Como os animais da floresta até agora,
Se chocavam ou se rasgavam visitando os dentes
Em caso de ardor repentino e quando a terra treme
Se buscam e se aglomeram uns aos outros:
Assim, em sua pátria desconexa, os rivais se uniram
Ao grito DA GUERRA... um sopro
De empatia ignota soprou
De casta em casta e um agouro confuso
Do que agora começa... Por um instante
Tomado pelo arrepio cósmico.
Eles chegaram ao colono na montanha:
Ainda estás deitado imóvel diante da admirável desgraça?
Ele disse: este frio foi o mais nobre!
O que os abala é-me familiar há muito tempo.
Há muito tempo que suei sangue de medo
Quando brincavam com o fogo... As minhas fúcsias
Já chorei antemão... Hoje já não encontro mais.
A maior parte já aconteceu e ninguém viu...
O pior ainda está por vir e ninguém vê.
Vocês se deixam oprimir pela força externa...
Esses são os sinais de fogo, não a notícia.
Não participo da disputa tais quais a sentem.
Nunca o vidente é grato... ele encontra chasco
E pedras, ele clama por desgraça - raiva e pedras
Quando tudo ruiu. Pecados amontoados
De todos, chamados de coerção e beleza, ocultos
Renúncia do ser humano à larva, clamando por penitência...
O que é para ELE o assassínio de centenas de milhares
antes do assassinato da própria vida? Ele não pode delirar
sobre a virtude doméstica e a malícia estrangeira.
Aqui está a mulher que lamenta o cidadão saciado
A barba cinzenta é mais responsável do que a facada e o tiro
Do contendor em nossos filhos e netos
Olhos vidrados e corpos destroçados.
Sua função é louvar, orar e expiar.
Ele ama e serve em sua passagem. Os mais jovens
Ele envia com bênçãos.
Eles sabem o que os move e o que os mantém.
Eles não buscam nenhum nome - não, eles buscam a si mesmos.
Ele é tomado por um profundo horror. As forças
Ele não chama de fábula. Quem compreende seu apelo:
Brandeis o bastão sobre nuvens de mortos
Querem nos preservar de conclusões precipitadas
E da pior das vergonhas sangrentas! Tribos
Que confiam são exterminadas indiscriminadamente
Se não for para o bem maior.
Não é certo comemorar: não haverá triunfo.
Apenas muitas quedas sem dignidade.
A mão do criador escapa, agindo por conta própria.
Forma informe de chumbo e lata, hastes e tubos.
Ele mesmo ri com sarcasmo quando falsos discursos heroicos
Soam como antes, como mingau e grumos.
O irmão afundou, aquele que viu na terra vergonhosa,
Revolvida, habitada como insetos...
O velho deus das batalhas não existe mais.
Mundos doentes febrilmente terminam
Na turbulência. Sagrados são apenas os sucos
Ainda sem manchas, espalhados - um rio inteiro.
Onde se mostra o homem que representa? A palavra
A única válida para o julgamento posterior?
Reis zombeteiros com coroas de palco.
Chefes, mercadores, cronistas - assobio e cota.
Também em ordem autenticada, limites: vertigem
Então, ameaça de desordem... ali surgiu, bem
Em sua bengala, incolor, da casa suburbana
Da mais pálida de nossas cidades, um olvidado
Velho sem adornos... que deparou o ditame da ocasião
E salvou o que os barulhentos dóceis
Afinal induziram à beira do abismo: o império...
Mas ele não pode salvar do inimigo pior.
Não tem visão para tal medida de sacrifícios
E força da universalidade? Eles também estão do outro lado.
Aflição imperioso do dever jaze sem brilho e sem graça
E o sacrifício não acresce em tempos abstrusos...
A caravana vale a pena, mas sem objetivo não cria nenhum símbolo
Não tem memória - O que o sábio se pergunta?
Mergulhados na conversa fiada da humanidade
E agora começa o massacre mais horrível.
Após a lisonja mais baixa: saliva
Os insultos mais ásperos! ... E o que agora se agita
Se aconchega quando se monta
Terrível diante dele, o rosto do futuro.
E o que cresce qual espírito! Tal afetuosa planta
Tem sua origem distante... Como fruto podre
Sabe o discurso da ressurreição da boda
Em tom murcho. Quem ontem era velho não volta
Agora para casa como novo e quem diz a veracidade
E se engana no final está na mais forte ilusão.
Fala loucura: agora estudamos para o achegado.
Ah, isso vai ser díspar antes! Para isso, prepare-se.
Apenas a mais apronta conversão: olhe e sinta intimamente.
Ninguém que hoje clama e pensa que lidera.
Percebe como tateia na desgraça, ninguém.
Vê um brilho pálido do alvorecer.
É muito menos admirável que tantos morram
Do que tantos ousem viver. Quem seguiu
O século, hoje só pode ver fantasmas.
Isso ajuda crianças e tolos: você quis assim
Todos e ninguém - esse é o veredicto conciso.
Isso engana malandros e tolos: desta vez, certamente
O reino da paz. Passado o prazo: terão de voltar a
Em ambos os campos, nenhum pensamento - intuição
O que está em jogo... Aqui: apreensão apenas em criticar
Onde outro já critica... tornar-se completo
O que se crítica no outro e negar a si mesmo
Um povo está morto quando seus deuses estão mortos
Lá: contumácia na antiga primazia
De esplendor e mitos enquanto a proveito se esgota
Quer respirar aconchegado ... no colo dos mais intensos
Percepção, nenhum lampejo fraco de que os rejeitados
Destruam o que estava maduro para cair, que talvez
Um ódio e repulsa pela raça humana traga a salvação mais uma vez.
Mas não apronta com a opróbrio da canção. Muitos ouvidos
Já abrangeram meu prêmio sobre a matéria e a raiz
Sobre o núcleo e a semente... já vejo muitas mãos
Desdobradas em minha direção, digo: ó terra
Bonita demais para que um adventício a devaste:
Onde a flauta ressoa do salgueiro, dos bosques
Onde o sonho ainda tece inolvidável pelos herdeiros ébrios...
Onde a mãe florida revelou pela primeira vez
À espécie branca selvagem e decadente
Sua apropriada face... Terra que ainda possui muitas juras
E que, por isso, não fenecerá!
Frescor invoca os deuses... Ressuscitados
Como eternos após o fim do dia... Condutor
Na nuvem tempestuosa, ele dá ao céu sereno
O cetro e adia o longo inverno.
Aquele que estava suspenso na árvore da salvação jogou fora
A palidez das almas pálidas ao estilhaçado
Em um frenesi ardente... Apolo se inclina no peito
Para Baldur: A noite ainda dura um pouco
Mas desta vez a luz não vem do Leste.
A batalha já foi eficaz nas estrelas: Vence
Quem guarda efígie protetora em suas marcas
E senhor do futuro quem pode se demudar.
STEFAN GEORGE - TRAD. ERIC PONTY
ERIC PONTY POETA-TRADUTOR-LIBRETTISTA
Nenhum comentário:
Postar um comentário