A glória d'Aquele que moveu todas as coisas,
Penetrando todo o universo, que refletindo,
Que numa panela mais e noutra menos,
Uma estive no seu céu mais luminoso.
E viu tais coisas de que nenhum homem,
De lá, tem nosso ou a nossa aptidão sobre a cela;
Porque quando o nosso aborda do seu objetivo,
E mergulhou nas profundezas do seu desejo.
A memória é impotente para escoltar,
Mas ainda assim, tanto do reino sagrado,
Que eu pudesse marcar e guardar na mente.
E será cá o tema desta minha canção,
Faz de mim um vaso digno de receber,
o seu génio e a desejada coroa de louros.
II
Entrai no meu peito, soprai em mim tão alto,
Duma estirpe como a que derrotou Ulisses,
Quando o tiraste desta bainha do corpo,
De forma a tornar clara pelo menos a sombra.
Alto reino deste imprimiu-se na minha mente,
E ver-me-eis na vossa árvore escolhida,
Coroando-me com essas folhas verdes das quais,
Do meu tema e tu próprio me farás digno.
Quando um homem anseia por atingir objetivo,
Duma nova alegria no alegre Zeus délfico,
Duma pequena faísca pode nascer um incêndio:
Por isso, depois de mim, talvez a voz melhor,
Pode elevar-se em oração e obter a resposta,
Pontos díspares, partir do local que une.
III
Num rumo mais feliz d´estrelas mais felizes,
Que unidos, e desta forma aquece e sela,
Cera terrestre adjunta à própria agnação,
Esta união feliz tinha feito a manhã lá.
Noite aqui: o nosso hemisfério estava bruno,
Enquanto todo o cerro banhava branco,
Olhos erguidos pra o sol - nenhuma ave,
Podia olhar tão fixo e direto pra tal luz!
Um raio de luz descendente causará,
Minha mente e deu estirpe à minha própria,
Olhei fixo pra o sol que nenhum homem.
Não pode olhar durante muito tempo,
Sol envolto em faíscas de luz ardente,
Só de mim renasceu, ó Soberano Amor!
ERIC PONTY
ERIC PONTY-POETA-MESTRE-TRADUTOR-LIBRETISTA

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