Nas obras de Richter sobre o Médio Ocidente,
Rezo pra possas achar que todos nós encontrámos,
No original - partitura não encadernada;
Entre os seus muitos méritos belos, não é o menor.
Pode ser forma que altera a maneira, o humor,
Lenda e pompa, realidade e sonho... e o tema –
Sentindo a liberdade de Ulisses - profeta, não padre
Sendo nosso guia, foi a empresa mais corajosa.
Tanto para ele como para o fato de nós, os três,
Conduziu-nos numa odisseia que ainda não concluiu,
Fornecendo na prosa e na poesia do mago.
O vasto horizonte de uma maior amizade:
Respirar um vento que canta, ouvir e ver,
Eles não vão dar mais voltas à cabeça.
II
Onde está a cor que poderia ligar nos,
O céu com brilho, altura para mim?
A névoa cinzenta da manhã apenas cegará.
Olhando bem, não consigo observar.
Talvez temas de um violino na Urbe proibida,
Construídas para mulheres destinadas ao amor?
Tapetes, a festiva ousadia de alegrar,
Para o favorecido colocado acima?
Branco e rubro, quando polvilhados, misturam-se -
Nada mais rico para mostrar as notas seu olhar,
Pouco poderia emprestar a riqueza da melodia,
Ao nosso dia cinzento do Norte ou do Sul?
Para o templo do Céu conduzam!
De ampla extensão, vizinhança, amiga,
Desprezando o deus da guerra encarnado,
Estão cobrir campos para nós vermos.
Que os capazes sejam sábios de ouvir,
A graça da flor para levantar cada dia:
Vamos rezar por céus ensolarados
Iluminando-os na nossa passagem.
III
Ainda me lembro da ocasião maravilhosa:Quando apareceste perante o meu olhar,
Como um fantasma, como um espírito fugaz,
Como alma da mais pura graça.
Em torturante melancolia infrutífera,
Na vaidade e no caos ruidoso
Sempre ouvi a tua voz suave
E vislumbrei os teus traços nos meus sonhos.
Os anos passaram e os ventos dispersaram
As minhas esperanças passadas, e naqueles dias,
Faltava-me o encanto divino da tua voz
E os traços abençoados do teu rosto.
Preso na escuridão e na separação,
Os meus dias arrastam-se em conflitos.
Sem fé e sem inspiração,
Sem lágrimas, sem amor e sem vida.
Mas o tempo chega, a minha alma desperta,
E de novo tu apareces diante de mim
Como um fantasma, como um espírito fugaz,
Como a alma da mais pura graça.
De novo o meu coração bate em êxtase,
De novo tudo desperta:
A minha fé e inspiração do passado,
E as lágrimas, a vida e o amor.
IV
Eu sobrevivi a todos os meus desejos,
Cada sonho querido visto rudemente quebrado,
E nada mais resta do que a tristeza e o lamento,
E nada mais resta do que a dor e o lamento,
única herança de um coração vazio.
Despojado pelas tempestades do destino ciumento;
A árvore da vida desvaneceu-se ligeiramente;
Eu vivo na dor e na solidão dos meus poemas,
E esperar com esperança, o fim pode chegar.
Como quando a última folha olvidada,
Que treme no ramo nu, de uma árvore caduca,
são inesperadamente pegadas por uma geada,
E o grito do dilúvio de inverno é ouvido.
ERIC PONTY

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