Este livro que é considerado uma joia por pessoas como o falecido imortal Ivan Junqueira, e, está biblioteca Mário de Andrade continua inédito nas escolas sanjoanenses, sendo que um dos poemas é letra da Música Erudita sendo muito bem recebido na Alemanha. Quando os jovens leitores terão acesso nas escolas sanjoanenses.
O que é poesia para Eric Ponty?
A poesia se faz com linguagem. E daí a linguagem? Desde que Sísifo roubou a linguagem dos deuses e trespassou aos homens esse foi um rito sagrado. A poesia é a fundação do ser pela palavra. O poeta nomeia os deuses e nomeia todas as coisas naquilo que elas são.
Mas o que fica, o que os poetas o fundam. Com essa sentença se ilumina nossa pergunta sobre a essência de poesia. A poesia é a fundação por meio da palavra e na palavra. O que se funda deste modo? A palavra por meio da poesia nesta lição básica já está em Dante Alighiere em sua Divina Comédia. O permanente.
Mas pode o permanente ser fundando assim. Pode segundo o professor de poesia George Steiner, recém-morto na Inglaterra nos ensina: Enquanto um texto sobrevive, em algum lugar desta terra, ainda que em silêncio ininterrupto é sempre capaz de ressuscitar. Walter Benjamin o ensinava. Como demostrei em minha monografia de pedagogia.
Ele já não é sempre já disponível a mão? Não. O leitor, pedagogo e estudante tem o que buscar. Precisamente o permanente deve ser fixado por quem o lê ou recita ou vai lendo na internet ou escuta num cordel.
A poesia ou a linguagem deve estar em oposição ao arrebatamento: o simples deve ser extraído da confusão, (Ler corretamente um texto como nos ensina Paulo Freire). A que medida deve ser oferecida ao desmedido (a conclusão que o leitor, pedagogo e estudante chega do próprio texto). O que sustenta e domina o ente (aquele que interpreta o texto) em sua totalidade (o que fica redito do texto) deve ser manifesto pelo meio do que ele leu do próprio texto. O ser (o texto) deve ser franqueado (compreendido), para que o ente apareça (a conclusão do leitor). Para que apareça, porém, é “confiado aos cuidados e ao serviço dos poetas” (a linguagem dos poetas) a poesia para que devolvam o sagrado que Sísifo roubou dos deuses. Por isto a poesia que se faz pelo meio da linguagem que é sagrada.
No nosso caso do Cândido Portinari, peguei o primeiro quadro, e talvez de minha leitura intima com Jorge de Lima, que escreveu, O Grande Circo Místico, no lugar de Circo Místico eu coloquei, Circo de Brodowski.
Repito aqui: A poesia ou a linguagem deve estar em oposição ao arrebatamento: o simples deve ser extraído da confusão, (Ler corretamente um texto como nos ensina Paulo Freire). A que medida deve ser oferecida ao desmedido (a conclusão que o leitor, pedagogo e estudante chega do próprio texto). O que sustenta e domina o ente (aquele que interpreta o texto) em sua totalidade deve ser manifesto por meio do que ele leu do próprio texto. Cada um faz a leitura que quiser da minha poesia com Cândido Portinari.
Todo tradutor é um traidor”, segundo um provérbio italiano. Este provérbio poderia ser uma “verdade” a ser afirmada?
A pergunta é por demais complexa. Estou tentando isto explicar esta questão de uma experiência através de Francisca de Querência que é minha leitura de dois cantos de Dante Alighiere em sua Divina Comédia, que está disponível para todo mundo no meu blog. . Se conseguir isto estou muito agradecido pedagogicamente, pois cabe a cada professor utilizar o material que dispõe em mãos de maneira didática. Às conclusões será de cada um que ler o material no blog meu. Aliás Dante tem tudo a ver com polissemia, basta acompanharem o que está lá.
Para você qual é o papel da escola, do educador, na formação leitora da criança e do jovem? Como se forma o pensamento leitor?
Segundo Cristiane Madanêlo de Oliveira em A escolha dos livros infantis, afere ser tarefa bastante difícil selecionar num universo amplo de publicações, um livro infantil de boa qualidade, uma vez que o mercado editorial descobriu nas crianças um grande filão de dinheiro e decidiu investir maciçamente nessa área. Para nós é preciso primeiro aferir qual o papel da leitura antes de se pensar em escrituras literárias ou não. Walter Benjamin (1985, p. 236), em Livros infantis antigos e esquecidos, referindo-se à coleção de livros infantis do renomado filósofo alemão colecionador Karl Hobrecker, adverte-nos que esse tipo de reunião — o de livros infantis — só pode ser desejado por quem se cultivou fiel à alegria de degustar quando criança, ao se ater a esses livros. A Profª Eni Pulcinelli Orlandi (1988) denomina esse fator com muita propriedade de que que toda leitura constrói sua história.
