P/A N T O N I O C A R L O S S E C C H IN
Invés tal, ri, num rio de tormenta,
Como um artesão, que desengonçado,
Nervoso, ri, obra rio absurdo, inflado
De uma ironia e de uma flor tão benta.
Da paisagem atroz, sanguinolenta,
Pulsa os cinzeis, e convulsionado
Obra estátua de sal salta, varado
Pelo existir dessa agonia agenda...
Pedem-te obras artesão não se despreza!
Vamos! Retesa as estátuas, retesa
Nessas macabros azuis do céu d’aço...
E embora saias sobre o sal, fremente,
Afogado em teu sangue estátua a fronte,
Diz, existir movimento que traço.
Eric Ponty
ERIC PONTY POETA-TRADUTOR-LIBRETTISTA
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