Se vejo no relógio que o tempo Moema,
Ele se soma ao dia em noite turba;
Se olhar que se acostam as violetas,
E há cães na cabeça que eram loiras;
Se das árvores copas que ofereciam
Tua sombra aos rebanhos não há folhagem,
E o trigo, em fardos, já ceifado, arrepiam
Dos carros com suas barbas outonais;
Então ponho em dúvida tua formosura,
Pois tu também serás pasto do tempo.
Quais belos e os gráceis renunciam
E morrem então crescem outros novos.
O tempo seca tudo: quando engendres,
Lhe farás plantado face ao que te leve.
ERIC PONTY

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