A CHARLES BAUDELAIRE
Eu não ainda te conhecia, não te amava,Não te conheço e te amo-o ainda menos:
Eu não assumiria teu nome difamado,
Se tiver algum direito estar entre às presenças,
Em inicial sítio, sendo isso em qualquer outro,
Inicial cravo frio, após pelo abalo morto
Mulheres de pecado, quais tantas ungidas
Tantos beijos, crismas loucas e beijos famintos,
Tombou rezou, como eu, como tantos todos,
Almas que têm fome e sede em suas passagens,
Empurra bela espera pra Calvário tocado,
- Calvário, justo e vero, Calvário onde, há assim, dúvidas,
Cá, ali, queixas, que arte, chorou pelos fracassos.
É? Simples morremos, nós homens de pecados.
ASPERGES ME
Sendo apenas ramo do hissopo na minha mão,
Do Senhor Todo-Poderoso que me deu graça,
Posso, meu desígnio for puro diante tua face,
Abluir outros passam pela minha passagem,
Posso, se da minha oração seja leve,
Humildade do peso do desejo do lânguido,
Quão pagão, possa batizar em casos urgentes,
Pra lavar meu vizinho, pra tornar mais alvo que neve,
Tem piedade de mim, Senhor, segundo efeito,
Misericordioso da vossa misericórdia,
Faça atadura no meu coração dura provas,
Que o zelo pela tua casa apenas acresceu,
Faz-me prosperar meus desejos de altruísmo,
E pra tal, seguindo o rito respeitado,
Glória à Trindade por toda a eternidade,
Glória a Deus no céu mais inatingível,
Glória ao Pai, criador e governador de todos,
Ao Filho, criador salvador, juiz e partido,
Ao Espírito Santo, de quem veio à luz,
Por que raio? - Assim água luzente, meu sangue ferve,
Sendo apenas ramo do hissopo na minha mão.
AVENT II
Nos meus países rústicos também,
E que patois um pouco se detém,
Entre outros usos ancestrais, convém,
"Nas Aventuras costas cantarem",
Durante toda a noite, graças à lua,
"Clara" então, e cuja fronte abissal,
Prata e cobre de bronze em frontal,
Até à alva em pouca sombra, destes,
Cantando claro, claro como belo sonho,
Prá proclamar ao ponto de excesso,
O sol... que mais tarde se ergue poente,
Tarde demais para os reclusos entes,
Na capoeira, - E tal como duma alma,
Alcançando-se apenas os eleitos,
No pecado, duma prisão infame,
E, como duma alma em flor, os bons galos,
Vigilante, como nos tempos de Pedro,
Sofredor, mas apesar destes choques,
As sombras cantam, e a alma espera.
NOÈL III
Se queremos ver Deus, o Pai,
Permite-nos renascer em paz,
Como bebés puros, nus, sem covil,
Que dum estábulo, e sem companhia,
Um burro e um boi, um humilde casal;
De ter uma ignorância infinita,
E desta imensa fraqueza de tudo,
Pela qual a infância humilde é benta;
Atuar sem magoar ninguém,
A nossa carne, portanto, inocente,
Até mesmo duma carícia angelical,
Sem a nossa fraca detecção ocular,
Dolorosamente do próprio brilho,
Da aurora da alvorada desvanecer,
Da noite seguinte, o brilho final,
Sem sentir qualquer vontade ao fim,
De um sono longo, tépido e pálido,
Como bebés puros que a vida árdua,
Destino, - para que fim severo,
Ou abençoado? - multidão cativa,
Ou tropa livre, a que provação?
Cruel Herodes, negro, pecado,
Com as sete espadas que persegues,
Os inocentes, que eu sou,
Nos meus cinco sentidos, - e, isso evitou,
Aqui estou eu, farto de me defender!
Do barro de onde Deus os formou,
A sua fraqueza pra estes tristes sentidos,
Pela qual sigo os inocentes,
Para ser imolado em Ramah,
Trair assim sua tenra idade.
Assumir o meu fado e a minha morte,
Vive no Egito, de onde está a partir,
Tempo do distintivo de honra,
Que me faz dar a sua vida,
E seu pensar para a minha alegria,
Do eterno, e, pelo meio da ação,
Duma certeza de absolvição,
Do seu próprio padre, o Senhor,
Ressuscitar a minha carne possessa.
CIRCONSISÇAO
Pequeno Jesus que já sofreu na sua carne,
De obedecer ao primeiro preceito da Lei,
Cá chegamos a este dia sagrado doçura e luz,
Pra vos oferecer primeiros frutos da nossa fé,
Para lhe obedecer à está obediência,
Trazemos ao altar a homenagem perfeita,
Desde pecados penitentes até à vossa candura,
No altar branco onde vosso sangue puro, o nosso refém,
Afunda-se mística como se afundou literalmente,
No Gólgota, como ele ainda era, já não existe,
Mas também literalmente, hoje, cujo ritual,
Celebrar o aniversário cruel e com um lírio,
E nós circuncidamos os nossos corações a segui-lo,
E vamos querer ser tal como Tu, que fizeste,
O velho Simeon, nesta solenidade do templo,
Expira-vos numa alegria sem nenhum limite.
