Glória pascer do sol no terço de ouro em chamas,
Alva! Cidade luz, buganvília do dia,
Não louvo! nem a ti, da ramagem bravia,
Que a ti mesma te estruís na margem que inflamas!
Amo-te, agora hesitante em que se preludia
O adágio Minerva, – campa que te recamas
Do fruto e de esplendor, de estepes e auriflamas,
Sanjoanense que ris sobre a própria agonia!
Clamo-te, ó fronte triste, ó tarde infeta, que, entre
Primitivos clarões das estrelas, não sente,
Sob os véus do casario e da flama orvalhada,
Trazes a palpitar, como um bronze do outono,
Símbolo, alma nutriz da estátua e do sono,
Luto passagem da vida e iniciação do dia.
Alva! Cidade luz, buganvília do dia,
Não louvo! nem a ti, da ramagem bravia,
Que a ti mesma te estruís na margem que inflamas!
Amo-te, agora hesitante em que se preludia
O adágio Minerva, – campa que te recamas
Do fruto e de esplendor, de estepes e auriflamas,
Sanjoanense que ris sobre a própria agonia!
Clamo-te, ó fronte triste, ó tarde infeta, que, entre
Primitivos clarões das estrelas, não sente,
Sob os véus do casario e da flama orvalhada,
Trazes a palpitar, como um bronze do outono,
Símbolo, alma nutriz da estátua e do sono,
Luto passagem da vida e iniciação do dia.
ERIC PONTY
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