PARA MOEMA
O CAMPESINO DO LENHEIRO:Todos os amantes guerreiam, e o Cupido tem a sua tenda,
é que o que é mais importante é o que é mais importante.
Que a idade de Marte, com a de Vénus, se harmoniza.
O que é que se pode fazer, se não se pode fazer?
aqueles que os amantes desejam.
A quem se dá o nome de "O Rei", o nome de "O Rei":
O seu dorme isto; que os seus Capitães guardam.
Os soldados têm de ralar longe: a mulher manda-os para lavra,
Sobe, e nuvens dobradas de chuva ele passa,
E pisa os desertos que a neve cobre.
E, se o vento de leste vai para o mar, não se aflige
E não se deixa levar pelo vento do mar.
O PASTOR DA INOCÊNCIA:
Quando os verdes bosques riem com a voz da alegria,
E o riacho corre a rir;
Quando o ar se ri com a nossa alegria,
E a verde colina ri-se com o seu barulho;
Quando os prados riem com um verde vivo,
E o gafanhoto ri-se na cena alegre;
Quando O Campesino do Lenheiro sorri,
Com as suas doces bocas redondas cantam "Ha ha he!"
Quando os pássaros pintados riem à sombra,
Onde a nossa mesa com cerejas e nozes está espalhada:
Vem viver, e ser feliz, e junta-te a mim,
Para cantar o doce coro de "Ha ha he!
O CAMPESINO DO LENHEIRO:
Quem, a não ser um amante ou um amante, é capaz
Que, se não é um homem de coração, é um amante,
Um, como um espião, vai ter com os seus inimigos,
O outro vê o seu rival como seu inimigo.
O que é mais importante para urbe, é mais importante para ele:
Este arromba os portões da urbe, mas ele os seus servidores.
"É bom invadir o inimigo adormecido
E armado para derramar o sangue de povos desarmados.
E os cavalos cativos despediram-se do seu senhor.
Os amantes de paz vigiam até que o sono encante a fanfarra do esposo,
Quem se arrasta, ergue-se em braços inchados.
Os guardas e o corpo de guardas passam
Os soldados, e os pobres amantes, trabalham antes.
A guerra e o amor são duvidosos, os vencidos se erguem
E quem nunca pensaste que cairia, pensamento.
Por isso, quem antes do amor a tristeza chamar,
que se resseque: o amor é o que melhor prova a inteligência.
Marte, no ato, a rede de serpentes negras, firmou,
No céu nunca houve fábula mais notória.
Eu mesmo estava aborrecido e fraco, inclinado à preguiça,
O prazer e a conforto tinham-me molestado pensamento.
A bela moça, com seus cuidados, expulsou está preguiça,
e para as suas tendas me dirigi eu mesmo.
E, se não for, não se pode fazer nada:
Quem não quiser crescer preguiçoso, que ame amalta.
ERIC PONTY
ERIC PONTY-POETA-MESTRE-TRADUTOR-LIBRETISTA


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