O velho Adão que chorou na sua esperança,
Sempre jovial por enfim ver, com seus olhos, melhor de nós,
Somos muito suaves, sem mais raiva rubra ou orgulho tetro,
Vai canta orgulhosa canção de alegria e pranto,
E no céu os benditos homens e mulheres,
Irão divertir-se mais do que é comum, e os anjos,
Para que este ano, ela mal se meteu em fraldas,
Do primeiro suspiro, tem àqueles suspiros amorosos.
ROIS VI
Mirra, ouro e incenso,
São presentes menos amáveis,
Que dons mais humildes,
Oferecido aos Olhos Amorosos,
Quem sorrirá melhor,
A este mero desejo.
Da jornada dos Reis Magos,
Certo que é afável ao Senhor,
Aceitar estas homenagens,
E tem-nos em grande estima;
Mas dum pecador que se redime,
Para ele, sendo glória é maior.
Neste concurso sublime,
De adoração primária,
Jesus provará sempre,
Mais preces, mais orações,
Miserável povo e seus,
Manter um reino melhor.
Dos Anjos e Arcanjos,
Que despertam os pastores,
Vozes de esperança e louvor,
Aos homens encorajados,
Orgulho no azul sem véu,
A estrela miraculosa,
Ricos, pobres, vamos fazê-lo,
Nada diante de si, o Mestre,
Só do Vosso santo nome inveja,
Será capaz de reconhecer,
E acresçerá o seu próprio,
Ricos, pobres, todos os cristãos.
KYRIE ELEISON VII
Tende piedade de nós, Senhor,
Cristo, tende piedade de nós,
Dá-nos a vitória e a honra,
Sobre o inimigo de todos nós.
Tenha piedade de nós, Senhor.
Torna-nos mais religiosos e gentis,
Longe do Subornador Pecador,
Cristo, tem misericórdia de nós.
Proteja-nos do qual faz o vidente,
O grão de que tem ciúmes.
Tenha piedade de nós, Senhor.
Nós a vós suplicamos de joelhos,
Abra-nos com Fé e Alegria,
Tende piedade de nós, Senhor,
Cristo, tende piedade de nós,
Nós Te suplicamos de joelhos.
Tem piedade de nós, Senhor.
Senhor, pela Esperança, abre-nos,
Cristo, tenha piedade de nós.
Tende piedade de nós, Senhor!
GLORIA IN EXCELSIS VIII
Glória a Deus nas alturas,
Paz para os homens na terra,
Aos homens que o esperaram,
Nesta sua boa-vontade,
A salvação vem à terra...
Louvamos-vos, abençoai-vos,
Das Adorões, glorificações,
Damos-lhe graças e gratidão,
Desta vossa glória infinita!
Ó Senhor, Deus, Rei dos Céus,
Pai, deste Poder Eterno,
Ó Filho único de Deus,
Cordeiro de Deus, Filho do Pai,
Vós Aplacais os pecados:
Vós ouvirás os nossos desejos,
Terás misericórdia de nós.
Para si é o único Santo,
Só Senhor e só Altíssimo,
Ó Jesus, que foi ungido,
De longe e demais largo,
Deus no céu, com o Espírito,
No Pai,
No Pai, que assim seja!
CREDO IX
Creio no que a Igreja Católica,
Ensinou-me desde a era do acordo:
Que Deus o Pai é o único perpetrador,
E o regulador absoluto,
De tudo o que é invisível e visível,
E isso, por um mistério infalível,
Ele nasceu, não fez Jesus Cristo,
O seu único Filho perante a luz,
foi criado, e que foi escrito,
Que este morreria de morte amarga,
Para nos salvar da desgraça imortal,
No Calvário e, desde então, no Altar;
Enfim, que o Espírito Santo, que resulta,
do Pai e do Filho e quem falou,
Pelos profetas, e pela minha fé que se ajuda,
Da caridade acredito no dogma total,
Da Igreja de Roma, ao Santo Baptismo,
E na vida eterna.
E na vida eterna. No Supremo desejo.
Espírito Santo, desça naqueles
De quem zombar do antigo hino,
Onde a simples botar os seus votos,
À música da mais da ingénua.
Derramar os sete dons da fé,
Verter, espírito de inteligência,
Nas almas, tudo a si mesmo,
Sobretudo amor e indulgência,
E deste gosto desta pobreza,
Tanto dos outros qual de si mesmo:
Que entendam a caridade,
Já que são a elite e são nata,
Que ponderam o seu riso tolo,
Visando, não um dogma imutável.
Mas humildes e os fracos (Ataque
Cujo capitão é o Demónio).
Em vez de profaná-la, qual réu,
Este cântico dos nossos avôs,
Deixe-os meditar, para dar-lhe,
Bom exemplo, eles, grandes senhores,
E, enquanto eles estiverem,
De construir o seu pauperismo,
De espírito e dinheiro, que reinam...
Unificarem um pouco o Catecismo.
PAUL VERLAINE -TRAD. ERIC PONTY
POETA,TRADUTOR,LIBRETISTA ERIC PONTY LADEADO DR. ALEXANDRE SCHUBERT








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