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É o momento em que o planeta que marca as horas
retornar mais uma vez para fazer morada em Touro,
cujos chifres flamejantes cá derramam poder
E decoram o mundo com cores recém-criadas.
Não apenas o que se estende diante de nós,
Das margens e colinas, ele adorna com flores,
mas coisas ocultas nunca veem o alvorecer
E, ele torna férteis com umidade terrena;
Para que nos deem frutos e coisas iguais;
Assim, ela, que é sol entre todas as mulheres,
movendo os raios dos belos olhos, em mim.
Dá origem a pensamentos, atos e palavras de amor —
não importa, porém, num os controles ou transforme,
Sendo que primavera para mim nunca chegará.
10
Coluna gloriosa sobre a qual repousar,
nossa esperança e grande renome do Lácio,
que nem mesmo a ira de Júpiter com chuva forte
Ainda se desviou da passagem verdadeira:
Não há então palácios, teatros, galerias aqui;
em vez disso, abeto, faia, pinheiro se erguem —
entre a grama verde e a encosta da montanha próxima,
onde nós, na poesia, descemos e subimos —
Para abranger nossos intelectos da terra ao céu;
há um rouxinol que, nas sombras,
lamentar docemente e chora durante toda a noite,
E abarba cada peito com pensamentos de amor.
Por bondade, só tu interrompeste a perfeição,
mantendo-se longe de nós aqui, meu senhor.
F. Petrarca - Trad. Eric Ponty
ERIC PONTY POETA-TRADUTOR-LIBRETTISTA

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