O presente trabalho de seleção e tradução de poetas de línguas e nacionalidades diversas, levado a cabo pelo poeta e tradutor Eric Ponty, amplia o horizonte da poesia brasileira e da poesia de língua portuguesa em diversos sentidos. Em primeiro lugar, embora alguns dos poetas traduzidos sejam conhecidos do público, parte destes poemas nunca fora traduzida ao português ou encontra-se há muito fora de circulação.
É o caso de Paul Èluard, Petrarca, Shakespeare, John Keats, Ezra Pound, Soror Juana Inés de la Cruz, George Seferis e Paul Verlaine. Os poemas selecionados por Ponty se somam ao repertório de traduções destes poetas realizadas por Onestaldo de Pennafort, Péricles Eugenio da Silva Ramos, Jamil Almansur Haddad, Guilherme de Almeida, Josely Vianna Baptista, José Paulo Paes, Haroldo de Campos, Augusto de Campos e Dirceu Villa, entre outros poetas-tradutores, antigos e atuais. Desse modo, este trabalho de Ponty contribui não apenas para a formação de um cânone nacional da poesia de língua portuguesa, mas para a formação de um cânone transnacional de poesia em língua portuguesa.
Em outros casos, a seleção mesma dos poetas produz uma leitura da tradição e um diálogo crítico com as respectivas literaturas e línguas às quais esses poetas pertencem. Ao lançar luzes sobre a poesia de Juan Boscán, François de Malherbe, Luis de Góngora y Argote e Julio Herrera y Reissing, embora cada um deles seja clássico a seu modo, além de traduzi-los, Ponty ressalta o ato mesmo da seleção. Nesse aspecto, destaca-se a escolha da poeta renascentista Gaspara Stampa, cujos belos poemas lançam luzes sobre uma voz feminina italiana do século XVI.
É o caso de Paul Èluard, Petrarca, Shakespeare, John Keats, Ezra Pound, Soror Juana Inés de la Cruz, George Seferis e Paul Verlaine. Os poemas selecionados por Ponty se somam ao repertório de traduções destes poetas realizadas por Onestaldo de Pennafort, Péricles Eugenio da Silva Ramos, Jamil Almansur Haddad, Guilherme de Almeida, Josely Vianna Baptista, José Paulo Paes, Haroldo de Campos, Augusto de Campos e Dirceu Villa, entre outros poetas-tradutores, antigos e atuais. Desse modo, este trabalho de Ponty contribui não apenas para a formação de um cânone nacional da poesia de língua portuguesa, mas para a formação de um cânone transnacional de poesia em língua portuguesa.
Em outros casos, a seleção mesma dos poetas produz uma leitura da tradição e um diálogo crítico com as respectivas literaturas e línguas às quais esses poetas pertencem. Ao lançar luzes sobre a poesia de Juan Boscán, François de Malherbe, Luis de Góngora y Argote e Julio Herrera y Reissing, embora cada um deles seja clássico a seu modo, além de traduzi-los, Ponty ressalta o ato mesmo da seleção. Nesse aspecto, destaca-se a escolha da poeta renascentista Gaspara Stampa, cujos belos poemas lançam luzes sobre uma voz feminina italiana do século XVI.
RODRIGO PETRÔNIO
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