Para que as moças possam ver um vasto léu,
Terreno na felicidade, peçam estrelas,
Quatro ajudas graciosas que o Senhor aplicou
A conquista comum para abençoar.
Uma espada, que melhor defende céu,
Do que penhasco e muralha deságuam;
Uma música útil para emocionar um amigo,
Uma moça para encantar o Lenheiro.
Escreverei uma canção sobre os fluxos,
Sobre o seu xaile perfumado;
Ela conhece o seu poder cativante,
E gosta de mim acima de tudo.
Flores e méritos para si, natura,
Em mesa posta agradável rubro véu,
Queres também lições de moral?
A mais fresca que conseguirás!
II
Suplicante exaurido de sua ébria consciência,
vê os reflexos na margem cobertos de rubro véu,
os raios de circunferência prata, ledo engano,
são frios como a noite invernal, que o vento retrata,
é tão só esta paixão que exaure e assusta
quem se observa refletido, a si mesmo perdido.
As brancas mãos, os braços abraçados que aguardam
na possibilidade de ali ainda haver um ninho doirado,
que agassa-lhe o pássaro de sua frígida tempestade,
antes que se finde numa escura nuvem do nada.
Altiva é sua boca, carnudos lábios marmóreos,
suspiro e gemido é feito o martírio que dali.
parte e retorna num outro segundo de infinita perda,
na paisagem onde um branco mancebo se retraí.
III
O corpo é quarado estátua que não se move mais,
inerte como a mais dura esfinge indecifrável,
corrói o interior sobre o sol angustiante e a pino,
cabelos doirados que não mais doiram a enseada,
só a brisa lhe sussurra, o que antes lhe encantava,
triste é a sua matéria, ledo seu simulacro invólucro.
O que somos sobre uma margem de uma relva,
que nos desperta com a límpida água que flui,
é a ébria forma de uma bruma suplicada,
que se perfez, e se desfaz n’água do Lenheiro.
IV
Quais foram estes elementos do Lenheiro,
Que a canção autêntica alimentou d’água,
Por isso, os homens adoram o sentido,
Também os artesãos são confortados?
O amor deve estar acima de tudo,
Eis o tema que a letra canta:
Bem através dos nossos anéis de música,
Mais vale a melodia que toca.
Então os copos vão tilintar alto,
Brilho dos rubis do vinho Lenheiro,
Saudações a todos os que amam ou bebem,
Guirlandas acenam, coroas se entrelaçam.
Serão necessários tons de arma,
E a trombeta soa com coragem:
Deixar, quando a alegria é inspirada,
Tancredi será coroado em triunfo.
No entanto, o ódio não se justifica:
Os poetas precisam de empatia,
Que é feio, não ridicularizem;
Isto, tal beleza, também deixa viver.
Noções - os quatro poderosos,
Será que o poeta vai malhar nobremente,
Ao pingar, ele vai refrescar-se,
Esse Deus um homem faria!
ERIC PONTY

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