Quem as viu: da certa realeza
Que ainda permitem identidade inferior, evitam
O brilho herdado e a honra e a graça, guardando:
Receberam o arrepio da majestade e o sopro
De dor e força incompreensíveis, que os inferiores
Rejeitaram longe de si... Assim, elas adentraram na nobreza
E orgulhosas e mais gloriosas do que outras
Coronas brilhantes adornavam seus cabelos ilustres.
A mais jovem após a boda atravancada, dor.
Onde ela tocou o infeliz radiante,
Ganhou a graça dos três lírios sagrados
E jazeu em silêncio. Toda amorosa e toda afável.
Seu fadário se cumpriu na festa do dó.
Já se ouvia um grito, já a fumaça ardia os olhos.
Ofereceram-lhe auxílio, mas ela disse: deixem primeiro
os convidados irem embora! E caiu, embrulhada em chamas.
A outra era tal que chorava fúcsias regre
Outrora com graça e viço. Depois com perdão
E melancolia. Ela, em meio ao júbilo do povo, muda
O enigma, impérvio ao sentido do dia, trazia
Afinidade abriga e brilho esmaecido
De mundos recém-amanhecidos:
Até que a angústia intolerável a levou para a terra,
Para o mar, para a adaga que a apunhalou.
Mas não era a fúria avarenta e assustadora
A cautela das estrelas benevolentes? Ambas sofriam
O medo cruel do lento declínio da velhice
E foram de súbito libertadas nos últimos anos
Ainda envoltas pela vida plena.
Seu encanto as seduzia... Ou era a beleza
Dentro deles que os impedia no peito
De romper com o destino amarelado?
STEFAN GEORGE -TRAD. ERIC PONTY
ERIC PONTY POETA-TRADUTOR-LIBRETTISTA
Nenhum comentário:
Postar um comentário