MOSTRANDO OS DOIS ESTADOS CONTRÁRIOS DA ALMA HUMANA
CANÇÕES DA INOCÊNCIA
INTRODUÇÃO
A descida dos vales selvagens,Canções de alegria prazerosa,
Sobre uma nuvem vi uma criança,
E criança, sorrindo, disse-me:
"Guita a canção sobre um Cordeiro"!
Sendo por isso, pipi com alegria.
"Guita, canta àquela canção outra vez".
Por isso, chorei: ele chorou pra ouvir.
"Larga a tua guita, a tua guita feliz”;
Canta então tuas canções de alegria"!
Por isso, voltei a cantar o mesmo,
Enquanto chorava de alegria ao ouvir.
"Piper, senta-te e me escreve,
Num livro, que todos podem ler".
Por isso, ofuscar-se da minha vista;
E arranquei uma cana oca,
E fiz então uma caneta rural,
E manchei a água com clareza,
E escrevi as minhas canções felizes,
Cada criança pode alegrar por ouvir.
O PASTOR
Quão doce é o destino doce do pastor!
Desde a manhã até à noite, ele vagueia;
Ele seguirá as suas ovelhas o dia todo,
E a sua língua será repleta de elogios.
Pois ouve o chamado casta dos cordeiros,
E ao ouvir qual resposta da ovelha;
Está atento enquanto estão em paz,
Pois sabem quando o seu Pastor está perto.
O CORDEIRO
Cordeirinho, Quem enfim te fez?
Acaso sabes Quem enfim te fez?
Deu-te vida, e, deu-te comer,
Junto ao riacho e ao hidromel,
Deu-te roupa para teu deleite,
Roupa mais macia, lanosa, clara;
Deu-te uma voz com ternura,
Fez Todos vales regozijem?
Cordeirinho, quem te criou afinal?
Sabes quem te criou? Sabe afinal?
Cordeirinho, digo-te; Quem te criou?
Cordeirinho, digo-te; Quem te criou?
Ao Ser chamado pelo Vosso Nome,
Pois chama-se a Si próprio Cordeiro.
Pois, ele és tão manso e tão suave,
Tornando-se assim qual criança.
Eu sou criança, e, Tu és cordeiro;
Somos Chamados pelo Nome Dele!
Ó Cordeirinho, Que Deus te abençoe!
Ó Cordeirinho, Que Deus te abençoe!
O MENINO NEGRO
A minha mãe aborreceu-me na selva do sul,
E eu sou negro, mas, só minha alma é branca!
Branco como um anjo é uma criança inglesa,
Mas sou negro, feito se fosse enlutado de luz.
A minha mãe ensinou-me debaixo duma árvore,
E, sentados quais antes do calor do meio dia,
Ela pegou-me no colo e beijou-me mui terna,
E, apontando para o Oriente, começou dizer:
"Olha para o sol nascente: ali Deus vive,
E nos dá a Sua luz, e dá o sol Seu calor,
E flores e árvores e animais e homens recebem
Conforto pela manhã, alegria ao meio-dia.
E nós somos postos na terra um pouco de espaço,
Possamos aprender a suportar as vigas do amor;
E estes corpos negros e está cara ardida pelo sol
São apenas uma nuvem, e, um bosque sombrio.
"Pois, quando almas tiverem de instruir-se o calor,
A nuvem desaparecerá, ouviremos a Tua voz,
Dizendo: "Sai do bosque, meu amor e carinho,
E à volta da minha tenda douro cordeiros exultam".
Assim disse-me a minha mãe, e beijou-me,
E assim lhe digo ao pequeno rapaz inglês.
Quando eu preto, for, ele, branco libertos nuvens,
E à volta da tenda de Deus, cordeiros, alegramo-nos.
Fazer-lhe sombra desde calor até possa suportar,
Apoiar-se com alegria no joelho do nosso Pai;
Ficarei de pé e acariciar lhe os cabelos prateados,
E serei qual ele, igual então ele irá amar-me.
O BLOCO
MERRY, feliz pardal!
Debaixo de folhas tão verdes,
Uma flor feliz
Vê-la, célere como uma flecha,
Procure o berço estreito,
Perto do meu seio.
Gentil, bonito Robin!
Debaixo das folhas tão verdes,
Qual uma flor feliz,
Ouve-te a chorar, a soluçar,
Bonito, bonito Robin,
De tão perto do meu peito.
O MENINO PERDIDO
"Pai, pai, onde é que vais? Essa.
Não caminhem tão depressa!
Diga, pai, diz com o teu rapazinho,
Ou então perder-me-ei no caminho".
Noite estava escura, nenhum pai havia lá,
A criança estava molhada com o orvalho;
Lama era profunda, e a criança chorava mesmo,
E o vapor voou.
O MENINO ENCONTROU
Rapazinho perdido no pântano solitário,
Conduzido pela luz errante,
Abriu a chorar, mas Deus, sempre por perto,
Apareceu feito o seu pai, de branco.
Ele beijou a criança, e pela mão conduzida,
E à sua mãe trazia,
Que na tristeza pálida, através do vale só,
O seu rapazinho chorando procurava.
WILLIAN BLAKE
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