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segunda-feira, outubro 02, 2023

Moema - Estou a jazer por dentro - Eric Ponty

Qual pólvora, sobre o ramo de árvore,
Senta-se a chorar a carência do seu corréu;
E, nas suas canções, envia muitos votos de desejo
Para o seu regresso que parecer tardar:
Então eu sozinho, agora desconsolado,
Choro para mim mesmo a carência do meu amor;
E, vagueando aqui e ali todo desolado,
Busco com minhas queixas abarbar aquela pomba triste,
Nem a alegria de nada do que há no céu,
me pode confortar, senão a sua alegre visão
Cujo doce aspeto tanto Deus, homem podem comover,
Em seu prazer sem nódoa para deleitar.
O meu dia é bruno, enquanto a sua bela luz me foge,
E morta a minha vida que quer tão viva ventura.
Eric Ponty

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