POETA ERIC PONTY E O IMORTAL CÂNDIDO MENDES
Àqueles que vivem sozinhos e, no entanto, em algum momento, desejam estar unidos com alguém; àqueles que, tendo em conta das mudanças no ritmo diário, do clima, às relações de trabalho e afins, gostariam de ver-me qual um braço ao seu lado; lhes ladeando de conselhos.
Não podemos continuar por muito tempo sem uma janela que possa olhar para a rua. E acontece que não está à busca de nada, apenas aparecer no peitoril da janela do qual se demonstra um homem cansado, que abre e fechando os olhos entre a audiência e o céu, e também não quer nada, e, ao se inclinar a cabeça ligeira, de modo que é demorado pelos aliados com a comitiva ruidosa de carros e motocicletas que se formam pelos carros na avenida que mora, é, com a balbúrdia ruidosa até, enfim, alcançarmos essa harmonia humana, que não nos leva a nada, qual um homem cansado, que abre e fecha os olhos entre uma e outra dessa audiência.
Mas mesmo que todo esteja a funcionar, com cada equívoco em seu lugar, que não poderão deixar de lhes ocorrer, todo, tanto o simplificado como do complexo, será dificultado, e, tendo de andar em atmosferas ao contorno.
ERIC PONTY
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