Charles Wadsworth, um clérigo de 41 anos, em sua viagem à Filadélfia. Alguns críticos creditam a Wadsworth, como sendo o alvo de grande parte dos poemas de amor escritos por Emily.

Apesar da saída do prolífico, Dickinson apenas uns pequenos números dos seus poemas foram publicados durante sua vida. Eles eram normalmente significativamente alterados pelos editores para aplicar regras convencionais do tempo poética.

Emily Dickinson, em toda sua vida, não publicou mais do que dez poemas, algumas vezes anonimamente, e teve sua numerosa obra reconhecida só após a morte. Sua vida discreta e misteriosa desafia até hoje os estudiosos de sua obra. Sua poesia possui uma liberdade sintática única, muito próxima do uso oral da língua, é densa e paradoxal como sua vida. Em sua enigmática literatura, criou um idioma poético próprio, desprezando as fórmulas ou a regularidade convencional.

Depois da sua morte, Dickinson a irmã mais nova de Lavinia descobriu uma coleção de quase cem poemas de dezoito. Reconhecendo o seu valor, Lavinia se tornou obcecada com os ver publicada. Ela se vira primeiro para a mulher de seu irmão então a Mabel Loomis Todd, seu irmão amante, para assistência. Uma contenda desatada, com os manuscritos dividido entre o Todd e casa de Dickinson, atrasando a publicação completa de Dickinson a poesia por mais de meio século.

I

Sucesso é descrito como valioso,
Por aqueles nunca tem sucesso.
Para compreender um néctar
Requer dolorida necessidade.
Não um de todos o roxo anfitrião
Quem tomou a bandeira hoje
Pode dizer uma definição
Tão clara desta Vitória.

Como ele derrotou-morrer-
Em cujo interdito ouvido
A distante estirpe de triunfo
Salvas angustiadas são claras.

II

A nossa quota noturna a suportar,
A nossa quota de manhã,
Nossa branca sorte total a preencher
Nossos em branco na zombaria.

Aqui uma estrela, e há uma estrela,
Alguns perdem a sua forma.
Aqui uma névoa, e há uma névoa,
Depois-dia!

III

Alma queres tu sorteies novamente?
Por apenas um tal risco
Centenas perderam, efetivamente,
Mas dezenas ganharam uns todos.

Anjos ofegante escrutínio
Se prolonga a gravar de ti;
Peste ansiosa reunião eleitoral
O brinde para a minha alma.

IV

'T é tanta alegria! 'T é tanta alegria!
Se eu falhar, o que pobreza!
E ainda tão pobres como a mim
Tem aventurados todos a se lançarem
Tem lucrado! Sim! Hesitado tão
Este lado a vitória!

A vida é, mas a vida e a morte, mas a morte!
Sorte plena é, mas sorte plena e fôlego, mas fôlego!
E se eu falhar,
Pelo menos para saber o pior é delicada
Derrota não significa nada, mas a derrota,
Não desolação possa prevalecer!

E se eu ganhar, -oh, arma no mar,
Oh, sinos que nos campanários,
A primeira repetição é lenta!
Para o céu é uma coisa diferente
Há conjecturas, e acordei tão súbita em
Talvez possa oprimir-me também.

V

Contentes! A grande tempestade é mais!
Quatro têm recuperado a terra;
Quarenta desceram juntos
Em ebulição a areia.

Anel, para a escassez de salvação!
Pedágio encantador para almas
Vizinho e amigo e esposo,
Girando sobre os cardumes!

Como eles irão dizer o naufrágio
Quando o inverno abala a porta,
Até as crianças pedirem, "Mas a quarenta?
Eles fizeram voltar não mais?"

Depois de um silêncio permeia a história,
E uma suavidade eficaz do olhar
E as crianças mais nenhuma pergunta,
E apenas as ondas como resposta.

VI

Se eu pode parar um coração apaixonado
Não quero viver em vão;
Se eu pode facilitar uma vida a dolorida,
Ou arrefecer uma dor,
Ou ajudar um desmaio pisco-de-peito-ruivo
Até o seu ninho novamente,
Não quero viver em vão.

VII

Dentro do meu alcance!
Eu poderia ter tocado!
Eu poderia ter alterado desta forma!
Suave passeio pela aldeia
Passeio com suave distância
Portanto insuspeitas violetas
Dentro dos campos mexericos
Esforço demasiado tarde para os dedos
Que passou, há uma hora.

