Que néctar e ambrosia largos a Jovi,
Admirar olvido na alma clama,
De outra doçura, Lenheiro arribo.
Quando escuto coisas, falo em recibo,
Na fronte, a que ela sempre gemer prove,
Raptado não sei onde, louvor me prove,
Da doçura a lançar numa ama libo.
Que aquela foz ao fim ao léu subida,
Que em todas, caras falas só lhe há paz,
Não se pode pensar, se não olvida.
E hora em menos da fala se nos traz,
Existencialmente, quando nesta lida,
De arte empenho, natureza se faz.
ERIC PONTY
ERIC PONTY-POETA-MESTRE-TRADUTOR-LIBRETISTA

Nenhum comentário:
Postar um comentário