Ver dia alegre afundar-se numa noite,
Quando olho violeta sem o teu esplendor,
Cachos de jatos cobertos de alva e prata;
Quando vejo árvores mais altas sem folhas,
Que outrora rebato prestavam sombra,
E o verde de Maio num carro funerário,
atado em feixes de barba alva de cerdas;
Também me interrogo sobre teu encanto,
Que do tempo vos levará devastado,
Por toda a beleza do que também foi,
E que morreu enquanto outro amadurece.
Contra foice do Era não há ninguém,
Se insurgir, ao menos deixe um filho.
SHAKESPEARE - TRAD. ERIC PONTY
POETA,TRADUTOR,LIBRETISTA ERIC PONTY

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