Segue dos traços do Pastor enquanto é fia...
Soube do então bruno vale para o horizonte,
Que a coroa de sempre das fúcsias te afronte
Na vitória da então crença que lhe porfia.
Não te detenhas na sombra escabrosa via
E que a taça amarga de fel não te amedronte
Louvar deste madeiro que te dobrou a fronte
Para que essa estrada cruel, de áspera e fria.
Enquanto há sol, que avança então na subida,
De alma desfalecente e consumida agonia,
Então bendizendo o martírio que te eleva!
Seja por essa Luz tua excelsa recompensa,
Porque a noite da morte agonia é triste e densa
Para aqueles que dormem sombras sob da treva.
II
Minh’ alma é triste até para à morte,
Tu que então trevas me sepultaste?
Minh’ alma triste qual a dor aterra
Beija então teus passos. Cordeiro aferra!
Que noite negra, tão cheia destas sombras.
Não foi a noite que aqui então passaste?
Estrelas tão lindas neste céu brilharam.
Voltou-me o teu riso, já quase do horto.
Não tenhas medo então do sofrimento.
E sendo ele é a escada do Paraíso...
Contemplar os astros do firmamento,
Olha para estrelas... No céu então escuro
Parecem ser risos amortalhados...
Assim, nestas trevas do mundo impuro!
III
Partiu-se do fio branco e tão delicado,
São dos sonhos de Minh ‘alma que desditosa...
E das contas do rosário assim tão quebrado,
Que caíram como folhas de que umas rosas.
Tu debalde eu as procuro tão lacrimosas,
Que são estas doces relíquias do Passado,
Para que guardá-las nesta urna perfumosa,
Deste meu seio nesse cofre imaculado.
Aí! se eu ao menos por uma, só lhe pudesse,
Que d’estas contas se achar que me fizesse,
Lhe Lembrar um mundo de alegrias tão doidas...
Feliz tão séria..., Mas Minh ‘alma lhe atenta,
De que em vão procura uma continha benta:
Quando então partiste m’as levaste com todas!
ERIC PONTY
ERIC PONTY POETA-TRADUTOR-LIBRETTISTA
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