Aqui há uma distinção básica, demasiadas vezes negligenciada nos estudos literários, entre dois tipos de projetos: um, modelado em linguística, distorce significados como aquilo que tem de ser contabilizado e tenta resolver como elas são possíveis. A outra, pelo contrário, começa com formas e procura interpretá-los, para nos dizer o que realmente significam. Em estudos literários, isto é um contraste entre a poética e a hermenêutica.
Poética começa com significados ou efeitos atestados e pergunta como são alcançados. (O que faz esta passagem de um romance parecer irónico? O que faz-nos simpatizar com este carácter particular? Por que é que o final deste poema ambíguo?) Hermenêutica, por outro lado, começa
com textos e pergunta o que significam, procurando descobrir novas e melhores interpretações. Os modelos Hermenêuticos provêm dos campos do direito e da religião, onde as pessoas procuram interpretar uma religião autorizada, legal ou sagrada, mas cabe o texto ao fim de decidir como agir. O modelo linguístico sugere que o estudo literário deve tomar o primeiro de poética, tentando compreender como as obras alcançam os efeitos, mas a tradição moderna da crítica tem tomado esmagadora na segunda, fazendo da interpretação de obras individuais seu pagamento de estudo literário. De fato, as obras de crítica literária combinam frequente com poética e hermenêutica, perguntando como se conseguem um determinado efeito ou por que um final parece certo (ambas as questões de poética), mas também perguntar o que uma linha particular e o que um poema nos diz sobre o humano de sua condição (hermenêutica). Mas os dois projetos são, em princípio, bastante distintos, com diferentes objetivos e diferentes tipos de provas. Tomando dos significados ou efeitos como ponto de partida (poética) é fundamental diferente de achar descobrir o significado (hermenêutica).
Se os estudos literários tomassem a linguística como modelo, a sua tarefa seria da Língua, significado e Interpretação de descrever a "competência literária" que os leitores de literatura adquirem. A poética que descreve a competência literária centrar-se-ia nas convenções que tornam possível a estrutura e do significado literário: quais são os códigos ou sistemas de convenção que permitem aos leitores identificar géneros literários, reconhecer parcelas, criar 'caracteres' a partir dos detalhes dispersos fornidos no texto, identificar temas em obras literárias, e progredir o tipo de interpretação simbólica que nos permite aferir o significado de poemas e histórias?
Esta analogia entre a poética e a linguística pode parecer enganadora, pois não há conhecemos no significado de uma obra literária como conhecemos o significado como esse soneto de Amor,
por Torquato Tasso traduzido em alexandrinos:
Exatas peles destas alegrias, fervor,
Donde me chorei e me cantei várias canções,
De que poderia apanhar som destas armas,
E de heróis às glórias, e amores destes castos;
E se não fosse dos mais obstinados coros,
Nos meus afetos vãos, destes quais me queixo,
Já não devia, por mais mulheres foi louvada,
Destas contrições, onde inteireza então honrada;
Aqui com este meu exemplo, amantes astutos,
Ler minhas delícias do meu desejo ir vão,
Minha contenção do Amor das almas. Senhor.
Que outros sigam célere planos ardentes,
Em pensar, por vezes, coração é acercar-se,
Doçura sê levar desejo, e, amor no seio.
Está é certamente uma das razões pelas quais os estudos literários em que dos tempos modernos favoreceram a hermenêutica em detrimento da poética (os outros na razão é que as pessoas geralmente estudam obras literárias não porque são interessados no funcionamento da literatura, mas porque pensam que estas obras têm coisas importantes para lhes dizer e querem saber o que são). Mas a poética não exige que se conheça o significado de uma obra; na sua tarefa foi de prestar contas de todos os efeitos que podemos atestar - por exemplo, que um final é mais bem sucedido do que outro, que esta combinação de imagens num poema faz sentido enquanto outro não faz. Além disso, uma parte crucial da poética é um relato de como os leitores se movimentam na interpretação de obras literárias - quais são as convenções que lhes permitem para dar sentido às obras como elas fazem.
Mas a poética não exige que conheçamos o significado de uma obra; a sua tarefa é prestar contas de todos os efeitos que podemos atestar - por exemplo, que um final é mais bem sucedido do que outro, que desta combinação de imagens num poema faz sentido enquanto outro não faz. Além disso, uma parte crucial da poética é um relato de como os leitores se movimentam nas interpretações de obras literárias - quais são as convenções que lhes permitem para dar sentido às obras tais como elas fazem.
A poesia está relacionada com a retórica: a poesia é uma linguagem que torna abundante dessa utilização de figuras de fala e linguagem que pretendem ser poderosas persuasivas. E, desde que Platão excluiu os poetas da sua república ideal, quando a poesia tem sido atacada ou denegrida, tem sido tão enganosa ou retórica frívola que induz em erro os cidadãos lhes chamem de extravagante desejo.
Aristóteles afirmou o valor da poesia ao concentrar-se na imitação (mimesis) em vez de retórica. argumentou que a poesia proporciona uma arca de saída para a libertação de emoções intensas. E alegou que modelos de poesia a valioso exame de passar da ignorância ao conhecimento. (Assim, no momento chave do 'reconhecimento' em trágico, drama, o herói percebeu o seu erro e os espectadores percebem que “lá, mas pela graça de Deus vai I'). A Poética, como um relato dos recursos e estratégias da literatura, não é redutível a uma conta de figuras retóricas, mas a poética pode ser vista como parte de uma retórica alargada que estuda os recursos para os atos linguísticos de todos os tipos.
POETA, TRADUTOR, LIBRETISTA ERIC PONTY
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