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quinta-feira, julho 20, 2023

Poemas Após a Leitura de Goethe - Eric Ponty

 

I

Ninguém fala mais do que um poeta;
Ele gostaria que o povo o soubesse,
Louvor ou culpa ele sempre ama;
Nenhum em prosa confessa um erro,
Mas fazemo-lo, sem terror,
Nos bosques silenciosos das Musas.

O que errei, o que corrigi, depois de mim,
Do que sofri, o que efetuei, entre as mulheres,
Esta coroa de flores, igual a está de flores;
Para os idosos e os jovens,
E o vicioso, e o verdadeiro,
Todos são justos quando vistos na balada!

II

Nos dias sombrios da minha infância
Fui mantido em confinamento;
Ali fiquei por muitos anos,
Sozinho, eu me prendo,
Como dentro da mulher.

Mas tu afastaste a minha tristeza,
Dourada fantasia,
Tornei-me um herói,
Como o Príncipe Peixe,
E o mundo vagueou por ele;

Muitos palácios de cristal construíram,
Esmagou-os com a mesma arte,
E o sangue vital do Dragão derramado
Com o meu dardo brilhante.
Sim! Eu era um homem!

A seguir formei o plano de cavaleiro
Para libertar a Princesa Peixe;
Ela era supino complacente,
Com gentileza me deu as boas-vindas,
Com gentileza me recebeu, -
E eu fui airoso.

O pão celeste que os beijos provam,
Brilhante como o vinho;
Quase até a morte eu olhei.
Os sóis pareciam brilhar
Nos seus encantos fascinantes.

Quem a arrancou dos meus braços?
Não poderia uma faixa mágica
Fazê-la atrasar-se na sua fuga?
Dizei, onde está a terra dela?
Onde, infeliz, a passagem?

III

SOM, doce balada, duma terra longínqua,
Suspirando suave ao alcance da mão,
ora de alegria, ora de tristeza!
As estrelas costumam brilhar assim.
Assim, mais cedo o bem se revelará;
Crianças pequenas e crianças velhas
Ouçam com alegria os vossos números!

IV

Um menino, com botão de rosa espiava,
A roseira era bela e terna,
Todos vestidos com o seu primor juvenil, -
Ligeiramente para o local ele foi,
Botão de rosa, botão de rosa rubro,
A terra da roseira é justa e meiga!

Disse o rapaz: "Vou agora colher-te,
Desta roseira bela e tenra!"
Disse o botão de rosa: "Vou picar-te,
Para que te lembres de mim,
Nunca mais me renderei!"
Botão de rosa, botão de rosa rubro,
A terra da roseira é justa e meiga!

Agora o cruel rapaz tem de propor
Para roseira era bela e terna,
A Roseira fez o seu melhor para picar, -
Em vão foi contra o seu destino chutar,
Ela tem de render-se.
Roseira, roseira, roseira rubra,
A terra da roseira é justa e meiga!

ERIC PONTY
ERIC PONTY-POETA-MESTRE-TRADUTOR-LIBRETISTA

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