O Pierrot Lunaire do Poeta belga Albert Giraud onde só se conhece à tradução e adaptação para o alemão Otto Erich Hartleben. Aqui vertido por mim onde nomes próprios e grafias seguem o original belga.
THÉATRO
Eu sonho um teatro aprumado âmbar,
Cujas efígies de vertentes Breughel
Shakspeare, dum pálido palácio cruel.
Watteau destes recursos cores âmbar.
Por hesitantes atuais deste dezembro,
Aquecida era tocadas violetas barros,
Eu sonho um teatro de aprumado âmbar,
Cujas efigies vertentes são Breughel.
Excitantes pelas cenas dos Gengibres
Nos fez aparecer crispins horríveis,
Algodoes descarnadas panturrilhas
Para Colombina aprumada âmbar,
Eu sonho um teatro aprumado âmbar
A COLUMBINA
As flores pálidas da luz da lua,
São quais são das rosas de luz,
Florescidas nas noites de Verão:
Se eu pudesse nomear uma!
Para aliviar a minha desgraça,
Busco ao longo do rio Lethe,
Estás flores pálidas da luz da lua,
Quais das rosas desta clareza.
E vou acalmar meu ressente,
Se eu tiver deste céu furioso,
Da voluptuosidade quimérica,
Despir-se o velo de castanho,
Tais quais flores pálidas da lua!
ARLEQUIM
Mais luxuoso do espectro solar,
Cá está o Arlequim muito fino,
Quem amassa o casaquinho
Da muita empregada tesuda.
Para apaziguar está sua raiva,
Dançou até com uma lantejoula.
Mais gentil do que espectro solar,
Cá está nosso magro Arlequim.
Mulher idosa, embolsar o salário,
Entregou a Colombina ao patife,
Que sobre grande céu azul turquesa
É desenhado e já cantado a lanlaire,
Mais formoso deste espectro solar.
O Pincel de Lua
Um feixe lunar que muito pálidoNa parte de trás do terno preto,
Pierrot-Willette saiu ao tardar noite
Para andar passagem pela a Boa sorte.
Mas sua casa de banho incomoda-o:
Inspeciona-se a si mesmo, e afinal vê,
Dum feixe lunar passar muito pálido,
Na parte detrás do terninho negro.
Ele arma que para se tratar duma
Mancha estuque, e sem esperança,
Que até de manhã, no passeio lunar
Esfregará com coração mui doído,
Com um raio de lua já muito pálido!
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