Já não me demoro, Amor, aqui morro;
Levou minha parte infeliz, e, apoio,
Do meu pesado trabalho este fruto.
Como mais lisonjeiro me guiaste,
E agora fazes de mim, um bandido,
E não sei por que razão te aborreço,
Sempre ao querer agradar-lhe completo.
Porque queres tu, Amor, que tão forte,
Será que este meu estado mais um fardo?
Sinto, no entanto, duma doce Morte?
Oh, que tristeza a minha, que tal prato,
Não pensou encontrar no teu tribunal,
Que há tanta alegria que há menos tal fardo.
TRAD. ERIC PONTY

Nenhum comentário:
Postar um comentário