Para Orlandi, o processo de significação é desencadeado pela interação estabelecida pela leitura ao buscarmos estabelecer-lhe à forma de inclusão, pondo como componentes essas condições de produção da leitura, as histórias das leituras alcançadas pelo texto e do seu leitor dentro da historicidade e contexto que essa leitura da escritura ocorre. O leitor está circunscrito a fazer sua história de leitura dentro do espaço que o circunscreve na sua ação da compreensão do enunciado da escritura a que ele se propõe a ater-se. Segundo Cristiane Madanêlo de Oliveira A escolha dos livros infantis, ao aferir o resultado de alguns casos desses livros, não foi dos melhores, pois criou-se o critério equivocado de superestimar a importância do formato, tamanho, cor ou volume, em detrimento do conteúdo em si.
E Madanêlo de Oliveira nos acresce que o livro, infantil ou não, advém do conjunto de fatores de igual valor: texto, ilustração, constituição física do livro ao fazer-se desse livro sucesso ou um fracasso nas mãos do leitor iniciante ou não. E para nós essa questão da qualidade da leitura deve acontecer pela mediação na sala de aula entre o educador e o educando, pois esses são agentes tanto desse sucesso (polissemia) quanto desse fracasso se condicionado o papel do leitor.
Há algum método para se fazer a literatura? sobretudo o fazer poético?
Enquanto era jovem aspirante e fazia poesia com verso dito como livre, os meus dois tios por parte de mãe, que eram parnasianos falavam que estava perdendo tempo à toa.
Pois bem me enchi daquilo que se chama verso livre, pois Paul Valéry estava ecoando dentro de mim como ecoa, fui aprender métrica a minha maneira, veja neste soneto Torquarto Tasso:
Que Fortuna ganhe estiver abaixo, busto,
Do peso, de tanto apurado ao cair em final,
Ganharem, do meu descanso, do bem e mal,
Troféu profano está no teu templo suspenso.
Ela, que fez dos mil brilhos altos impérios,
Vil e igual às arenas mais baixas demais,
Do meu mal cá vangloria e das minhas tristezas,
Conta, e chama-me pela tua ira que ofendida.
Qual o papel do escritor na sociedade?
O meu até agora é de ser ignorado como sujeito na sociedade sanjoanense, pois aqui estou à margem, pois não a frequento os meios literários por falta de convites. As moças solteiras nem tem me olhado me deixando à margem da sociedade. Como apreendi há não ser invasor com a história do ouvinte, fico na minha na esperança de que tudo esteja na paz!
É muito comum termos curiosidade sobre o fator do “tempo”. Quanto tempo foi preciso para a realização total desta obra?
No começo eu não tinha uma predefinição do que seria o livro, o que Poeta e crítico e imortal da Academia de Letras, Ivan Junqueira chamou de “joia” que o Poeta e professor emérito da PUC(Rio) Gilberto Mendonça Telles, “uns dos mais sérios livros de poesia infanto juvenil” um trabalho que não considero como uma coisa tão séria e severa, mas agora com à opinião do Doutor e Professor, filho de Cândido Portinari que disse: Caro Eric, o seu livro é esplendido. Muito obrigado! Um abraço fraterno!
Eu ia no site do Portinari, e pegava o que eu queria, e fazia o poema da mesma forma que fiz com Oscar Araripe. Pegava o quadro e fazia meu poema. Quando eu terminei à minha leitura eu estruturei conforme minha inspiração, e, leitura para que formassem parte um conjunto.
No nosso caso do Cândido Portinari, peguei o primeiro quadro, e talvez de minha leitura intima com Jorge de Lima, que escreveu, O Grande Circo Místico, no lugar de Circo Místico eu coloquei, Circo de Brodowski.
Repito aqui: A poesia ou a linguagem deve estar em oposição ao arrebatamento: o simples deve ser extraído da confusão, (Ler corretamente um texto como nos ensina Paulo Freire). A que medida deve ser oferecida ao desmedido (a conclusão que o leitor, pedagogo e estudante chega do próprio texto). O que sustenta e domina o ente (aquele que interpreta o texto) em sua totalidade deve ser manifesto por meio do que ele leu do próprio texto. Cada um faz a leitura que quiser da minha poesia com Cândido Portinari.
