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segunda-feira, agosto 07, 2023

SOBRE A MORTE DE UMA JOVEM - LORD BYRON - TRAD. ERIC PONTY

 Prima do Autor, e muito querido por ele.

Quais ventos são silenciosos, e a noite é sombria,
Nem um zéfiro vagueia pelo bosque,
enquanto eu volto, para ver a campa de minha Margarida,
E espalhar flores no pó que eu amo.

Dentro desta estreita cela reclina o seu barro,
Esse barro, onde outrora brilhava tanta animação;
O Rei dos Terrores apoderou-se dela como sua presa,
Nem o valor nem a beleza redimiram a sua vida.

Oh! pudesse o Rei dos Terrores sentir piedade,
Ou o céu reverter o terrível decreto do destino,
Não é aqui que o pranteador revelaria a sua dor,
Nem aqui a musa relataria as suas virtudes.

Mas por que chorar? O seu espírito incomparável eleva-se
Para além de onde brilha esplêndido o orbe do dia;
E os anjos que choram a conduzem a esses recantos
Onde os prazeres sem fim, as ações virtuosas retribuem.

E os mortais presunçosos, o Céu acusará,
E, loucamente, a divina Providência acusar?
Ah! não, longe de mim tentativas tão vãs
Não me recuse a submissão ao meu Deus.

Ainda a lembrança dessas virtudes é querida,
Ainda é fresca a lembrança daquele belo rosto;
"Ainda assim, provocam a fúcsia do meu afeto caloroso,
Ainda no meu coração conservam o seu lugar.
LORD BYRON - TRAD. ERIC PONTY
ERIC PONTY-MESTRE-TRADUTOR-LIBRETISTA

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