Uma chuva amarga fúcsia escorre em meu rosto
soprado vento de suspiros angustiados
se olhos se voltarem pra olhar tão-só pra ti,
por quem estou separado da humanidade.
Não há equívoco teu sorriso doce e aliviado
acalma o ardor de todos os meus desejos
me resgatando deste martírio ardente
enquanto mantenho meu olhar fixo em ti;
Mas então meu ânimo de repente esfria
quando vejo, ao partir, ditas predestinadas
desviando teu movimento gentil da minha vista.
Liberada, enfim, por duas chaves amorosas,
E alma abandona o peito para seguir ti,
Perdida em pensamentos, ela se afastou.
Eric Ponty
ERIC PONTY POETA-TRADUTOR-LIBRETTISTA
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