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segunda-feira, abril 21, 2025

DREAMS.- EDGAR ALLAN POE - TRAD.Eric Ponty

P/Waldemar José Solha, Andersen Viana

Ah! se minha jovem vida fosse um sonho duradouro!
Meu espírito não despertasse, até que o raio
De uma Eternidade trouxesse o amanhã.
Sim! Mesmo que esse longo sonho fosse
de tristeza sem esperança,
"Seria melhor do que a fria realidade
Da vida desperta, para aquele cujo coração deve estar,
E tem estado ainda, sobre a terra adorável,
Um caos de profunda paixão, desde seu nascimento.


Mas se assim for - esse sonho eternamente
Continuando - como os sonhos têm sido para mim
Em minha jovem infância - se assim fosse dado,
Seria tolice ainda esperar por um céu mais alto.
Pois eu me divertia quando o sol brilhava
No céu de verão, em sonhos de luz viva,
E beleza, - deixei meu próprio coração
Em climas de minha imaginação, à parte
De meu próprio lar, com seres que foram


De meu próprio pensamento -
o que mais eu poderia ter visto?
Foi uma vez - e apenas uma vez - e a hora selvagem
De minha lembrança não passará - algum poder
Ou feitiço me prendeu - foi o vento frio
Que veio sobre mim durante a noite e deixou
Sua imagem em meu espírito - ou a lua
Brilhou sobre meu sono em seu meio-dia
Muito frio - ou as estrelas - seja como for
Esse sonho foi como o vento noturno - deixe-o passar.


Fui feliz, embora em um sonho.
Fui feliz - e adoro o tema:
Sonhos! em suas cores vivas da vida
Como naquela luta fugaz, sombria e nebulosa
De aparência com realidade que traz
Ao olhar delirante, coisas mais encantadoras
Do Paraíso e do Amor - e tudo o que é nosso!
Da jovem Esperança em sua hora mais ensolarada conheceu.

EDGAR ALLAN POE - TRAD.Eric Ponty

ERIC PONTY POETA-TRADUTOR-LIBRETTISTA

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