VIII

Um ferido veado saltos mais altos,
Eu estou ouviu o caçador dizer;
'T é, mas o êxtase da morte,
E então a fratura ainda está.

A ferida rocha que brota,
O aço espezinhados que as primaveras
Uma face está sempre corada
Apenas onde frenética das picadas!

Gozo é o correio da angústia,
Em que o braço do cuidado,
Porventura alguém espiona o sangue
E "Você pode machucar" ao exclamar!

IX

O CORAÇÃO pede prazer primeiro,
E então, desculpa da dor
E então, aqueles pouco ungidos
Que mortifica o sofrimento;

E então, para ir dormir;
E então se ela deve ser 
A vontade do seu Inquisidor,
A liberdade de morrer.


X

Um precioso, abandonado prazer está
Para atender a um livro antigo
Em apenas o vestido seu século usava;
Um privilégio, penso.

Seu venerando lado a tomar,
E o aquecimento na nossa própria,
Uma passagem de volta ou duas para fazer
Para vezes quando ele era jovem.

Seus pitorescos pareceres para inspecionar,
Seu conhecimento para desdobrar
No que diz respeito à nossa mente mútua,
A literatura de idade;

O que os estudiosos interessados mais,
O que competições levar
Quando Platão foi uma certeza,
E Sófocles um homem;

Quando Safo, uma menina de vida,
E Beatriz usava
A bata que Dante idolatrada.
Fatos, séculos antes,

Ele atravessa familiarizado,
Como um deve vir para a cidade
E dizer que todos os seus sonhos eram verdadeiros:
Ele viveu onde os sonhos nasceram.

A sua presença é encantamento
Você não lhe pede para ir;
Velhos volumes mexem pergaminhos das pontas
E paladares, só isso.

XXXVII

Para cada extasiado instante
Temos uma angústia pagar
Em desejosa e na tremura da razão
Para o êxtase.
Para cada hora amada
Afiada esmola dos anos
Amargurada contestada dos centavos sem valia
E cofres amontoados de lágrimas.

XXXVIII

Através da passagem proba do sofrimento
Os mártires mesmo percorreram
Os seus pés sobre a perdição,
Os seus rostos a Deus.

Uma imponente confissão da companhia
Convulsão estresir ronda,
Inofensivo como listras de meteoro
Mediante uma planta, provável

Sua fé o eterno lugar onde;
A sua expectativa de feira;
A agulha para o norte grau
Caminhamos pela lama assim, através de ar polar.

XL

O PENSAMENTO sob forma ligeira uma camada
É mais claramente vista, -
Como cordões mal revelados sob aumento súbito
Ou névoas de Apeninos.

XLI

A própria alma à
É uma amiga imperial, -
Ou o mais angustiante espia
Um inimigo poderia enviar.

Protegido contra a sua própria,
Nenhuma traição pode com o medo;
Si o seu soberano, de si
A alma deve ficar em êxtase.

XXXIX
Eu quis ter mais modestas necessidades
Como o teor e o céu;
Dentro de meus proveitos estes poderiam mentir,
E a vida e eu manter mesmo.

Mas desde o último incluído tanto,
Bastaria a minha oração
Mas apenas para um estipular,
E a graça de conceder o par.

E assim, mediante este aconselhado rezei, -
Grande Espírito dai-me
Um céu não tão grande como o vosso,
Mas é grande o suficiente para mim.

Um sorriso espalhasse-se sobre a face de Jeová
Os querubins partiram-se;
Sérios santos roubaram o olhar para mim,
E mostraram as suas covinhas, demasiado.

Eu deixei o local com todas as minhas forças, -
A minha oração longe eu atirei
tranquilas idades pegaram nelas,
e o julgamento cintilante demais

Que um tão honesto ser antigo
Como tomar a fábula por verdadeira
Que "Tudo o que você deve perguntar
Ele próprio ser dado a você."

Mas eu, crescida e astuta, perspectivar os céus
Com um ar de suspeita, -
Como crianças, se enganado pelo primeiro,
Todos os vigaristas, induzir.

II

Adiado até que ela tinha deixado de saber
Adiada até que na sua túnica de neve
E seu amoroso seio aos leigos
Uma hora atrás da vaidade fugitiva,
Mais tarde por apenas uma hora do que a morte, -
Oh, atrasada de ontem!

