Deixo contigo meu sangue
meus livros e minhas horas.
E a dor cansada na insônia
contra o lençol das demoras.
Inventário do Desamor – Jaime Vaz Brasil
meus livros e minhas horas.
E a dor cansada na insônia
contra o lençol das demoras.
Inventário do Desamor – Jaime Vaz Brasil
A insônia
adensa-se no sono
do sonho.
Passam imagens soturnas
e outros entardeceres
pelo fundo azul da tarde
entre crepúsculos.
E há um cheiro nos lençóis
da luta noctviga da vigília
onde o rosto de fêmea arde
no contorno de teus cabelos
negros como os pesadelos.
A insônia
adensa-se no sono
e no sono adensa-se
a insônia
do sonho.
adensa-se no sono
do sonho.
Passam imagens soturnas
e outros entardeceres
pelo fundo azul da tarde
entre crepúsculos.
E há um cheiro nos lençóis
da luta noctviga da vigília
onde o rosto de fêmea arde
no contorno de teus cabelos
negros como os pesadelos.
A insônia
adensa-se no sono
e no sono adensa-se
a insônia
do sonho.
II
Na areia escrevi teu nome
Letra por letra, em desenho.
(Teu nome põe sol na casa
do poema que não tenho).
Na areia escrevi teu nome – Jaime Vaz Brasil
Letra por letra, em desenho.
(Teu nome põe sol na casa
do poema que não tenho).
Na areia escrevi teu nome – Jaime Vaz Brasil
O poeta se defende
da manhã.
A noite agonia em sussurros.
Dentro desta há um sonho
com um nome escrito de raios
de lua
escrito nos fios dos teus cabelos.
Seis pardais insubmissos acordam
esta branca face do cotidiano.
Os transeuntes seguem normais
ignorando esta noite de heresia
e desencanto.
III
Amor que talvez nos viva
Em grão de espuma, contrito
e esconda o rosto por dentro
do verso ainda não escrito.
Amor Intestino – III – Jaime Vaz Brasil
Em grão de espuma, contrito
e esconda o rosto por dentro
do verso ainda não escrito.
Amor Intestino – III – Jaime Vaz Brasil
A morena anda pela vida
passa de brancas sandálias.
Tem cabelos negros da noite
e as faces alvas da lua.
Homens e transeuntes hereges
fechai estas pupilas quando esta
transita por vossa enfadonha alma.
Seus olhos são mais penetrantes
que o fogo que queima e faz arder
a chama que conclama as cinzas.
Homens e transeuntes hereges
fechai estas pupilas quando esta
transita por vossa enfadonha alma.
Se as ruas de cotidiana cena ferida
sangra como amargurada margarida
quer se despelada do bem me quer
procurando em vão o destino dado.
Homens e transeuntes hereges
fechai estas pupilas quando esta
transita por vossa enfadonha alma.
passa de brancas sandálias.
Tem cabelos negros da noite
e as faces alvas da lua.
Homens e transeuntes hereges
fechai estas pupilas quando esta
transita por vossa enfadonha alma.
Seus olhos são mais penetrantes
que o fogo que queima e faz arder
a chama que conclama as cinzas.
Homens e transeuntes hereges
fechai estas pupilas quando esta
transita por vossa enfadonha alma.
Se as ruas de cotidiana cena ferida
sangra como amargurada margarida
quer se despelada do bem me quer
procurando em vão o destino dado.
Homens e transeuntes hereges
fechai estas pupilas quando esta
transita por vossa enfadonha alma.
IV
Morena você é meu sonho amado,
Sua possessão é meu delírio douro,
E sua obsessão meu sonho desejado,
Morena é minha droga proibida.
Quero então oferecer nos seus braços,
Respirar dentro em sua respiração,
Sonhar todos seus sonhos morenos,
Então beber sulco dos seus lábios.
E sua obsessão meu sonho desejado,
Não há janelas ocultem vulto alado,
Se veste alva, azul ou verdeado aclamado.
Morena é minha droga proibida,
Do qual ó morena não me encontro saída,
Morena porquê demora nesta hora.
Morena você é meu sonho amado,
Sua possessão é meu delírio douro,
E sua obsessão meu sonho desejado,
Morena é minha droga proibida.
Quero então oferecer nos seus braços,
Respirar dentro em sua respiração,
Sonhar todos seus sonhos morenos,
Então beber sulco dos seus lábios.
E sua obsessão meu sonho desejado,
Não há janelas ocultem vulto alado,
Se veste alva, azul ou verdeado aclamado.
Morena é minha droga proibida,
Do qual ó morena não me encontro saída,
Morena porquê demora nesta hora.
ERIC PONTY
POETA - TRADUTOR - LIBRETISTA
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