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quinta-feira, outubro 06, 2022

A PONTE - HART CRANE - TRAD. ERIC PONTY


Quantas alvas, arrepio do seu descanso ondulado,
Das asas da gaivota devem mergulhá-lo e rodá-lo,
Rompendo anéis alvos de tumulto, erguendo alto,
Edificando sobre a baía acorrentada Liberdade.

Então, com curva inviolável, cede os nossos olhos,
Tão cordial como destas velas que se cruzam,
Algumas páginas de números a reter;
- Até que ascensores nos deixem cair do nosso dia...

Penso em cinemas, trenós panorâmicos,
Com multidões dobradas em direção a alguns:
Nunca revelou, mas apressou-se a fazê-lo antes,
Predito aos outros olhares no mesmo ecrã;

E Tu, do outro lado do porto, de ritmo prateado,
Como se o sol tivesse dado um passo de ti, mas quebrado,
Alguns movimentos nunca foram gastos nos teus passos,
Tacitamente, a tua liberdade continua em ti!

De algum metropolitano, célula ou sótão,
Luz de colchão abrevia para os teus parapeitos,
Afeto breve, abonamento de camisa de balão,
Duma adivinha cai da caravana sem fala.

Down Wall, desde viga até às fugas do meio-dia na rua,
Dum dente rasgado neste céu de acetileno;
Durante toda a tarde as torres da torre conduzam,
Os teus cabos ainda respiram o Atlântico Norte.

E do obscuro como o paraíso dos judeus,
A Tua guerdão --- Acalma-te, dá-te,
Do anonimato, tempo não pode acrescer:
Vibrante indulto e perdão para o que mostra.

Da harpa e altar, da fúria fundida,
(Poderia simples alinhar as tuas cordas do desígnio!)
Do fantástico fronteira do penhor do profeta,
Da oração do pária, e do grito do amante,

Mais uma vez, os semáforos que te escumam,
Idioma não partido, suspiro casto de estrelas,
Pisando na tua passagem - condensar a eternidade:
E vimos a noite erguida nos teus braços.

Sob a tua sombra, junto aos cais, esperei;
Apenas na escuridão a tua sombra é clara.
Parcelas ardentes da urbe foram todas rompidas,
Da neve já submerge um ano de ferro –

O Sem dormir como o rio debaixo de ti,
Abobadando mar, torrão sonhos das pradarias,
Até nós, o mais baixo, qualquer era, varrer, descer,
E dessas curvas empresta um mito a Deus.

HART CRANE - TRAD. ERIC PONTY
POETA,TRADUTOR,LIBRETISTA ERIC PONTY

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