Tu, quando é janeiro lança teus ventos,
No tédio negro das noites de neve, busque
toras meio queimadas a aquecer os pés roxos?
Teus ombros manchados, ficarão tão quentes
Raios lua deslizam no vidro da nossa janela?
Sabendo que a bolsa e o paladar estão secos,
Tu vais colher ouro dos cofres azuis dos bosques?
Tu deves, a ganhar teu escasso pão da noite,
qual menino de altar tédio balançar incensários,
vocais a os deuses nunca presentes Te Deums,
Agora, morrer de fome, deite seus encantos à venda,
Teu mergulho em choros pelos olhos de ninguém,
Para trazer diversão para a multidão vulgar.
Ó musa do meu coração amante de palácios,
Tu terás, quando janeiro soltar seu Bóreas,
Durante os problemas negros das noites de neve,
Uma marca a aquecer seus dois pés roxos?
Raios da lua pelo meio das venezianas esquentam?
Teus ombros trêmulos, marcados de frio?
Com a bolsa e o paladar secos, tu deves correr
Com cofres azuis a recolher o teu ouro?
Veja como tu deves preparar teu pão da noite:
Tu tocas o coral, não poupes o incenso,
E cante Te Deum, embora tu estejas aflita, em dúvida;
Ou, uma acrobata faminta, mostre teus encantos,
risada mergulha em choros invisíveis e acepções
Para dividir lados desta multidão insensível.
Charles Baudelaire _ Trad. Eric Ponty 2* versão
POETA,TRADUTOR,LIBRETISTA ERIC PONTY



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