Senhora, não a vi afastar-se na relva sombria,
Na sombra escura ou sob céus serenos
O véu que abriga teu rosto gracioso
Desde percebeu pela primeira vez a paixão intensa.
Que afasta tudo o mais do meu coração.
Enquanto eu arrumava manter adágios valiosos ocultos —
Esses sonhos matam todos os meus sentidos ardentes —
Vi compaixão revelada em teu rosto,
Mas depois que o Amor traiu o teu desejo,
Jogando um véu sobre teus cabelos dourados,
E teu olhar gentil se retirou para dentro de si mesmo.
O que mais eu aprecio agora não vejo mais —
Tão perto que aquele véu pesado me restringe,
A mim escurecer a doce luz de teus belos olhos.
Na sombra escura ou sob céus serenos
O véu que abriga teu rosto gracioso
Desde percebeu pela primeira vez a paixão intensa.
Que afasta tudo o mais do meu coração.
Enquanto eu arrumava manter adágios valiosos ocultos —
Esses sonhos matam todos os meus sentidos ardentes —
Vi compaixão revelada em teu rosto,
Mas depois que o Amor traiu o teu desejo,
Jogando um véu sobre teus cabelos dourados,
E teu olhar gentil se retirou para dentro de si mesmo.
O que mais eu aprecio agora não vejo mais —
Tão perto que aquele véu pesado me restringe,
A mim escurecer a doce luz de teus belos olhos.
II
Duas rosas frescas que cresceram no Paraíso
No dia em que maio nasceu em todo em teu orgulho,
Como um belo presente, um amante, velho e sábio,
Entre dois que ainda eram jovens, se dividiu;
E juntou palavras tão doces e sorrisos tão alegres
Que até mesmo peito selvagem se voltaria para o amor,
E brilharia e cintilaria com um raio amoroso;
E assim, com tons variados, teus rostos se inflamavam.
“Nunca o sol viu tal par de amantes”,
Rindo (mas não sem um suspiro), ele disse,
E então, abraçando cada um, se afastou.
Assim, espargiu flores e palavras; até que em mim,
Alegria trêmula se espalhou ao redor do meu peito.
Ó abençoado dom da fala! Ó dia, tão alegre!
FRANCESCO PETRARCA - ERIC PONTY
ERIC PONTY POETA-TRADUTOR-LIBRETTISTA
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