Ela poderia ter imaginado que seria;
Poderia, mas uma propagadora do contentes
Escalaram o distante outeiro
Não tinha o beijado num ritmo tão brando, -
Quem sabe, mas esta renúncia face
Foram ainda invictas?

Oh, se existem à partida ser
Qualquer esqueceu pela vitória
Na sua ronda imperial,
Mostrar a eles estão adocicando e adornado a coisa,
Que não poderia parar de ser um rei,
Duvidoso se ser coroado!

III

Partiu para o juízo,
numa poderosa tarde;
Grandes nuvens como anunciando inclinação
Criação olhando.

A carne entregue, cancelada
A angélica iniciada;
Dois mundos, como audiências, dispersarem
E deixar a alma sozinha.


IV

Seguros nas suas câmaras de alabastro,
Intocado pela manhã e intocada pelo meio-dia,
sono o dóceis membros da ressurreição,
barrote de acetinado, e telhado de pedra.

Luz risos da Brisa no seu castelo de sol;
Murmúrio das abelhas numa imperturbável orelha
O pico de aves em doce cadência ignorantes, -
Ah, que sagacidade pereceram aqui!

Magnifica ir a anos na lua crescente no alto deles,
Mundos de goteiras seus arcos dos céus seguidos
Diademas pingos e raposas vencer-se
Ora como pontos em um disco de neve.

V

Sobre esta longa tempestade o arco-íris rosa,
Sobre esta tarde ao romper o sol;
As nuvens, gostariam de viver como elefantes,
Horizontes dissipar-se abaixo.

As aves nos seus ninhos rosas sorridentes,
As galés de fato foram feitas;
Infelizmente! Como foram os olhos desconhecidos
Sobre quem o verão brilhou!

Tranquila leviandade da morte
No amanhecer pode mover-se
O brando arcanjo sílabas
Deverá despertar a sua.

Emily Dickinson - TRAD ERIC PONTY

ERIC PONTY-POETA-TRADUTOR-LIBRETISTA

quarta-feira, abril 05, 2023

Garcilaso de La Vega - TRAD.ERIC PONTY

 Seu pai ocupava importante cargo na corte dos Reis Católicos. Esteve a serviço de Carlos V, como cortesão e militar, tendo tomado parte em várias guerras imperiais. Em sua vida fundiu os ideais do bom cortesão: armas e letras, a espada e a pena, o saber e o combate.

Garcilaso reúne diversas correntes: a poesia lírica tradicional de Teócrito, Virgílio, Horácio e Petrarca, a cultura humanística e a estética platonizante. Compôs sonetos, elegias, canções, epístolas.

É considerado o mais insigne, o príncipe dos poetas castelhanos. O tema central de seu lirismo é o amor, que ele exprime sob uma forma dolorida e dentro da mais aguda solidão.

Sua grande mestria técnica sente-se na suavidade dos versos, na harmonia e combinação das estrofes e na seleção de imagens e conceitos. O tom, a qualidade e medida de sua linguagem poética dão fisionomia especial à sua poesia, na qual não existem os exageros apaixonados, mas ao contrário, a ponderação, a pureza, a claridade, o decoro, a sobriedade. Coube ainda a Garcilaso introduzir, em língua espanhola, as formas poéticas italianas.

Sua morte vem cercada de uma série de circunstâncias trágicas: após acompanhar o imperador D. Pedro de Toledo numa expedição a Túnis, em 1535, tomou parte na invasão da Provença, sendo mortalmente ferido quando atacava um forte em Muy, próximo a Fréjus.

Seus poemas incluem três pastorais, 37 sonetos, cinco canções, duas elegias e uma epístola em versos brancos. Nesta antologia se incluem 16 sonetos.

Soneto I

Quando me paro comtemplar meu espaço,
E ao ver os passos pôr do que hão traído,
Falo, segundo pôr donde andar perdido,
Que o maior mal pudera haver chegado.

Mas quando do caminho isto olvidado,
A tanto mal que não sei por hei chegado,
Sei que me acabo e mais eu sentido,
Ver acabar comigo do meu cuidado.

Eu acabarei, que me entreguei sem arte,
A quem saberá perdesse e acabar-se,
Se quiser e há um saberá quere-lo.

Que, pois, minha vontade pode matar-me,
A sua, que não és tanto de minha parte,
Podendo, que fará, porém faze-lo.

Soneto II

Enfim as vossas mãos hei chegado,
Do sei que hei de morrer tão apertado
Que um aliviar com queixas meu cuidado
Como remédio me és já defendido.

