Naquele Verão, sem primeiro lhe destilar;
Preservar tua essência em lindas embalagens,
Antes que o mais belo tesouro seja aniquilado.
Não é proibido usar a vida desta forma,
Fazendo a pessoa que paga a renda feliz;
Fazer uma cópia de si significaria o mesmo,
Se for dez vezes um, dez vezes conteúdo.
E dez vezes mais feliz ainda se sentiria,
Se em dez outras dez vezes copiar-se dez vezes:
Então, o que faria a Morte quando partissem?
Se, como herdeiro vivo, fosse deixado?
Não insista mais nisso, tão bonita excelência,
Nem a Morte nem as larvas ficam por herança.
SHAKESPEARE - TRAD. ERIC PONTY

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