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sexta-feira, janeiro 09, 2026

O poeta pede a seu amor que lhe escreva - Federico García Lorca - TRADUÇÃO ERIC PONTY

Amor minhas entranhas, viva morte,
Em vão espero por tua palavra escrita
E penso, com a nata que se murcha,
Que se vivo sem mim quero perder-te.

O ar é imortal, e a pedra é inerte
Nem conhece a sombra nem por si evita.
Coração interior não necessita
O mel gelado que à lua verte.

Mas eu te sofro, rasgo minhas veias,
E Tigre e pomba, sobre tua cintura
Em duelo de mordiscar e açucenas.

Cheia, pois, de palavras minha loucura
Deixa ser em minha serena noite
Da alma que é para sempre tão escura.

 Federico García Lorca - TRADUÇÃO ERIC PONTY

    ERIC PONTY POETA-TRADUTOR-LIBRETTISTA

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