METAFORICO
No centro do dia, entre o cardume de sardinhas ambulantes num coleóptero com uma grande carapaça branca, uma galinha com um pescoço longo e sem penas de repente, um deles, um pacífico, e a sua linguagem, húmida com protestos, foi desdobrado sobre os ares. Depois, atraído por um vazio, o filhote precipitou-se para lá.
Num deserto urbano e desolado, voltei a vê-lo nesse mesmo dia, bebendo a taça de humilhação oferecida por um botão humilde.
SONETO
Teu relógio era alvo e o teu chapéu entrançado,
E ele, um pobre potro - (Era triste o teu pescoço),
E longo) - estava cá absorta labuta habitual.
Ônibus chegar cheio, uma certa forma adentrá-lo.
Veio um, um número dez - ou talvez um S,
Teu cais, pequena achega caleche plebeia,
Cheio de gente não permitia a livre passagem;
Naturais ricos acendiam charutos sobre ela.
Jovem girafa dita tão bem na minha inicial estrofe,
Tendo entrado no ônibus, abriu já a execrar um,
O cidadão inocente (queria um troféu fácil).
Mas apanhou o pior). Depois, espia um lugar vago,
Fugiu pra lá. Tempo passou. Porta em recuo, pessoa,
Estava a dizer-lhe botão era supino baixo no espaço.
ERIC PONTY
ERIC PONTY-POETA-MESTRE-TRADUTOR-LIBRETISTA
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