Do Admirável!.... Fogo, puros circos descendem,
Transformar montanha agreste num trópico augusto,
Do qual um deus exala o ato berro sonoro.
Sê o deus cantar, ele quebra o sítio dum Deus,
O sol vê o horror do movimento das pedras;
Queixa inaudita exige do deslumbramento,
Paredes douradas harmoniosas dum santuário.
Ele cantar, sentado à beira do belo céu, Orphee!
Rocha caminha, e cai; e cada custo de pedra,
Sente-se um novo peso que, pra o azul ilude!
Dum Templo meio nu, a noite banhou ascensão,
E ele mesmo é montado e confiado em douro,
À alma imensa do grande hino nesta lira!
PAUL VALÉRY - TRAD. ERIC PONTY
POETA,TRADUTOR,LIBRETISTA ERIC PONTY
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