Inteira a vida iluminada...
Não posso amar somente ao dormir
Seus graciosos gestos de luz mesclada.
Meus dias traem à noite redimindo a minha visão
Depois do primevo tempo sonhado
Quando a desgraça está em negra dispersão
Eles retornam a minha vida ao ofertar-me os olhos
E em sua alegria estala, um eco me dispersa
Não hei lançado mais que um morto no meu carnal ouvido
E meu riso suspendido em minha orelha alerta
Como um vazio caracol do murmuro do mar
Na dúvida sobre a borda de uma extrema maravilha
Se sou, se mesmo assim fui, se premendo me velar.
Paul Valéry – Trad. Eric Ponty
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