Não um poema mais sanjoanense do que esse. Estou mais interessado no passado de São João del-Rei, que do presente, do qual eu vivo, pois estou nela, enquanto, cidadão então se cria um problema dialético entre morar nela e cantar ela. Só sei se vou ser enterrado no cemitério de Nossa Senhora das Mercês, e, os meus ossos ficaram juntos com meu pai no Cemitério do Rosário.
As traduções impressionam não apenas pela profundidade e variedade dos autores escolhidos, mas também pela diversidade de línguas que você é capaz de traduzir; quantos idiomas você fala?
Segundo o Poeta e imortal Ivan Junqueira me disse ao telefone: Você é poeta, tudo o que você faz gera poesia, então já saímos ganhando com àquilo que você produz.
Eu traduzo autores que apenas que eu tenho interesse de conhecer, pois não traduzo profissionalmente, traduzo pelo prazer de conhecer sem maiores considerações.
Agradeço se me acham profundo, mas tento captar o melhor possível dessas vozes quando eu as leio em outras línguas delas quando me evocam uma tentação, que faz que eu aproxime delas.
Para traduzir uso dicionários vários que eu tenho aqui, além dos dicionários virtuais onde vou cantando palavras, e formando significados sem maiores pretensões como tradutor.
Não sou formado especificamente em nenhuma língua, apenas, meto à cara quando outras línguas como estas quando me evocam uma tentação, que fazem que eu aproxime para compreendê-las.
No momento estou mais preocupado em arranjar uma moça solteira que possamos a trocar ideias e pensamentos similares.
Qual o papel da leitura antes de pensarmos nas escrituras literárias?
Para Nazareth Soares Fonseca em Interação leitor/de texto na sala de aula (1985), esse é um ponto que lhe pareceu ser relevante, ao perceber o desinteresse dos alunos por quase tudo aquilo realizado na escola decorrente do desacerto entre o aluno ideal (polissêmico), pensado pelos programas e atividades escolares, e o real, concretamente matriculado na escola e pertencente a um contexto definido.
Nazareth Fonseca observa que, quando o professor examina essa situação e procura adequar-se às exigências do programa à realidade vivida dos alunos e suas consequências, estas lhes parecem menos desastrosas. Fonseca inquieta-se com o mascaramento das convivências entre professor/aluno na realidade escolar de como frequentemente essas relações são construídas, por fatores que se refletem principalmente no prazer pela leitura, que ceifará essas delicadas raízes antevistas por Benjamin.
Poder ler, para Fonseca, na realidade do país, é privilégio de poucos, visto como são incluídas as condições castradoras do acesso à leitura no plano social e como as técnicas de leitura são aplicadas na escola, que terminam, com frequência, transformando aquilo que deveria ser um ato de prazer em obrigação insossa. Vejamos, por exemplo este segundo soneto de Torquarto Tasso em Rimas de amor:
Era da minha idade em feliz Abril,
Por vagidade a alma jovem, anil,
Já à procura de beleza que lhe atrai,
Do prazer ao prazer, coração gentil;
Quando me surgiu uma mulher mui igual,
Com tua voz um anjo cândido, e, suave,
Asas não surgiram já, mas quase eleitas,
Jeitos ao dá-los ao meu gracioso estilo.
Miracol novo! Ela aos meus versos e a mim,
Rodearam o teu nome das penas altas;
E um pra o outro foste voar pra provar!
Esta era daquela cuja luz fez suave,
Chorar só e cantar beneficia-me,
Primeiro ardor espalha doce olvido.
Sobre os seus professores seja UFSJ ou do Uniptan contribuíram para sua formação?
Os professores de Letras, destaco Guilherme de Araújo que me ensinou a ser investigativo sobre aquilo que se estava correspondendo ou Maria Ângela Araújo que tem uma tese sobre Manoel de Barros, e, está aberta ao diálogo, mas foi Cláudio Leitão que me fez a cabeça para Charles Baudelaire que na época não conhecia.
Os professores de Letras, que me marcaram destaco Guilherme de Araújo que me ensinou a ser investigativo sobre aquilo que se estava correspondendo ou Maria Ângela Araújo que tem uma tese sobre Manoel de Barros, e, está aberta ao diálogo, mas foi Cláudio Leitão que me fez a cabeça para Charles Baudelaire que na época não conhecia. Aquela aula de Cláudio Leitão foi fundamental na minha formação sobre Baudelaire, foi uma aula inesquecível, assim como as aulas de formação em cinema destaco Guilherme de Araújo, quanto ou Maria Ângela Araújo, destaco as aulas de Murilo Rubião entre outras.
POETA, TRADUTOR,LIBRETISTA ERIC PONTY

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