Théâtre
Sonho com um teatro de câmara,
Com Breughel pintando persianas,
Shakspear, os palácios de fadas,
E Watteau, paisagens de âmbar.
Nas noites frias de dezembro,
Aquecendo meus dedos violetas,
Sonho com um teatro de câmara,
Com Breughel pintando persianas.
Formigando com o gengibre,
Podias ver os feios Crispins
Premendo tuas panturrilhas esguias
Para Columbina, que arqueia tuas costas
Sonho com um teatro de câmara.
Décor
GRANDES AVES de cor roxa e douro,
Essas joias esvoaçantes,
Breughel os coloca, em teus encantos,
Nas árvores azuis da decoração.
Elas vibram, com o teu amplo voo
Lançam sombras sobre os prados,
Grandes aves de púrpura e ouro,
Dentre dessas joias esvoaçantes.
O sol penetra com esforço
Com tuas joias amarelas
O verde azulado dos ramos floridos,
E tua luz ainda ilumina
As grandes aves de púrpura e ouro.
Pierrot Dandy
Um caprichoso raio de luar
Brilha nas garrafas de cristal
No lavatório de sândalo
Do pálido dândi de bergamasco.
A fonte ri em tua bacia
Com um som claro de metal.
Um caprichoso raio de luar
Brilham nas garrafas de cristal.
Mas o senhor branco basco,
Deixando o vermelho vegetal
E o verde oriental se ruboriza
Estranha compõe tua máscara
Com um caprichoso raio de luar.
Déconvenue
Os convidados, com os garfos em punho,
viram os litros serem roubados,
Assados, tortas, ostras, carquejo,
E geleias de marmelo.
Gilles, oculto em um canto,
Fazendo caras engraçadas.
Os convidados, garfos em punho,
Viram os litros serem furtados.
Para enfatizar a decepção,
Esses insetos com elytra azul
Atingem janelas cor-de-rosa,
E tua abelha provocar de longe
Os convidados, com o garfo em punho.
Lune au Lavoir
Como uma lavadeira pálida,
Ela lava suas fendas alvas,
Braços prateados fora de tuas mangas,
Junto ao fio cantante do rio.
Os ventos na clareira azulado
Sopram em tuas flautas sem palheta.
Qual uma pálida lavadeira
Ela lava seus defeitos alvos.
A trabalhadora celestial e gentil
Amarrando a saia nos quadris.
Sob o beijo dos galhos,
Estende teu linho de luz,
Qual duma pálida lavadeira.
La Sérénade de Pierrot
Com um arco grotesco e dissonante
Irritando teu violão no alvorecer,
Qual uma garça, em uma perna só,
Ele toca uma melodia indecorosa.
De repente, Cassandra, intervindo,
Culpa esse acrobata noturno,
Com um arco grotesco e dissonante
Ficando irritando pelo teu violino.
Pierrot a rejeita, e pegando
Com um aperto muito delicado
O velho por tua gravata rígida,
Com um arco grotesco e dissonante
Com um respeito grotesco e destoante.
ALBERT GIRAUD - Trad. Eric Ponty
ERIC PONTY POETA-TRADUTOR-LIBRETTISTA
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