Minha vida não sei em que há sustentado,
Si não és em haver sido eu guardado,
Para que só que em mim fosse provado
Quando corta uma espada em um rendido.

Minhas lágrimas hão sido derramadas,
Donde houve secura e da sua aspereza,
Deram meu fruto delas, e minha sorte.

Bastem as que por vós tenho choradas,
Não vingueis mais com minha fraqueza,
Ela os vingará, senhora, com minha morte.
Soneto III

Mar em meio as terras hei desejado,
De quando bem, cuidado eu que tinha,
E indo me aleijando de cada dia
Gentes, costumes, línguas do passado.

Já de desandar estou desconfiado,
Penso remédios em minha fantasia,
E que mais certo espero é aquele dia,
Que acabará a vida e deste cuidado.

De qualquer mal poderá socorrer-me,
Com veros eu, senhora, que o esperá-lo-ei  
Se esperá-lo pudera sem percebê-lo.

Mas de não veros já para valer-me,
Se não é morrer nenhum remédio falo,
Si, isto é, tampouco poderei fazê-lo.

Soneto IV

Um instante se levanta de esperança,
Mas cansado de haver-se levantado,
Torna a cair, mas deixa ao mal meu agrado,
Livre do lugar desta desconfiança.

Quem sofrerá tão áspera mudança,
Do Bem do Mal? Ô coração cansado,
Esforça em sua miséria de teu estado,
Que traz fortuna, só em haver bonança!

Eu mesmo empreenderei força dos braços,
Romper um monte que outro não rompera,
De mim inconveniente muito espesso.

Morte prisão não podem, nem embaraços,
Pagar-me de ir ao vero como queira,
Nu espírito o homem de carne e osso. 
Soneto V

Escrito está e minha alma vosso gesto,
E quando eu escrever de vosso desejo,
Vós só o escreveis; que eu não o leio 
Tão só que um de vós me guarda nisto.

Em nisto estou e estarei sempre posto,
Que ao que não cabe em meu quanto em vós vejo,
De tanto bem o que não entendo creio,
Tomando já essa fé por pressuposto.

Eu não nasci senão para quere-los,
Minha alma os há cortado a sua medida,
Por hábito, da alma mesma os quero.

Quando tenho confesso que eu devo
Por vós nasci, por vós tenho à vida,
Por vós hei de morrer, e por vós morro.

Soneto VI

Por ásperos caminhos hei chegado,
A parte que do medo não me movo,
E si mudar-me a dar um passo prova,
Ali pelos cabelos sou tornado.

Mas tal estou que com a morte ao lado,
Busco meu viver conselho novo,
E conosco o melhor e o pior aprovo,
O por costume mal o por mim dado.

Por outra parte, o breve tempo meu,
E o errado processo de meus anos,
Em seu primo princípio e seu meio.

Minha inclinação com quem já não porfio,
A certa da morte no fim de meus danos,
Me fazem descuidar de meu remédio.
Soneto VII

Não perda mais quem há tanto perdido,
Bastante amor o que há por mim pesado
Vaga-me ora jamais haver provado
A defender-me de o que há querido.

Teu templo e suas paredes hei vestido,
De minhas molhadas roupas e adornado
Como acontece há quem há já escapado,
Livre desta tormenta em que ei visto.

Eu havia jurado nunca mais meter-me,
Ao poder meu e ao meu consentimento
Em outro tal perigo como vão.

Mas do que vem não poderei valer-me,
E nisto no vou contra o juramento,
Que nem é como outros nem minha mão.

Soneto VIII

Daquela vista pura e tão excelente,
Saem espíritos vivos incendiados,
E sendo meus olhos tão recebidos,
Que passam até onde o mal sente.

Entra-se no caminho facilmente,
Pelos meus, de tal calor tão movidos,
Saem fora de mim como perdidos,
Chamados daquele bem que está presente.

Ausente na memória eu o imagino,
Meus espíritos pensando que há viam
Se movem e se incendem sem medida.

Mas não falando fácil ao caminho,
Que os seus entrando derretiam
Reinventam por sair do não há saída.
Soneto IX

Senhora minha, si eu de vós ausente,
Nesta vida dura em que não me morro,
Parece-me que ofendo ao que os quero
E ao bem de que gozava em ser presente.

Traz este logo sento outro acidente,
Que és ver que si de vida desespero,
Eu perco quando bem de vós espero,
Assim ando no que sinto diferente.

