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quinta-feira, agosto 21, 2025

Livro das Canções - Heinrich Heine - Trad. Eric Ponty

 

 I
Uma vez sonhei com um amor ardente,
De lindos cachos, murta e Resedá,
De lábios doces e palavras amargas,
De canções sombrias, melodias sombrias.
Os sonhos há muito ofuscar-se e se esvaeceram,
A minha ideia de sonho preferida apagar-se!
Só me resta o que é glutenwild
Eu outrora transformei em rimas suaves.
Tu permaneceste, canção órfã! Agora também acender-se,
E busca a imagem do sonho que há muito obscurecer-se,
E manda um oi para ele quando o achares –
À sombra do ar, envio um sopro de ar.

X
Epílogo

Como os talos de trigo no campo,
Assim crescem e ondulam no espírito humano
Os pensamentos.
Mas os pensamentos meigos do amor
São flores divertidas que brotam entre as outras,
Flores vermelhas e azuis.
Flores vermelhas e azuis!
O ceifeiro mal-humorado rejeita-vos quais inúteis,
Os manguais de madeira esmagam-vos com escárnio,
Até mesmo o peregrino sem posses,
A vossa visão deleita e revigora,
Abana a cabeça,
e chama-vos de belas ervas daninhas.
Mas a virgem camponesa,
A trançadora de coroas,
Respeitem-se e colham-se,
E adornem convosco os belos cachos,
E assim, toda enfeitada, ela corre ao salão de baile,
Onde flautas e violinos tocam melódica,
Ou para a faia silenciosa,
Onde a voz do amado soa ainda mais doce
Como assobios e violinos.
Heinrich Heine - Trad. Eric Ponty
  
   ERIC PONTY POETA-TRADUTOR-LIBRETTISTA

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