P/ Isabela e Júlia
A uma infeliz mulher que o autor conheceu nos tempos da sua inocência.
1797
Folha de murta que, mal fechada,De uma pintura no raio radiante,
Sujadas pelo teu piso comum.
Longe do teu vapor protetor!
Quando a perdiz sobre o feixe,
Zumbido ao longo do vale amarelo,
Triste eu te vi, folha desatenta!
Adoro a aliança do vendaval.
Fizeste-o de ânimo leve, coisa insensata!
Agitam-se e vibram ao som dos seus suspiros,
Enquanto o bajulador, em sua asa,
A cortejar e sussurrar pra que te levantes.
Alegrem do teu tronco materno,
Se dançásseis e vos elevásseis,
Em breve, nesta caminhada sem abrigo
Sujeita pra o sumiço, decompor e finar-se.
S.T.Coleridge. - TRAD: ERIC PONTY

Nenhum comentário:
Postar um comentário