carmesim, com as faces e o peito a brilhar,
Corada até aos cabelos amarelos e às pontas dos dedos;
E uma cantava, suave e macia como a neve
Floresceu como um jacinto colorido num espetáculo;
E um era azul de fome depois do amor,
Que, como uma corda de harpa, soou áspera e baixa
Do peso do que cantavam.
Uma envergonhava-se no amor; outra temperadamente
Cresceu grosseira no amor sem alma, uma esposa preguiçosa;
Um faminto morreu por amor. Assim, dois de três
Tomaram a morte por amor e ganharam-no depois da luta;
Um zumbia em doçura como uma abelha engordada:
Todos no limiar, mas todos com pouco tempo de vida.
CHRISTINA ROSSETTI - TRAD. ERIC PONTY
ERIC PONTY - POETA-MESTRE-TRADUTOR-LIBRETISTA

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