Em esta diferença de meus sentidos,
Estão em vossa ausência em porfia,
Não sei já que falar-me em mal tamanho.

Nunca entre sem vê-los senão contrária,
De tal arte lutam noite e o dia
Que só se concertam neste meu dano.

Soneto X

Oh doces prendas por mim mal faladas,
Doces e alegres quando Deus queria,
Juntas estais em memória minha
E com ela em minha morte conjuradas!

Quem me dissera quando as passadas,
Horas que tanto bem por vós me via
Que me haveis de ser de algum dia,
Com tão grande dor representadas?

Pois em uma hora junto me levantais,
Tudo bem que por términos me dizes,
Leva-me junto ao mal que me desejais.

Si não suspeitarei de que me pões,
Em tanto bens porque desejais,
Ver-me morrer entre memórias tristes.
Soneto XI

Formosas ninfas, que ao rio metidas,
Contentas hábeis de suas moradas,
De reluzentes pedras fabricadas,
E em colunas de vidro suspendidas.

Agora estais lavrando embebecidas,
Tecendo de suas telas delicadas,
Agora umas com outras apartadas,
Contando-nos os amores e vidas.

Deixas um momento ao labor alçando,
Vossas rubras cabeças ao mirar-me,
E não desteteis muito segundo ando

Que não podeis de lástima escutar-me,
O convertido em água aqui chorando
Podeis até despacho consolar-me.

Soneto XII

Si para refrear este desejo,
Louco impossível vão temeroso,
e guarecer de um mal tão perigoso,
que és dar-me entender eu que não creio.

Não me aproveita verme qual me vejo,
O muito aventurado o muito medroso,
Em tanta confusão que nunca ouço,
Fiar ao mal de mim que lhe possuo.

Que me há de aproveitar ver a pintura,
Daquele que com as asas derretidas,
Caindo fama e nome ao mar há dado.

E a de que seu fogo e sua loucura,
Chora entre aquelas plantas conhecidas
Apenas em que n´água há resfriado.
Soneto XIII

A Dafne já aos braços lhe crescia,
Em longos ramos volto se mostravam
Em verdes folhas vi que se tornavam
Os cabelos que ouro escureciam.

De áspera casca eles que se cobriam,
Os ternos membros que um bulindo estavam,
Os brancos pés na terra se fincavam
E em torcidas das raízes se volviam.

Aquele que foi a causa de tal dano,
A força de chorar crescer havia,
Este cedro com lágrimas regava.

Oh miserável estado, oh mal tamanho,
Que com chorá-la cresça cada dia,
A causa e a razão por que chorava.

Soneto XIV

Como uma terna mãe, que é dolente,
Filho que está com lágrimas pedindo,
Alguma coisa qual está comendo
Sabe que há dobrar-se ao mal sente.

E aquele piedoso amor não lhe consente,
Que se considere ao dano que havendo
O que pedem houve vá já correndo
E aplaca o plano e dobra o acidente.

Assim mim enfermo e louco pensamento,
Que em seu dano os me pede eu queria,
Pagar-te este mortal suscentamento.

Mas pede-me e chora cada dia,
Tanto que quanto querer consentimento
Olvidando sua morte há uma minha.
Soneto XV

Se queixas e lamentos podem tanto,
Que se enfrentaram o curso dos rios,
Em diversos montes e já tão sombrios,
As árvores moveram com seu canto.

Se converteram escutar seu canto,
Os feros tigres e penhascos frios,
Se enfim com menos casos que dos meus
Baixaram aos reinos deste espanto.

Por quê dirá minha trabalhosa,
Vida em miséria e lágrimas passadas,
Um coração comigo endurecido?

Com mais pena devia ser escutada,
A voz do que se chora por perdido
Que há perdeu e chorando outra coisa.

Soneto XVI

Pensando que caminho ia direito,
Vim a parar em tanta desventura,
Que imaginar não posso há com loucura
Algo de que este instante satisfeito.

Ao largo campo me parece estreito,
A noite clara para mim é escura,
A doce companhia amarga e dura
E duro campo de batalha ao leito.

Do sonho se há alguma aquela parte,
Só que és ser imagem desta morte
Se avém com esta alma fatigada.

Enfim que, como queria estou de arte,
Que julgo já por hora menos forte
Ao que nela me vi, a que é pesada.

Garcilaso de La Vega - TRAD.ERIC PONTY


POETA-TRADUTOR-LIBRETISTA