Com a mão num instante esteja lavra,
Sequiosa de escrever eterno rosto,
E a nuvem longínqua arfar o crepúsculo,
A comprazer no rosto cá descrito.
Mas ao tocá-la e lhe perceber grácil,
De que anuncia, e traçado corpo frágil,
O tempo, de instante toma-lhe rosto,
Sendo ali lhe põe anunciar com ela.
No princípio não se percebe nada,
Mas ao cantar depois ela se guarda,
Um par confuso e inspiração instante.
A cada aparição vem réstia dele,
Sendo expulso da confraria amor,
Instante também cantar de repente.
ERIC PONTY
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